Extremamente alto & Incrivelmente perto

Pela primeira vez, não consigo criar um título para o início de uma resenha. Isso porque nunca um livro me trouxe tantas emoções fortes ao ponto de me deixar anestesiado no fim; para vocês terem uma ideia, comecei o livro ontem e terminei hoje pela manhã e fiquei o dia todo absorvendo o que havia acabado de ler. Vou falar hoje do livro que se tornou o meu favorito e provavelmente aquele que vou reler muitas vezes: Extremamente Alto & Incrivelmente Perto do autor Jonathan Safran Foer.

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“O ser humano é o único animal que enrubesce, ri, tem religião, declara guerras e beija com os lábios. Por isso, de certo modo, quanto mais usar os lábios para beijar, mais humano você é” – Oskar Schell

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Extremamente Alto & Incrivelmente Perto é um livro sobre saudade.

A história se passa em torno de duas tragédias: o bombardeio à cidade de Dresden na Alemanha em 1945 e o ataque terrorista as torres gêmeas em 2001. Aliás, a parte que narra o bombardeio, foi escrito de uma forma tão angustiante que eu precisei parar de ler algumas vezes, já que a escrita do autor conseguiu fazer com que eu me sentisse no meio de toda a confusão e sentindo a dor daqueles ali presentes.

Oskar Schell é um menino de 9 com uma inteligência absurdamente superior aos da sua idade – e até a de alguns adultos. Ele mesmo se apresenta como: “inventor, desenhista e fabricante de joias, francófilo, vegan, origamista, pacifista, percussionista, astrônomo amador, consultor de informática, arqueólogo amador e colecionador de moedas raras, borboletas que morrem de causas naturais, cactos em miniatura, memorabilia dos Beatles e pedras semipreciosas”. Além de escrever diversas cartas ao longo do livro para Stephen Hawking a quem ele admira e já leu e releu diversas vezes os seus livros (principalmente o Uma Breve História do Tempo). No começo, tive a impressão de que ele era autista pela forma que agia e os seus pensamentos, mas no livro não confirma se eu estava certo ou errado. Oskar perde o pai no atentado as torres gêmeas e é aí que sua vida vira de cabeça para baixo, já que tinha uma relação muito próxima do pai, eram além de tudo, o melhor amigo um do outro.

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Oskar Schell interpretado por Thomas Horn na adaptação “Tão Forte e Tão Perto” (2011)

Um ano depois da morte de seu pai, ele encontra um envelope dentro de um vaso no closet e dentro dele há uma chave e a palavra Black. Oskar então decidi que sua meta é descobrir o que aquela chave abre e assim, quem sabe, poder aproximar-se o máximo do pai que partiu. Oskar acaba optando por acreditar que Black é um sobrenome e a partir daí, resolve visitar todas as pessoas com este sobrenome e nessa jornada, ele descobre histórias de vida e pessoas tão diferentes uma das outras; cada um percorreu uma estrada diferente e aí está o melhor do livro, a forma como a esperança de descobrir um segredo do pai e o desespero de manter sua memória viva o máximo possível, faz com que ele conheça outros pontos de vista, outras modos de viver e pessoas que convivem com a saudade da forma delas. Além de tudo isso, precisa continuar convivendo com a escola – local onde tem inúmeras dificuldades – e com a impressão de que a mãe está superando a morte do pai, sendo que na visão dele, não deveria.

“Tantas pessoas entram e saem da vida da gente! Centenas de milhares de pessoas! Você precisa manter a porta aberta para que elas entrem! Mas isso também significa que você precisa deixá-las sair” – Sr. Black

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Sr. Schell – avó de Oskar – interpretado por Max von Sydow

A história é narrada também através das cartas de outros dois personagens. O avô de Oskar e a avó – pessoa que, depois do pai, tinha a relação mais próxima com o garoto.

O avô é o mais peculiar dos personagens, pois em certo momento de sua vida, ele desistiu de falar; tatuando em suas mãos as palavras SIM e NÃO e quando precisava ser mais específico escrevia – carregando consigo sempre um caderninho. É em seus capítulos que ficamos sabendo sobre o bombardeio a cidade de Dresden em um relato emocionante e sufocante. Thomas também carrega a culpa por ter abandonado sua esposa grávida e se expressa através de cartas destinadas ao filho – cartas estas, que nunca foram enviadas. Sendo assim, ele não conheceu seu filho ao nascer e perdeu a oportunidade de conhecê-lo mais tarde já que este morreu. E a outra narração é feita pela avó de Oskar em cartas destinadas ao próprio neto. Onde conta o seu lado da história e fala de sua infância e de tudo que passou com a perda do filho.

