#Artista da Semana: Kyo

Hey!

Hoje no artista da semana, eu vou apresentar uma banda francesa incrível e que não é muito conhecida aqui no Brasil. Estou falando da banda Kyo.

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Aqui está a lista das músicas que eu mais gosto:

  1. Une Dernière Danse
  2. Je Cours
  3. Contact
  4. Ce Soir
  5. Le Chemin
  6. Dans Ma Chair
  7. Je Saigne Encore
  8. Tout Envoyer En L’air
  9. C’est Ma Faute
  10. Pardonne

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“KYO é uma banda francesa formada pelos irmãos Fabien e Florian Dubos e seus dois amigos Nicolas Chassagne e Benoít Poher. Devido a influências como “Pearl Jam” e “Nirvana”, a banda nasceu das semelhanças entre os participantes. O primeiro contrato foi em 97, com a Sony Edition. Antes disso, os quatro tocavam apenas em pequenos festivais e concertos da escola. 2003 foi o ano em que ganharam diversos prêmios no “NRJ’s annual music awards”, inclusive o de melhor álbum francês”

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uma banda muito legal e ótimo para quem gosta de conhecer músicas em idiomas diferentes. Conheci recentemente e adorei!

Beijo do Mágico e voltem sempre!

 

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“Não julgue um menino pela cara”

Hey!

Lembro que eu estava xeretando um programa no celular onde eu podia ler amostras de alguns livros e encontrei um que me chamou a atenção, primeiramente pela capa simples e bonita, depois pelo título e então pela sinopse. Li os três primeiros capítulos e enlouqueci, pois precisava ler o resto; na mesma semana corri atrás do livro e o comprei. Estou falando do Extraordinário da escritora R. J. Palacio.

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É assim que August Pullman, ou Auggie para os íntimos, se apresenta:

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão”

Auggie é um menino de 10, com pais amorosos, uma excelente irmã e fã de Star Wars; mesmo com tantas características que o aproximam de todas as crianças ‘normais’, apenas uma, faz com que ele se torne totalmente diferente, pelo menos aos olhos da maioria. Ele nasceu com uma síndrome genética que lhe causou uma grave deformidade facial. Por causa das inúmeras cirurgias que foi submetido, acabou sendo educado em casa pela mãe. Agora, sabendo que não precisará de outra cirurgia tão cedo, August irá para a escola pela primeira vez.

A questão é que, quando eu era pequeno, nunca me incomodava em conhecer outras crianças porque todas elas também eram pequenas. O legal de crianças pequenas é que elas não dizem coisas para tentar magoar você e, mesmo que às vezes façam isso, não sabem o que estão falando. Quando elas crescem, por outro lado… sabem muito bem o que estão dizendo. E isso, definitivamente, não é divertido para mim. Um dos motivos para eu ter deixado meu cabelo crescer no ano passado é que gosto do modo como a franja cobre meus olhos: isso me ajuda a tampar as coisas que não quero ver.

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“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo” – August Pullman

Na literatura jovem atual, onde a maioria dos protagonistas se assemelham a super modelos ou protótipos da perfeição, é muito bom entrar em contato com um que nada contra a maré e que nos apresenta algo mais próximo da realidade. Não lembro de já ter lido algum livro onde o protagonista possuísse o rosto deformado e isso já garante muitos pontos ao delicado romance de R. J. Palacio. A própria autora diz que a história surgiu a partir de um episódio ruim que aconteceu com ela, onde o seu filho após ver uma criança com deformidade facial, acabou gritando e fazendo com ela corresse do local (cena que inclusive, está presente no livro); isso fez com que se sentisse culpada e após pesquisar muito sobre a doença, acabou escrevendo este livro.

Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimentos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama.

