#Álbum da Semana: Fiona Apple – Tidal

Hey!

Hoje é segunda-feira e dia do Álbum da Semana. Escolhi o álbum de uma cantora que tem uma das vozes mais fortes do mundo da música, além de me inspirar como pianista e letrista. Estou falando do Tidal da excelentíssima Fiona Apple.

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Tracklist:

  1. Sleep To Dream
  2. Sullen Girl
  3. Shadowboxer
  4. Criminal
  5. Slow Like Honey
  6. The First Taste
  7. Never is a Promise
  8. The Child is Gone
  9. Pale September
  10. Carrion

Esse álbum está entre os mais marcantes para mim. O estilo da Fiona Apple de cantar, a parte instrumental, as letras geniais… Tudo fantástico! Entre as minhas músicas favoritas estão: Slow Like Honey, Sullen Girl, The First Taste e Criminal.

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Fiona nasceu em 13 de setembro de 1977 em Nova Iorque. Sempre foi influenciada pela família que estava ligada ao artístico. Começou a estudar piano aos 4 anos e diz que “canta desde que se lembra”. Um fato que mudou totalmente a sua maneira de ver o mundo foi o abuso sexual que sofreu no início da adolescência e isso fez com que sua cabeça desse uma volta de 360º deixando-a retraída e mais tímida. Lançou o seu debut em 1996.

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Um álbum para todos que gostam de sentir um looping de emoções. Letras poéticas e instrumentais bem trabalhados combinados com a voz única de uma artista incrível. Super indico! 

E para encerrar um trecho da minha música favorita – Sullen Girl:

“Days like this, I don’t know what to do with myself
All day, and all night
I wander the halls along the walls and under my breath
I say to myself I need fuel to take flight
And there’s too much going on
But it’s calm under the waves
In the blue of my oblivion
Under the waves
In the blue of my oblivion
Is that why they call me a sullen girl, sullen girl?”
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Onde termina o amor e começa a obsessão?

Estou de volta (mesmo sabendo que ninguém sentiu falta xD)…

Enfim, vou começar hoje com um livro pouco conhecido, mas que me surpreendeu MUITO! Sabe aquele livro que você encontra perdido em algum lugar? Seja em um sebo, em uma banca de jornal ou no fundo de uma prateleira da livraria; a capa é bem simples, você nunca ouviu falar do autor, mas compra mesmo assim. Posso afirmar que isso é algo fantástico para se fazer, pois foi dessa forma que eu descobri um dos meus livros favoritos: O Túnel do autor argentino Ernesto Sabato.

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Escrito por Ernesto Sabato e publicado em 1948, mantem um assunto que – creio eu – será sempre atual: a obsessão doentia por alguém. O livro já começava com o artista plástico Juan Pablo Castel confessando o assassinato da única mulher que amou; Maria Iribarne.

“Existiu uma pessoa que poderia me entender. Mas foi, justamente, a pessoa que matei”  Capítulo II

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Foi durante uma de suas exposições que uma mulher lhe chamou a atenção por perceber algo em um dos seus quadros que nenhuma outra pessoa havia percebido. E é assim que ele desenvolve – no princípio – uma paixão platônica pela misteriosa mulher e passa a investigar sobre a sua vida, seguindo-a obsessivamente. Até que desenvolve um relacionamento adúltero com a mulher – Maria Iribarne. Juan sempre teve problemas para se comunicar e Maria, de uma forma estranha, parece compreendê-lo em alguns aspectos.

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“[…] em todo caso, havia um só túnel, escuro e solitário: o meu”

Um livro feito para chocar e sufocar o leitor. Os pensamentos doentios de Juan deixa a leitor com um misto de curiosidade e repulsa e fez com que eu me assustasse inúmeras vezes ao me identificar com a sua visão sobre algumas coisas. É uma história difícil de destrinchar em uma resenha por causa de sua complexidade. Impossível de largar antes do fim.

“Fiz repetidos esforços para posicioná-los na ordem correta, até conseguir formular a ideia desta fórmula terrível: Maria e a prostituta tiveram uma expressão semelhante, a prostitua fingia prazer; portanto Maria fingia prazer. Maria é uma prostituta.

– Puta, puta, puta! – gritei saltando da banheira.”

Durante a leitura, desejamos em nosso âmago, que haja um motivo palpável para o crime ou que de alguma forma ele se arrependa. Doentio. Intenso. Fascinante. Definiria o livro de forma bem simplificada com essas três palavras, mas claro, é muito mais do que isso.

“Bastará dizer que sou Juan Pablo Castel, o pintor que matou Maria Iribarne; suponho que o processo está na lembrança de todos e que não serão necessárias maiores explicações sobre minha pessoa.”

Leitura super indicada.

E pretendo procurar outros livros do autor.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

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“Que o mundo é horrível é uma verdade que não requer demonstração. Em todo caso bastaria um fato para prová-lo: num campo de concentração, um ex-pianista queixou-se de fome e foi obrigado a comer uma ratazana, só que viva.”