O mais legal de tudo é que o autor narra os capítulos de cada personagem de forma única, assim você sabe perfeitamente quem está narrando apenas pela estrutura do texto. Outra coisa incrível é o uso de fotografias e outras técnicas em seu texto, que transforma a leitura em algo único para os seus leitores.

“Às vezes consigo escutar os meus ossos se comprimindo sob o peso de todas as vidas que não estou vivendo” Sr. Schell

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Oskar Schell e sua Mãe interpretada por Sandra Bullock

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“Tudo que nasce precisa morrer, o que significa que nossas vidas são como arranha-céus. A fumaça sobe em diferentes velocidades, mas todos estão em chamas, e estamos todos aprisionados” – Oskar Schell

Enfim, precisei compartilhar aqui a melhor leitura do ano – na minha opinião. Uma leitura reflexiva que traduz o sentimento de saudade e me trouxe lágrimas aos olhos em vários momentos, assim como um desconforto em cenas tão viscerais que era preciso pausar a leitura, respirar, absorver e só então, continuar. Indico o livro para todos que procuram uma leitura verdadeira, honesta e extremamente tocante.

Oskar Schell e seu aprendizado se tornou o meu aprendizado. E vou guardá-lo em minha memória para sempre.

“[…] nada pode ser amado com mais intensidade do que aquilo que nos faz falta.”

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Pegue o seu casaco, pois o inverno está chegando…

Hey!

E nessa quarta-feira fria, nada melhor do que falar de A Guerra dos Tronos o primeiro livro da saga épica escrita por George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo. Podem ler a resenha tranquilamente, pois não terá spoilers. Então, vamos em frente e que R’hllor esteja conosco!

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😛

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A história é gigantesca e possui inúmeros personagens, vou tentar aqui falar de todos aqueles que tem importância no primeiro livro da série – lembrando que não há um personagem principal na trama e um personagem ignorado no primeiro livro, pode se revelar importante no decorrer da história.

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Bem-vindo a Westeros uma terra medieval onde as estações duram anos. Após um verão de 10 anos anos, o inverno finalmente está para chegar e dizem que quanto mais longo o verão, pior é o inverno. Para complicar ainda mais, logo no prólogo vemos a volta dos Outros, criaturas antigas, malignas e poderosas. Há muito tempo, foi feito uma Muralha de Gelo para manter tais abominações distantes do restante de Westeros, esta muralha é protegida pela patrulha da noite, que agora está em sua pior época; já não possui o mesmo número de soldados e a maioria de seus castelos estão abandonados às moscas, já que não há pessoas suficientes para guarnecê-los. Com toda essa fragilidade, será que conseguirão manter os Outros afastados de seu povo?

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Fanart da família Stark com os atores que os interpretam: Sean Bean (Ned), Isaac Hempstead-Wright (Bran), Art Parkinson (Rickon), Michelle Fairley (Catelyn), Maisie Willians (Arya), Sophie Turner (Sansa) e Richard Madden (Robb)

A família Stark é a guardiã do norte e vive em um reino chamado Winterfell. Formado pelo patriarca Eddard Stark (ou Ned para os amiguinhos íntimos), sua esposa Catelyn Stark (ou Cat – miau – para o marido e o friendzone forever Mindinho) e seus cinco filhos: Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon. Ned também possui um filho bastardo chamado Jon Snow (na história, os bastardos não recebem o sobrenome da família… poor Jon) que é odiado por Catelyn, já que é a prova de que seu honrado marido não era tão honrado assim e resolveu amolar sua espada em outra pedra. Mais tarde, Jon Snow resolve se unir a patrulha da noite inspirado em seu tio Benjen Stark.

O símbolo da casa Stark é o Lobo Gigante, criatura que não era vista há anos, até que um dia, Eddard e seus filhos Jon, Robb e Bran encontram uma fêmea morta e uma ninhada de filhotes, o número exato para cada um de seus filhos, inclusive um albino que é entregue a Jon Snow (que combina com o bastardo pelo fato de ser diferente dos outros).