Com uma escrita leve e fácil, através de alguns pontos de vista variados (da irmã, do namorado e da ex-amiga dela e dos dois coleguinhas de escola, além, é claro, do próprio Auggie), Palacio discute inúmeros temas como o bullying, a auto aceitação, a super proteção dos pais e como a vida pode se tornar mais complicada quando há um filho com alguma deficiência e também sobre como às vezes a concentração nesse filho é tanta, que acabam esquecendo dos outros filhos que merecem atenção. E a mensagem mais importante: somos todos feitos de carne e osso, cometemos erros e precisamos aprender com eles; por mais que você tenha feito algo de que não se orgulhe, nunca é tarde para tentar se redimir.

Auggie é um personagem incrível e que apesar dos problemas, é sempre positivo em relação à si mesmo e nunca se rende a auto piedade. Todos temos uma primeira impressão quando conhecemos ou simplesmente vemos alguém, o importante é não deixar com que isso domine a sua opinião. Precisamos conhecer as pessoas antes de tirarmos conclusões precipitadas.

“Sabe o que eu acho? A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma”

Um livro incrível, indicado para todas as idades.

Beijo do Mágico e volte sempre!

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil: escolha ser gentil.

Top 12: Meus Filmes Favoritos!

Hey!

Hoje eu resolvi fazer algo diferente, vou mostrar para vocês o meu top 12 de filmes favoritos. Também seria legal se comentassem quais os seus favoritos! Lembrando que essa lista é baseada apenas na minha opinião. Ah, mais uma coisinha: eu tenho inúmeros outros filmes que eu adoro, então, futuramente farei outra lista dessa.

12 – A Hora da Estrela (1986)

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A Hora da Estrela é um filme lançado em 1986, dirigido por Suzana Amaral e baseado no livro homônimo de Clarice Lispector.

Eu adoro o livro e quando assisti o filme me apaixonei ainda mais. Conta a história de Macabéa, uma garota cearense que vai morar no Rio de Janeiro e consegue um serviço de datilógrafa; ela é uma mulher simples, com praticamente nenhum conhecimento sobre a vida e apenas segue a correnteza sem pensar muito, sem grandes perspectivas. Seu caminho cruza com o de Olímpio de Jesus, um homem que se diz metalúrgico e a partir daí sua história caminha até o derradeiro e surpreendente fim. Um excelente filme, delicado e fiel ao livro.

11 – Encantada (2007)

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Sim, me julguem! xD. Não há nada melhor do que um conto de fadas que satiriza os contos de fadas. Adoro as músicas, o roteiro é engraçadíssimo e os atores estão ótimos, já perdi a conta de quantas vezes eu assisti.

“Todo mundo quer viver e ser feliz pra sempre. Quer saber até que ponto o seu amor é seu. Como vai saber que ele te ama? Como vai saber que é teu?” Sério, não tem como não cantar junto xD

10 – Memórias Póstumas (2001)

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Baseado no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas do Machado de Assis, o filme conta a história de Brás Cubas que, depois que morre, resolve contar a história de sua vida até o momento final. A ambientação do filme é fantástica, o roteiro é perfeito, os atores estão incríveis e enfim, é um filmaço!

09 – Elefante (2003)

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O filme conta a história do Massacre de Columbine que ficou conhecido assim após 2 alunos levarem armas para a escola e cometer um assassinato em massa, seguido pelo suicídio. Não é um filme rápido, corre lentamente pela vida dos alunos até aquele momento derradeiro; vemos cenas por pontos de vista diferentes, o clima é silencioso – não tendo basicamente trilha sonora – e o final é visceral, transmitindo todo o horror que os que estiveram lá sentiram. É tudo feito com poucos diálogos, longas cenas em que acompanhamos os alunos andando de um lado para o outro, tornando tudo tão cotidiano, que quando o momento final explode, é uma surpresa para o telespectador. Recomendadíssimo, mas não para aqueles que não tem paciência e precisam de ação o tempo todo.

08 – O Estranho Mundo de Jack (1993)

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Eu sou muito fã do Tim Burton e O Estranho Mundo de Jack é o meu favorito do Burton ao lado de Sweeney Todd e Edward Mãos de Tesoura. Esse filme faz parte de um ritual meu que faço toda manhã na véspera do natal há 3 anos, assistindo o filme especial de natal dos Muppets (inspirado no conto do Charles Dickens) e O Estranho Mundo de Jack. Adoro as músicas, a história e tudo nesse filme.

