É HISTERIA ADOLESCENTE DISFARÇADA DE AMOR…

Hey, pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre a história mais conhecida do mundo: Romeu e Julieta!

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Há!

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A peça escrita por William Shakespeare entre 1591 e 1595 foi um sucesso imediato na época e é até hoje conhecida por todos (apesar de muitos não terem nem chegado perto do livro). É justamente por isso, que todos tem aquela impressão que é uma história perfeita sobre o amor, mas hoje vou apresentar a minha visão desse clássico que difere da visão da maioria.

Antes, vamos ao resumo da história:

Imagem“Deixai que os lábios façam o que as mãos fazem” Romeu e Julieta (Imagem da adaptação de 1968)

Em Verona, os Montecchios e os Capuletos – duas famílias influentes – vivem em pé de guerra (Inclusive, o livro já começa com uma briga entre os jovens dessa família), até que um dia eles são apaziguados pelo Príncipe sob a ameaça de exílio caso a rixa continue.

É durante uma festa dos Capuletos, que Romeu (que foi safadinho e invadiu a festa porque the zuera never ends e também não tem época) conheceu a jovem Julieta.

É nessa troca de olhares e de beijos que uma paixão surge incondicional (e assustadoramente rápida) culminando no final trágico conhecido por todos.

ImagemCena da sacada com Julieta e o Zac Efron dos anos 60

Agora, apesar de considerar esse amor deles belíssimo, não consigo deixar de pensar que é tudo fruto dos hormônios enlouquecidos da adolescência. Vamos aos fatos:

O primeiro é a diferença de idade dos dois (Julieta tem 13 e Romeu 17 :O).

O Segundo é o fato de que Romeu só foi para a festa seguindo o conselho do primo, que queria fazê-lo esquecer a Rosalinda (sim, ele amava outra antes de conhecer a Julieta :O²). Segue abaixo um trecho em que Romeu fala de Rosalinda:

Benvólio: Deixa-te guiar por mim; não penses mais nela.

Romeu: Oh! Ensina-me como posso deixar de pensar.

Benvólio: Dando liberdade a teus olhos. Examina outras belezas.

Romeu: É o meio de proclamar a dela mais maravilhosa ainda. Essas felizes máscaras que beijam a fronte das belas damas fazem adivinharmos, sendo negras, a radiante brancura que escondem. Quem fica cego de repente não pode esquecer o inestimável tesouro de sua vista perdida. Apresenta-me a uma dama de extrema formosura. De que me servirá sua beleza, senão de páginas onde lerei quem avantajou essa avantajada beleza? Adeus, não podes ensinar-me a esquecer.

O terceiro é que na mesma noite em que se conhecem, já surgem as juras de amor eterno e promessas de casamento.

Sério! É ou não é histeria adolescente? (ou fogo nas partes, como diria minha amiga Andressa).

Óbvio que essa união dos dois não seria fácil! Julieta é prometida a outro homem, o galante Páris. E para complicar mais ainda, durante uma briga o primo de Romeu – Benvólio – é morto por Mercúcio Montecchio. O jovem Romeu se vinga matando-o e sendo exilado de Verona.

E é a partir daí que tudo dá errado. Graças a um engano, temos aquele final trágico e de arrancar lágrimas até dos olhos dos marmanjos.

Julieta traça um plano junto com o Frei Lourenço e consegue uma poção que faz com que ela aparente estar morta, assim Romeu seria avisado e a buscaria no mausoléu após o velório. O problema é que quando Julieta é dada como morta, um apressadinho logo sai para contar a Romeu, antes que o Frei Lourenço consiga . O rapaz fica transtornado com a notícia, compra um veneno e volta escondido para Verona.

Ao ver o corpo da amada, bebe o veneno e morre. Julieta acordo logo depois e assim que vê Romeu morto, se apunha-la com a adaga dele. E é assim que a história termina.

Ah, claro, as duas famílias acabam se unindo após o incidente!

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Julieta: Oh! Bendita adaga! (Arrebata a adaga de Romeu.) Esta é a tua bainha! (Apunhala-se.) Enferruja-te aqui e deixa-me falecer! (Cai sobre o corpo de Romeu e morre.)

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Apesar de considerar o livro mais sobre histeria adolescente do que uma história de amor propriamente dita – o que é uma questão de opinião, apenas -, indico-o para quem quiser ler. A escrita do Shakespeare é poesia pura!

Se não leu, leia e comente aqui a sua opinião!

Se já leu, comente se concorda ou discorda de mim.

😉

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

8 comentários em “É HISTERIA ADOLESCENTE DISFARÇADA DE AMOR…”

  1. Melhor resenha até agora. *o*
    PS. Apesar de ainda não ter lido, tudo o que sei da história realmente me faz pensar que é fogo nas partes. HAHA’
    Adorei, Bruno. Continue postando mais. *-*

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