Um dia, a família Stark recebe a visita do rei Robert Baratheon; este traz a notícia de que a antiga mão-do-rei morreu e oferece o cargo ao seu velho amigo Ned Stark.  Assim, o grande patriarca precisará viajar para a capital – Porto Real – e viver a serviço do rei como o seu homem de confiança, para lhe dar conselhos e o ajudar a comandar este mundo de feras. Também recebe a proposta para unir as duas famílias, casando sua filha Sansa Stark com Joffrey Baratheon e mais tarde – quando ambos tiverem idade suficiente – , Arya Stark com Tommen Baratheon.

E assim, Ned Stark deixa para trás o conforto de seu lar e com suas duas filhas, parte para Porto Real, lá descobre, que as coisas são mais complicadas do que parecem e começa a suspeitar de que a antiga Mão-do-Rei foi assassinada! :O

Um pouco antes dele sair, Bran Stark é empurrado de uma torre – ficando paraplégico – por Jaime Lannister ao fraga-lo tendo relações sexuais com sua irmã-gêmea, Cersei Lannister – esposa do rei Robert. Sim, as sombras que cercam Porto Real provarão ser ainda mais escuras do que Ned poderia imaginar.

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Fanart representando Cersei, Jaime e Tyrion

Não poderia deixar de falar deles um pouco – mesmo já tendo explicado o plot do primeiro livro. Os Lannisters são nada mais, nada menos do que a família mais rica e influente de Westeros. O patriarca é Tywin Lannister um homem frio e implacável pai dos gêmeos Cersei e Jaime e do filho anão Tyrion – também conhecido como Duende. Tywin dedicou sua vida tentando reerguer a sua casa, após o fracasso de seu pai e o seu êxito veio ao conseguir derrubar a família Reyne de Castemere – conquista que foi imortalizada na canção The Rains Of Castemere:

“E quem é você, disse o orgulhoso senhor,
Pra que eu deva me curvar tanto?
Só um gato com um manto diferente,
Essa é toda a verdade que eu sei.
Num manto de ouro ou num manto vermelho,
Um leão ainda tem garras,
E as minhas são longas e afiadas, senhor,
Tão longas e afiadas como as suas.
E assim falou, e assim falou,
O senhor de Castamere,
Mas agora a chuva chora no seu salão,
E ninguém está lá para ouvir.
Sim, agora a chuva chora no seu salão,
E nenhuma alma está lá para ouvir.”
Os lannisters eram aliados dos Targaryen (família que governou Westeros durante séculos, também conhecida pelo fato de possuirem dragões – que acabaram extintos 100 anos antes da própria família), mas se uniu à Robert Baratheon quando este conquistou o trono, casando mais tarde sua filha sua filha Cersei com o rei.
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Daenerys Targaryen interpretada por Emilia Clarke
Do outro lado do mar estreito vive Daenerys Targaryen junto com seu irmão Viserys. “Mas, espere, eles não estavam mortos?” Não! Depois da Batalha do Tridente – onde o irmão mais velho Rheagar Targaryen foi morto por Robert Baratheon -, Viserys e sua mãe, Rhaella  (que estava grávida de Daenerys) foram mandados para Pedra do Dragão e lá Rhaella morreu no parto. A batalha contra Robert já estava perdida e após a morte do rei Aerys Targaryen e de seu filho mais velho, os únicos herdeiros vivos eram Daenerys e Viserys, então, antes da guarda de Pedra do Dragão se render, Sor Willen Darry ao lado de alguns poucos fiéis a dinastia Targaryen, levaram os irmãos para a Cidade Livre de Bravos.
Viserys cresceu com o desejo de reerguer a dinastia Targaryen e então, para conseguir um exército, casou sua irmã com o Khal Drogo o líder de um grupo nômade e selvagem, os Dothraki. Conhecidos como Senhores dos Cavalos e por sua selvageria e violência, possuem a tradição de usar tranças nos cabelos que representam o número de pessoas que mataram; quando perdem uma batalha, tem suas tranças cortadas e se torna motivo de piada e vergonha.
Durante o casamento, a jovem Targaryen ganha três ovos de dragões que se tornaram pedras ao longo dos anos, além dos serviços de um cavaleiro vindo de Westeros chamado Sor Jorah Mormont. Daenerys se vê cercada por um povo estranho, casada com um selvagem que nem ao menos fala o seu idioma e submissa a crueldade do irmão, porém, acaba provando que não é uma garotinha tola como Viserys acredita e esse amadurecimento, vai acabar prejudicando a ascensão do irmão…
E isso é tudo que posso falar sobre o primeiro livro sem soltar nenhum spoiler!
Segue abaixo a minha opinião sobre o livro:
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Fanart representando Jon Snow e seu lobo, Ghost.
Sou totalmente suspeito para falar da série As Crônicas de Gelo e Fogo, já que sou apaixonado pelo enredo e fã incondicional de George R. R. Martin. A saga apesar de ser de Fantasia, não é focada na parte mágica – essa vai crescendo aos poucos – e sim nas relações humanas e seus conflitos. É interessante perceber que mesmo os personagens do livro, não acreditam em tais criaturas fantásticas.
Outro fato que torna o livro dinâmico é a divisão dos capítulos serem feitas através do ponto de vista de cada personagem, tornando a história abrangente e fazendo com que conheçamos cada ponto deste mundo fantástico criado pelo Sr. Martin. Para aqueles mais ortodoxos, alguns assuntos podem incomodar, já que o livro está recheado de casos de incesto, estupros, palavras de baixo calão e violência, muita violência; ao contrário do que muitos pensam, isso não interfere na história, apenas a torna mais palpável para os seus leitores, nos fazendo submergir em um mundo nunca visto antes.
É válido dizer que As Crônicas de Gelo e Fogo é uma obra prima da literatura fantástica atual e pode representar para a nossa geração o que Tolkien representou para a dele, sendo lembrado através dos anos como um grande gênio da fantasia.
Saga mais do que indicada!
“Quando se joga o jogo dos tronos, você vence ou você morre. Não existe meio-termo” – Cersei Lannister