07 – Donnie Darko (2001)

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Esse é um filme que mesmo após assistir tantas vezes, ainda não tenho certeza se o compreendi totalmente. O filme conta a história de Donnie, um adolescente problemático que após a queda da turbina de um avião em seu quarto, começa a ter visões estranhas com um homem vestido de coelho que avisa que o mundo está prestes a acabar e faz com que ele cometa alguns atos nada ortodoxos. Um thriller psicológico incrível!

06 – O Curioso Caso de Benjamin Button (2007)

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Emocionante e uma lição de vida, é isso que o filme é. Conta a história de Benjamin que nasceu velho, se vendo obrigado a viver a vida toda ao contrário do usual vivido por todos nós. Uma bela reflexão sobre a vida e suas nuances. ❤

05 – Cantando na Chuva (1952)

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Se há um filme capaz de me deixar feliz sempre que assisto, esse é o Cantando na Chuva. Conta a história de um famoso ator do cinema mudo que após a chegada dos filmes falados, começa a questionar o próprio trabalho. É uma comédia deliciosa de assistir e as músicas são incríveis!

04 – A Invenção de Hugo Cabret (2012)

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Esse é mais recente e se tornou o meu favorito imediatamente. A fotografia, o roteiro, a ambientação, a trilha sonoro… Lindo! Conta a história de um órfão que vive em uma estação de trem em Paris e é responsável por arrumar todos os relógios do lugar (sem que ninguém saiba) ele passa as horas vagas tentando consertar um autômato feito por seu pai, pois acredita que ele tenha deixado uma mensagem antes de morrer. Além disso, temos a história do cinema contada de forma genial e o papel do diretor George Méliès, o primeiro diretor a fazer um filme lúdico e com cores (ele pintava o filme à mão). Indicado para todos e principalmente para aqueles que tem amor ao cinema.

03 – O Diário de Um Adolescente (1995)

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Um filme intenso, forte e com uma atuação impecável do Leonarno Di Caprio. Conta a história de um jovem apaixonado por basquete que sonha ser um jogador profissional, mas acaba se envolvendo com drogas, crimes e até prostituição. Um drama incrível e uma demonstração crua de como é esse mundo escuro que, infelizmente, continua crescendo e apanhando pessoas cada vez mais jovens.

02 – A.I: Inteligência Artificial (2001)

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Filme idealizado por Stanley Kubrick, mas após a sua morte, acabou dirigido por Steven Spielberg. Tenho um amor antigo por esse filme, assisto desde criança e sempre me emocionou. A história do filme se passa no futuro onde parte do planeta foi inundado pela elevação dos oceanos e as pessoas convivem com androides; uma empresa resolve criar uma criança robô que ao ser programado, ama os seus pais para sempre – a única forma de parar isso, é o destruindo. Um casal já vivendo com a iminência de perder o filho em estado vegetativo, resolve adquirir uma criança robô chamada David, porém, o filho do casal se recupera, fazendo com que eles se livrem de David.

E aí o filme explora a busca do menino que lembrando da história do Pinóquio, resolve procurar a fada azul e pedir que ela o transforme em um menino de verdade para voltar a ser amado pela mãe. É simplesmente lindo e delicado.

01 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

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Assisti esse filme tantas vezes que já perdi as contas. O filme conta a história de Amélie, uma moça tímida que trabalha em uma lanchonete; um dia ela encontra uma caixa em seu apartamento, deixada lá por uma criança há mais de 50 anos e assim ela resolve encontrar o dono com uma meta: Se ele ficar emocionado, ela vai dedicar a sua vida à ajudar os outros. O problema é quando percebe que antes de ajudar qualquer um, ela precisa fazer algo por ela e por aqueles que estão mais próximos. Filme perfeito em cada mínimo detalhe. Ai, ai… Indico para todo mundo.

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Espero que tenham gostado da minha lista e compartilhem os seus gostos comigo, vai ser bem legal! ^^’

Beijo do Mágico e volte sempre!