#Álbum da Semana: Carice Van Houten – See You On The Ice

E aqui estou eu novamente com uma indicação do álbum da semana. Lembrando que é só clicar no título das músicas para poder ouvi-las. Hoje escolhi um dos álbuns que me viciou: See You On The Ice da Carice Van Houten (Yes, a Melisandre de Game Of Thrones).

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Tracklist:

  1. Siren Or The Sea
  2. Something Funny
  3. Time
  4. Particle Of Light
  5. Emily
  6. Recovery Mission (não achei no youtube, desculpe…)
  7. Broken Shells
  8. I’m Here
  9. You.Me.Bed.Now
  10. End Of The World (não achei no youtube, desculpe…)
  11. Still I Dream Of It (não achei no youtube, desculpe…)

Não consigo classificar o álbum em um gênero musical, pois varia bastante de música para música, mas sempre mantendo o jeito único de cantar da Carice. Entre as minhas músicas favoritas estão: Something Funny, Broken Shells, Particle Of Light e Siren Or The Sea.

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Carice Van Houten nasceu na Holanda em 1976. É atriz e ganhadora de três Golden Caves por sua atuação nos filmes Suzy Q (1999), Kitty Undercover (2001) e Black Book (2006) e foi a partir desse terceiro filme que sua carreira se tornou internacional, atuando mais tarde em Operação Valquíria (2008) e Repo Men (2010). Atualmente interpreta a Melisandre em Game Of Thrones. E em 2012 lançou o seu primeiro álbum: See You On The Ice. Porém não foi a primeira vez que cantou, pois há uma música interpretada por ela na trilha sonora do filme Black Book.

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Carice Van Houten é uma artista completa que merece tanto ser escutada quanto assistida. Fiquem agora com um trecho de uma das minhas músicas favoritas, Particle Of Light:

The particle of light
It feels all right
It tends to behave
Like a wave
Wave of emotion
Even the moon’s night light
Sways the ocean
With just a particle of light

Genocídio com aroma de rosas…

“Are you, are you
Coming to the tree
Where they strung up a man they say murdered three?
Strange things did happen here
No stranger would it seem
If we met up at midnight in the hanging tree.” The Hanging Tree

Hoje vou trazer uma resenha enorme! A trilogia Jogos Vorazes da autora Suzanne Collins (um YA que me surpreendeu!). O trecho acima é de uma música que faz parte da história do livro e eu gosto muito, na tradução ficou como “Árvore-Forca”. Agora, vamos lá!