Você sabe o que é intersexualidade?

Hey!

Demorei um bocado para decidir o título desse post, mas optei por esse, pois eu sei que, assim como eu antes da leitura do livro, não sabia exatamente o que significava esse termo ou usavam o antigo – que hoje foi abolido. Hoje eu vou falar de um livro incrível e de uma das histórias mais originais que já li: Menino de Ouro da escritora inglesa Abigail Tarttelin.

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“Crescer já é devastador o suficiente sem que isso aconteça antes do que se espera” página 374

Max Walker é um menino de ouro: bom filho, aluno aplicado, exímio jogador de futebol, famoso com as meninas, bom irmão, gentil, educado e bonito. Entretanto, Max tem um segredo que o torna diferente dos outros; ele é intersexual ou seja, ele possui tanto a genitália masculina quanto a feminina (o antigo termo usado era hermafrodita).

Quando nasceu, seus pais acabaram optando por não fazer a cirurgia que corrigiria o “problema” de Max, pois temiam que o sexo que eles escolhessem acabasse não agradando-o quando crescesse, trazendo problemas. Max acabou se identificando com o gênero masculino e assim foi criado, mesmo ainda tendo uma vagina e ovários. O garoto não possuía problemas consigo e sempre se aceitou bem, até um chocante (!!!) acontecimento (do qual não posso contar aqui, porque seria spoiler) que faz com que ele passe a se questionar.

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“Seria outro lance de sexualidade/gênero que ia deixar as pessoas enojadas, não adianta perguntar por que algumas questões de sexualidade e gênero deixam as pessoas enojadas, não adianta botar a culpa na sociedade e afirmar que ela precisa mudar, porque nada vai mudar na escola, nem as vadias que fazem fofoca, nem os caras que ficam apavoradas achando que rapazes como Samuel querem transar com todo o time de futebol. Nada vai mudar na minha escola no próximo ano e vai fazer com que esteja tudo ok para as pessoas que sabem a verdade sobre mim. Nada mudaria o fato de que se elas soubessem sobre mim parariam de falar comigo ou se sentiriam… enojadas.” Max – página 138

Com seus 22 aninhos, a inglesa Abigail Tarttelin traz uma história arrebatadora com um tema que, pelo menos eu, nunca vi em nenhum dos livros que já li. A história é dividida em seis pontos de vista e lá para a metade do livro tem o acréscimo de mais um; conhecemos a vida de Max de forma mais abrangente através dos olhos do próprio garoto, do seu irmão de 9 anos, da mãe, da colega da escola e da médica. Mesmo com todas essas visões diferentes, o livro em momento algum se torna confuso e a forma que cada personagem narra reflete a personalidade do mesmo, fazendo com que nós a reconheçamos rapidamente.

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“Você precisa de coragem para fazer qualquer coisa. A mesma coragem que precisa para ter que fazer um teste ou fazer escolhas ou escrever um poema quando o último que fez ficou uma merda, é a mesma coisa que sair à noite sem ficar apavorado. Se tiver medo, você nunca vai viver. Você precisa de coragem para viver.”

Sylvie – página 29

A autora foi realmente corajosa ao colocar um acontecimento tão chocante logo no início do livro (a tal cena acontece a partir da página 21), pois isso poderia espantar os leitores, mas foi escrito de tal maneira que fez apenas com que eu quisesse mergulhar ainda mais – não sem antes pausar a leitura para absorver o choque. O mais legal disso tudo é que a autora não esfria e continua ousando no resto do livro (cujo qual é dividido em 3 partes e cada uma adiciona algum acontecimento novo).

A forma como Max fica dividido entre a linha tênue de ser “o garoto perfeito que todo mundo conhece” e o que ele realmente sente, os seus medos, os seus questionamentos tudo isso unido a falta de conhecimento sobre a sua própria condição (e tem o tal fucking acontecimento que traz uma sequela grave!). Como se isso não fosse o bastante, o livro vai ganhando novas camadas conforme a leitura avança deixando tudo cada vez mais denso e melancólico. Os pensamentos de Max são tratados de forma crua e temos acesso a sua cabeça de forma genial, sem ocultar nada (aliás isso acontece com todos os personagens narradores, tornando-os extremamente humanos e acessíveis).

“Enquanto a gente cresce, acredita que os amigos que tem são pessoas boas, acredita que os pais estão sempre certos, acredita que a gente vai saber o que fazer quando chegarem os tempos difíceis, vai conseguir enfrentar tudo, vai ser o herói […] Mas aí as coisas ruins acontecem, e todo mundo decepciona todo mundo. E a gente percebe que os velhos amigos podem ser pessoas más. Que a sua mãe e o seu pai não podem consertar tudo. Que não somos os heróis que pensávamos ser. Que apenas não tínhamos ainda nada de muito difícil com que lidar, então não sabíamos que éramos covardes. Que éramos muito fracos.” Max – página 341

O livro não é apenas uma reflexão sobre a intersexualidade, mas também sobre a família, o papel dos pais, a juventude e até sobre a postura médica diante de algumas situações. Isso ainda me fez pensar no quão difícil deve ser nascer sem saber exatamente se é menino ou menina, estando dividido entre duas possibilidades diferentes e o pior de tudo, o medo de que as pessoas saibam e julguem.

Enfim, um livro único e especial, bem escrito e do qual é impossível ler sem soltar algumas lágrimas; não consegui parar de ler até terminá-lo e pretendo reler em breve. Fica a dica para vocês de uma leitura fascinante que explora algo nunca explorado na literatura antes.

“Todos lidam com as coisas do modo como foram ensinados” página 306

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Beijo do mágico e volte sempre!

#Artista da Semana: Lana Del Rey

Hey!Seja bem-vindo(a) ao Chapéu do Mágico 😉

Hoje vou falar de uma artista que eu gosto muito, entre todos os que eu falei aqui ela é a mais conhecida e recentemente levou inúmeros fãs brasileiros a loucura com um maravilhoso show. Estou falando de Lana Del Rey!

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Lista de músicas para você conferir:

  1. Diet Mountain Dew
  2. Summertime Sadness
  3. Ride
  4. National Anthem
  5. Cola
  6. Born to Die
  7. Blue Jeans
  8. Video Games
  9. Carmen
  10. Million Dollar Man

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Lana Del Rey nasceu em 21 de Junho de 1985 em Nova Iorque e é cantora e compositora. Seus primeiros trabalhos foram o EP Kill Kill lançado em 2008 sob o nome Lizzy Grant e o álbum de 2010 Lana Del Rey A.K.A Lizzy Grant, ambos trabalhos sem grande sucesso. Então em 2012 assinou com a gravadora Interscope Records e Strange Records e lançou o Born to Die que fez grande sucesso, trazendo a fama para essa garota talentosa.

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Conheci a Lana assim que saiu o clipe de Born to Die e lembro não ter curtido (o que é muito irônico já que hoje eu adoro; também não gostei da Bjork no início e hoje sou fanzaço!) e deixei de lado, então, escutei a música Blue Jeans e um cover fantástico da Born to Die na voz de um rapaz chamado Eli Lieb (clique aqui para ver o vídeo dele) e resolvi dar mais uma chance à ela e ao ouvir o álbum completo, me apaixonei!

Fica aqui a lição de que nem sempre a primeira impressão é a que fica! xD

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É isso aí, espero que tenham gostado.

Beijo do Mágico e volte sempre!

:*

Porque às vezes o que mais precisamos está bem na nossa frente!

Hey!

É com esse título que eu dou início a resenha de um livro que se tornou um dos meus favoritos do ano (e olha que 2013 foi um ano de grandes leituras para mim!). Não sou fã de histórias de amor, mas é legal ser surpreendido de vez em quando (da mesma forma que fui surpreendido com o filme P.S Eu te Amo; que eu sei que tem um livro, mas ainda não pude ler) e dessa vez, um autor foi capaz de criar uma história de romance tão densa, tão bem escrita e com personagens tão bem construidos que simplesmente fez com que eu me afogasse nas páginas e sentisse muitas coisas. Estou falando do livro Um Dia do excelente David Nicholls.