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AVISO: VOU FALAR DE TODOS OS LIVROS, ENTÃO É INEVITÁVEL SOLTAR ALGUM SPOILER, MAS PROMETO NÃO REVELAR TUDO, SÓ O QUE É IMPOSSÍVEL NÃO MENCIONAR! 

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O mundo como conhecemos não existe mais! Tudo que restou foi um lugar chamado Panem dividida em 12 distritos e controlada pela Capital (lugar com fortes influências da Lady Gaga). Cada distrito fica responsável por produzir alguma coisa para a capital – o distrito 12, por exemplo, produz carvão. Todo ano um garoto e uma garota de cada distrito são selecionados para participar dos Jogos Vorazes (um reality onde jovens lutam até a morte). O reality show foi criado após um evento conhecido como Dias Escuros e foi o meio encontrado para controlar as pessoas e mostrar o que acontece com aqueles que se voltam contra a poder da Capital.

Katniss vive no distrito 12 junto com sua mãe e a irmã mais nova e após a morte de seu pai, ela assumiu o papel de colocar comida na mesa e junto com o seu melhor amigo Gale, eles caçam – ilegalmente – e trocam um pouco do que apanham no Prego (algo como um mercado negro) por produtos que necessitam. Sendo o distrito mais pobre, todos vivem na miséria e ainda há o trabalho perigoso nas minas de carvão (local onde o pai de Katniss morreu após uma explosão).

ImagemKatniss e Gale interpretados por Jennifer Lawrence e Liam Hemsworth em Jogos Vorazes (2012)

Quando as crianças completam 13 anos, precisam colocar o seu nome para a seleção dos Jogos Vorazes e o governo também oferece uma quantia de grãos para aqueles que colocarem os seus nomes mais de uma vez. Nesse ano é a vez de Prim, irmã de Katniss. Em um momento de azar, durante a escolha dos “tributos” (título irônico, não é?) o seu nome é chamado e durante o desespero, Katniss se oferece para ir no lugar.

É assim que a Srta. Everdeen se torna um tributo ao lado de um menino padeiro que ela mal conhecia chamado Peeta Mellark (E um dos nomes mais esquisitos para se pronunciar, he-he – Pira ou algo assim, gosto de falar Pita mesmo!).

ImagemJennifer Lawrence que interpreta Katniss, Liam Hemsworth que interpreta Gale e Josh Hutherson que interpreta Peeta

Chegando na capital, ambos percebem que são apenas bonecos em um joguinho sádico que todo o povo alienado tem adoração. São banhados, arrumados, penteados e expostos para a multidão. Com a ajuda de Haymitch o seu instrutor – um alcóolatra do distrito 12 que de alguma forma ganhou uma das edições dos Jogos Vorazes – eles precisam traçar um plano para conseguir patrocinadores, que são essenciais para quem quer durar um pouco mais dentro da arena, já que quando eles escolhem alguém, mandam comida ou remédio. A tática escolhida é fingir que são perdidamente apaixonados um pelo outro, ganhando a fama de amantes desafortunados. Katniss não é uma boa atriz, mas o carisma e a eloquência de Peeta acaba conquistando o público (isso e as suas roupas que pegam fogo, literalmente!).

E então os dois entram na arena e percebem o quão violento é estar ali dentro, como ratos em uma gaiola e um público lá fora desejando vê-los devorarem uns aos outros.

***

Acaba por aqui tudo que eu precisava dizer sobre o 1º livro da série, se não leu os outros ainda, alerto para não seguir em frente!

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Katniss e Peeta sobreviveram aos Jogos Vorazes após a tramoia com as amoras envenenadas e se tornaram a única dupla a ganhar os jogos. Ambos continuam vivendo no distrito 12, só que agora ocupam uma área destinada aos campeões; eles tem uma casa confortável e comida à vontade. Estão finalmente em paz? Errado!

Um dia, Katniss recebe a visita do temível presidente Snow e fica sabendo que a sua atitude nos jogos, mesmo sem a intenção, acabou acendendo uma faísca sobre o povo que começava a se revoltar contra o governo. Então, Katniss precisa convencer não só as pessoas, mas o próprio presidente, que tudo que fez foi por causa do amor que sentira por Peeta. Caso não fosse convencido, haveria consequências e sua família, assim como todos que ama correrão riscos.

Não é o único problema que está prestes a enfrentar. Logo descobre que o distrito está cheio de pacificadores e o primeiro castigado é o seu amigo Gale, após ser pego caçando ilegalmente, sendo punido em praça pública à base de chicotadas.

Como a Srta. Suzanne Collins é uma pessoa de bom coração, Katniss também descobre que haverá uma edição comemorativa dos Jogos Vorazes chamada de Quaterquell (Massacre Quartenário em PT) e que serão sorteados apenas os vitoriosos dos jogos anteriores. Ou seja, ela está ferrada!

“Quando você estiver na arena, lembre-se de quem é seu verdadeiro inimigo.” – Haymitch.

***

E aqui acaba tudo que eu tinha que dizer sobre o 2º livro, então, caso não tenha lido o 3º livro da série, não siga em frente!

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O distrito 12 não existe mais! :O

Calma, calma. Vamos recapitular um pouco. No fim do livro anterior, Katniss com a ajuda de alguns dos outros campeões explodiram a arena. Ela se salvou, ao lado de Finnick (o carinha do cubo de açúcar e derrubador de calcinhas alheias xD) e Beetee (super geek) – tenho certeza que estou esquecendo de alguém, caso vocês se lembrem, avisem nos comentários!

Quando é apanhada pelo Aerodeslizador e tem seus ferimentos cuidados, ela descobre então que o seu distrito foi destruído, mas sua família está a salvo no distrito que todos achavam que estava extinto: o 13. Além disso, Katniss fica sabendo que Peeta foi levado como prisioneiro da capitão junto com os outros participantes do Massacre Quartenário.

O distrito 13 é subterrânea e a sua própria maneira, é tão controlador quanto a capital. Todos precisam seguir o cronograma exato do dia, comer apenas a porção que lhe é entregue e obedecer rigidamente.

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A revolução está em chamas (entendeu, o trocadilho? Ah, deixa pra lá!) e os rebeldes tem como símbolo o Katniss, que é apelidada de O Tordo – papel que ela aceitou com algumas exigências. Segue-se assim a missão de derrubar a capital, invadindo o seu sistema e colocando imagens da sua revolucionária e convencer aqueles que ainda estão do lado do Presidente Snow de que estão cometendo um erro.

***

E aqui acaba o meu resumo dos três livros. A seguir, darei a minha opinião geral sobre a trilogia.

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Confesso que inicialmente, não colocava fé na história, a tratando apenas como mais um livro adolescente, além de ter problemas com a narração no presente. Só que, quando comecei a ler, acabei notando que havia mais profundidade no mundo criado por Collins do que eu imaginava. Há pontos fracos? Sim, tenho que dizer que o triângulo amoroso me irritou várias vezes, mas creio que é apenas pelo fato de eu não gostar desse tipo de assunto. O segundo livro – “Em Chamas” – foi o meu favorito. História ágil, repleta de reviravoltas e digo mais, a genialidade dessa mulher na hora de planejar a arena foi coisa de outro mundo. Já o terceiro livro, achei o mais oscilante dos três, quando a história começava a se agitar, ficava monótona novamente – empolgando só depois de mais da metade do livro.

Quanto ao final – o polêmico final, odiado por uns, amado por outros – me deixou satisfeito. Condiz com todos os acontecimentos e foi realista. Alguém que presenciou o que Katniss viu, obviamente, não iria apenas seguir em frente. O seu estado é perfeitamente normal, um final agridoce, ela ficou com a pessoa que gostava, constituiu família, mas as cicatrizes da brutalidade colocada como entretenimento, ficaria marcado em ambos para sempre.

Então, indico Jogos Vorazes. Boas críticas e uma boa história regada a alguns fatos que nos deixa boquiabertos.

E encerramos com o meu trecho favorito:

“[…] o pensamento em prol do coletivo normalmente possui vida curta. Somos seres volúveis e idiotas com uma péssima capacidade para lembrar das coisas e com uma enorme volúpia pela autodestruição” – Plutarch.