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Conheci primeiro o filme por causa de uma amiga minha que assistiu e adorou. Resolvi arriscar e quando os créditos finais surgiram, estava boquiaberto e estupefato pelo que tinha acabado de ver. Então, menos de 1 mês depois resolvi comprar o livro; achava que não tinha chance deu ficar ainda mais surpreso e de sentir mais coisas, mas aconteceu. David nos leva através dos anos, nos faz conhecer tão bem a cabeça de seus dois protagonistas, nos sentirmos amargurados, apaixonados, com raiva, com pena e há sempre os momentos em que o suor masculino cobria os meus olhos. Ok, ok… xD

Vamos para a história:

“Para que servem os dias?

Dias são onde vivemos.

Eles vêm, nos acordam

Um depois do outro.

Servem para a gente ser feliz:

Onde podemos viver senão neles?”

Philin Larkin, “Days”

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Emma e Dexter interpretados por Anne Hathaway e Jim Sturgess

Estamos em 15 de julho de 1988. Emma Morley (a garota inteligente e cheia de ideias revolucionárias) e Dexter Mayhew (o garoto bonitão, festeiro e rico), após uma noite de bebedeira acabam juntos. Depois de horas e horas de conversa e claro, “de fazer coisinhas safadinhas” acabam descobrindo um no outro algo diferente, pois o papo vem fácil, ambos tem o sarcasmo aflorado e parecem se completar. Dexter ainda tem lá as suas dúvidas, já que não costuma ficar com aquele tipo de garota, mas algo nela o deixa fascinado.

Dexter sonha em viajar pelo mundo para se encontrar, já Emma quer ser escritora e fazer a diferença usando a sua arte. À partir desse dia, vamos acompanhando o que está acontecendo com eles sempre nessa data (15 de julho) e é dessa forma que o autor nos traz a complexidade que é viver e como controlamos os nossos destinos apenas até certo ponto e que o tempo sempre pode nos surpreender.

O meu resumo pode parecer um pouco simples, mas é muito mais do que isso e eu vou mostrar o porquê.

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“‘Viver cada dia como se fosse o último’ – esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade.”

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Todos nós temos sonhos, expectativas, desejos; se você está em uma fase ruim, isso não vai durar para sempre, assim como a vida não é perfeita o tempo todo. Nós temos altos e baixos e por mais que as vezes a gente negue, as pessoas mudam. O modo como você vê a vida aos 15 não será igual quando tiver com 25 e vai mudar novamente aos 35 e daí por diante.

David Nicholls nos mostra isso através de dois personagens incríveis. Emma e Dexter continuam se vendo de vez em quando, mas cada um seguiu uma estrada diferente. Ele, no início, consegue com que tudo aconteça da forma que desejou; está conhecendo vários países diferentes, vivendo como um andarilho. Já ela, 1 ano após a formatura se vê presa em um serviço que odeia e as coisas que planejou soam sonhadoras demais aos seus ouvidos. Os dois estão sempre se cruzando e quase ficam juntos inúmeras vezes. E como viver é uma montanha russa, vemos como a ‘vida boa’ pode declinar e a ruim se alavancar.

Um livro reflexivo, com personagens bem construídos, situações escritas que acontecem com todo mundo (ou pelo menos com a grande maioria) e reviravoltas surpreendentes. Os diálogos são tão realistas que é como se estivéssemos ali, em um bate papo entre amigos. A história, a cada capítulo, vai ganhando novas camadas e há momentos muito densos, onde os olhos marejam, assim como cenas engraçadíssimas. Aliás, toda vez que Emma e Dexter estão juntos, sempre terá um comentário sarcástico de um deles que nos faz rir.

Confesso que o Dexter me irritou em inúmeras passagens, assim como em outras eu quis consolá-lo; da mesma forma que Emma fez algo que eu não esperava dela. Porém, isso só mostra o quanto eles são humanos e que erram, todos nós erramos.

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Recomendo tanto o livro quanto o filme que também é muito bom. Outra coisa, o autor consegue fazer com que percebamos o passar do tempo, acompanhamos a mudança tanto física quanto psicológica de cada um. É um aprendizado sobre a vida, como tudo pode acontecer e o principal: às vezes não percebemos que o que mais precisamos está bem na nossa frente!

O final me surpreendeu, pois o autor fez uma escolha arriscada (não vou falar mais do que isso para não dar spoiler). Gostaria que tivesse sido diferente, mas consigo entender a decisão de Nicholls.

“Embora não fosse sentimental, havia ocasiões em que Dexter podia ficar quieto vendo Emma Morley rir ou contar uma história e saber com absoluta certeza que ela era a melhor pessoa que conhecia. Às vezes quase tinha vontade de dizer isso em voz alta, interrompê-la para fazer essa afirmação. Mas não era um desses momentos, e, em vez disso notou que ela parecia cansada, triste e pálida (…).”

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Um beijo do mágico e volte sempre!

:*

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Mais polêmico que mamilos, só uma resenha sobre Crepúsculo…

Hey!

Estou aqui novamente e dessa vez vou falar de um livro amado e odiado na mesma medida, não existe meio-termo ou você vai encontrar fãs alucinados que dizem que esse é o melhor livro do mundo ou aqueles que gritam para Deus e o mundo que essa é a pior história já criada. Refiro-me à saga Crepúsculo da autora Stephanie Meyer.

Let’s go!

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Há 2 anos a saga ainda era uma febre e como disse no começo do post, havia aqueles que amavam e os que odiavam com todas as suas forças. Por um tempo, entrei no grupo dos haters e fiquei lá – era confortável, seguro e tinha biscoitos -, porém, ao parar para pensar, notei que estava falando de algo que nunca li ou assisti e que a única coisa que eu sabia sobre a história era o fato de ter vampiros que brilhavam ao sol. Sentindo-me uma criança que reclama dos legumes sem nunca ter sequer provado, tomei uma decisão: “Vou ler os livros e formar a minha própria opinião”. Aproveitando uma promoção de final de ano, achei um box à preço de banana e o comprei.

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Bella Swan interpretada por Kristen Stewart

O livro conta a história de Bella Swan uma garota que vai viver com o pai na cidadezinha chuvosa de Forks. Ela é a típica garota introvertida, inteligente e que faz parte daquele grupo de meninas que acham mil e um defeitos em si mesma. Por ser uma cidade pequena, todos já aguardavam a sua chegada e logo no primeiro dia de aula já faz alguns amigos (personagens legais, mas que são deixados de lado na maior parte da saga).

É durante aquela chata rotina de cidade pequena que ela conhece Edward Cullen (Cedrico não morreu; chupa Voldemort!), o garoto que senta ao seu lado nas aulas de Biologia (aliás, preciso reclamar de um coisa, há outra aula nessa escola que não seja de Biologia ou Inglês?). Edward é um príncipe encantado, a batata frita mais crocante, o pãozinho de mel, etc. O rapaz, no entanto, demonstra certa repugnância pela garota (ui, ui, ui, que desbunde! – Tibico feelings) tentando até mudar de sala; deixando a pobre menina chateada e se perguntando o que havia de errado com ela.

Um dia, enquanto ela estava distraída, um carro derrapa na estrada e está prestes a atingi-la quando de repente, Edward para o carro com uma mão. E é assim que se inicia as suspeitas sobre a verdadeira natureza do rapaz que leva até a revelação de que este é um vampiro e que só ignorava a garota pelo fato de seu sangue ser tentador demais.

Apenas um adendo: ela passa metade do livro se questionando “quem é o verdadeiro Edward Cullen” e logo na parte de trás do livro, já vem escrito que este é um vampiro… ‘-‘ … Tudo bem, não culpo a autora por isso, vai ver foi problema da editora, sei lá!