#Álbum da Semana: Damien Rice – O

Hey!

Hoje eu vou começar algo novo aqui no blog que é o “Álbum da Semana”, onde eu indico os meus álbuns favoritos dos meus artistas favoritos. Colocarei a tracklist e será preciso só clicar no título da música para ouvi-la. Espero que gostem!

Vou começar pelo meu favorito: “O” do Damien Rice.

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Tracklist:

  1. Delicate
  2. Volcano
  3. The Blower’s Daughter
  4. Cannonball
  5. Older Chests
  6. Amie
  7. Cheers Darlin’
  8. Cold Water
  9. I Remember
  10. Eskimo

É difícil dizer quantas emoções esse álbum traz para quem o escuta. A voz de Damien misturada aos instrumentos com aquele clima acústico mais as letras de poesia pura, sempre me deixa arrepiado. Gosto de todas as músicas, mas se fosse fazer um top 3 colocaria: Volcano, Older Chests e Eskimo.

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Damien Rice nasceu na Irlanda em 1973. Apesar de ter formado uma banda chamada Juníper não conseguiu permanecer, pois não sentia-se livre após assinar o contrato com a gravadora. Ele sempre teve um contato especial com a natureza (inclusive faz parte de causas humanitárias). Mudou-se para a Itália e após viver de modo simples, conseguindo dinheiro apenas com suas apresentações em ruas e estações de trem, voltou para a Irlanda revigorado. Lá, juntou-se a um grupo de músicos e em um estúdio caseiro gravou o álbum “O”.

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Enfim, Damien Rice é um artista incrível e sincero em suas canções e o álbum “O” é uma obra de arte. Fiquem com um trecho de uma das minhas músicas favoritas; Volcano:

“What I am to you is not real
What I am to you you do not need
What I am to you is not what you mean to me
You give me miles and miles of mountains
And I’ll ask for the sea”

Oz, o ‘gande’ e ‘teível’

Hey!

Hoje trago a resenha de um dos meus autores favoritos: Stephen King!

Escolhi começar pelo livro “O Cemitério” que é o meu favorito ao lado de “O Iluminado”.

O título da resenha só vai fazer sentido após ler o livro (mais um incentivo para vocês lerem!)

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Louis acabou de se mudar para o Maine (uma cidade que repele qualquer leitor de Stephen King) com a esposa, Rachel e os dois filhos Ellie e Gage e o gato da família, Church; ao conseguir um emprego como médico em uma faculdade. No primeiro dia na casa nova, eles conhecem o vizinho Jude e a sua esposa Norma. Durante a conversa, após alertá-los sobre o perigo da estrada diante de suas casas, Jude conta que há um cemitério de animais no terreno de Louis.

ImagemCapa da adaptação feita em 1989

A primeira fagulha para os problemas no decorrer do livro, se dá no momento em que um estudante da faculdade onde Louis trabalha, morre em sua sala após um acidente. O médico sonha com o rapaz guiando-o até o cemitério de bichos e depois, indo além, até um cemitério indígena escondido atrás do matagal. Louis acorda assustado e aliviado por ter sido um sonho, até perceber que os seus pés estão cobertos de terra.

Imagem Louis e Jude interpretados por Dale Midkiff e Fred Gwynne no filme Cemitério Maldito (1989)

O incidento com o jovem estudante é esquecido até o momento em que o gato de sua filha, Church, morre atropelado na estrada. Preocupado com a reação que a menina possa ter, Louis é levado por Jude até o cemitério indígena onde enterra o gato e tudo está bem, até o momento que o bichano volta.

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Esse é um dos meus livros favoritos ao lado de O Iluminado. King constrói a história de forma magistral, mesmo quando estamos em uma parte mais lenta da trama, permanecemos assustados por não saber o que vai acontecer em seguida.

Ele não é o mestre do terror à toa. Brinca com a nossa cabeça e faz com que tenhamos medo de gatos… Church não é coisa de Deus, meu amigo! Levei vários sustos imaginando aquele gato medonho roçando na minha perna durante a noite.

Há-Há

Uma super leitura, do mestre do terror!

E só mais uma coisinha: Hey! Ho! Let’s Go!

É HISTERIA ADOLESCENTE DISFARÇADA DE AMOR…

Hey, pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre a história mais conhecida do mundo: Romeu e Julieta!

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Há!

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A peça escrita por William Shakespeare entre 1591 e 1595 foi um sucesso imediato na época e é até hoje conhecida por todos (apesar de muitos não terem nem chegado perto do livro). É justamente por isso, que todos tem aquela impressão que é uma história perfeita sobre o amor, mas hoje vou apresentar a minha visão desse clássico que difere da visão da maioria.

Antes, vamos ao resumo da história:

Imagem“Deixai que os lábios façam o que as mãos fazem” Romeu e Julieta (Imagem da adaptação de 1968)

Em Verona, os Montecchios e os Capuletos – duas famílias influentes – vivem em pé de guerra (Inclusive, o livro já começa com uma briga entre os jovens dessa família), até que um dia eles são apaziguados pelo Príncipe sob a ameaça de exílio caso a rixa continue.

É durante uma festa dos Capuletos, que Romeu (que foi safadinho e invadiu a festa porque the zuera never ends e também não tem época) conheceu a jovem Julieta.

É nessa troca de olhares e de beijos que uma paixão surge incondicional (e assustadoramente rápida) culminando no final trágico conhecido por todos.

ImagemCena da sacada com Julieta e o Zac Efron dos anos 60

Agora, apesar de considerar esse amor deles belíssimo, não consigo deixar de pensar que é tudo fruto dos hormônios enlouquecidos da adolescência. Vamos aos fatos:

O primeiro é a diferença de idade dos dois (Julieta tem 13 e Romeu 17 :O).

O Segundo é o fato de que Romeu só foi para a festa seguindo o conselho do primo, que queria fazê-lo esquecer a Rosalinda (sim, ele amava outra antes de conhecer a Julieta :O²). Segue abaixo um trecho em que Romeu fala de Rosalinda:

Benvólio: Deixa-te guiar por mim; não penses mais nela.

Romeu: Oh! Ensina-me como posso deixar de pensar.

Benvólio: Dando liberdade a teus olhos. Examina outras belezas.

Romeu: É o meio de proclamar a dela mais maravilhosa ainda. Essas felizes máscaras que beijam a fronte das belas damas fazem adivinharmos, sendo negras, a radiante brancura que escondem. Quem fica cego de repente não pode esquecer o inestimável tesouro de sua vista perdida. Apresenta-me a uma dama de extrema formosura. De que me servirá sua beleza, senão de páginas onde lerei quem avantajou essa avantajada beleza? Adeus, não podes ensinar-me a esquecer.

O terceiro é que na mesma noite em que se conhecem, já surgem as juras de amor eterno e promessas de casamento.

Sério! É ou não é histeria adolescente? (ou fogo nas partes, como diria minha amiga Andressa).

Óbvio que essa união dos dois não seria fácil! Julieta é prometida a outro homem, o galante Páris. E para complicar mais ainda, durante uma briga o primo de Romeu – Benvólio – é morto por Mercúcio Montecchio. O jovem Romeu se vinga matando-o e sendo exilado de Verona.

E é a partir daí que tudo dá errado. Graças a um engano, temos aquele final trágico e de arrancar lágrimas até dos olhos dos marmanjos.

Julieta traça um plano junto com o Frei Lourenço e consegue uma poção que faz com que ela aparente estar morta, assim Romeu seria avisado e a buscaria no mausoléu após o velório. O problema é que quando Julieta é dada como morta, um apressadinho logo sai para contar a Romeu, antes que o Frei Lourenço consiga . O rapaz fica transtornado com a notícia, compra um veneno e volta escondido para Verona.

Ao ver o corpo da amada, bebe o veneno e morre. Julieta acordo logo depois e assim que vê Romeu morto, se apunha-la com a adaga dele. E é assim que a história termina.

Ah, claro, as duas famílias acabam se unindo após o incidente!

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Julieta: Oh! Bendita adaga! (Arrebata a adaga de Romeu.) Esta é a tua bainha! (Apunhala-se.) Enferruja-te aqui e deixa-me falecer! (Cai sobre o corpo de Romeu e morre.)

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Apesar de considerar o livro mais sobre histeria adolescente do que uma história de amor propriamente dita – o que é uma questão de opinião, apenas -, indico-o para quem quiser ler. A escrita do Shakespeare é poesia pura!

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