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Bella Swan e Edward Cullen (interpretado por Robert Pattinson)

Resumindo o restante da saga: os quatro livros além de acompanhar o relacionamento entre Bella e Edward – com o choque de dois mundos totalmente diferentes – ainda conta com a adição de um terceiro personagem, Jacob Black, um garoto que vive em uma reserva indígena perto de Forks e cujo pai é grande amigo do pai de Bella. No segundo livro (Lua Nova) Edward preocupado com a segurança da garota, resolve ir embora e durante o looooooongo período de depressão pós pé na bunda (loooooongo mesmo, gente, nunca li algo tão arrastado e irritante quanto as quase 150 páginas de buá-buá) Bella acaba se aproximando de Jacob e os dois acabam contracenando as partes mais legais do livro, aliás, ele é um dos personagens mais legais da saga.

Outro problema que a azarada Srta. Swan enfrenta (além de ser atrapalhada demais, magra demais, pálida demais e todos os adjetivos negativos impostos por ela mesma) é que há uma vampira que a quer morta, além dos Volturi – vampiros ancestrais que comandam tudo – e que também desejam a pobre moça.

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Bella Swan e Jacob Black (interpretado por Taylor Lautner)

Enfim…

Primeiramente, tenham em mente que é uma história escrita apenas para entretenimento e sem grandes mensagens ou questões desafiadoras. Acabei ficando um pouco em cima do muro, devido ao fato de que gostei da leitura de dois livros e odiei outros dois, isso me deixou divido na avaliação final. Não é nenhuma obra prima e está longe de se tornar um clássico, mas – em certo ponto – cumpriu a missão de entreter.

O problema da Stephanie Meyer foi ter criado personagens secundários muito bons enquanto os protagonistas eram irritantes. Bella é sem graça, submissa e se entrega ao Edward (a estátua de cera irritante e que apesar de ter mais de 100 anos, não possui maturidade alguma) de forma doentia, até tentando se matar quando ele resolve partir no segundo livro (aliás, esse é o pior da saga).

Agora, os personagens secundários me conquistaram, isso eu admito. Acabei querendo ler mais para saber o que aconteceria com eles. Carlisle tem uma história muito boa; Rose Cullen tem a história de vida mais legal e profunda (ela foi agredida pelo noivo bêbado e seus amigos e deixada na calçada para morrer, sendo salva depois); Alice é divertida e o Jacob (ele pode até ser considerado um dos principais, mas recebe tratamento de secundário, inclusive em relação ao final terrível que a autora deu para ele) que se tornou cativante e o mais ‘humano’ da história.

Outro ponto negativo, a autora passou quatro livros fazendo referência à Romeu e Julieta (tem resenha do livro aqui no blog, clique aqui!) e também ao Morro dos Ventos Uivantes que são dois livros trágicos; por isso com tantas referências, além do fato da tal natureza terrível de Edward, é de se esperar um final trágico ou algo pelo menos significativo e não um felizes para sempre digno da Disney.

Mais um adendo: que pai recebe a notícia que a filha sofreu um acidente (desculpa usada por bela para esconder do pai a gravidez demoníaca e o fato de ter se tornado uma vampira) e simplesmente aceita isso numa boa, sem se questionar? Sério, cadê o chute na porta e aquele “não mexe com a minha filha, motherfucker!”?

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Conclusão: não, esse livro não é o pior do mundo, mas também está longe de ser o melhor. Stephanie Meyer não escreve mal (inclusive ela usa aquele velho recurso de que a escrita se torna mais complexa à medida que os personagens amadurecem), o problema é a história em si e os protagonistas sem sal nem pimenta. Eu me diverti com Crepúsculo e com o Eclipse; odiei com todas as minhas forças o Lua Nova (sério, mais de cem páginas de um chororô irritante, além das crises no meio do livro) e quanto ao Amanhecer, gostei apenas das partes narradas pelo Jacob e da gravidez demoníaca digna de filme trash da Bella, porém aquela batalha-que-nunca-aconteceu e o final estúpido, fechou a saga em saldo negativo (além das cenas diabéticas de romance entre os dois, mas eu não sou fã de romance, então, atribuo isso apenas ao meu gosto pessoal). Leia por sua conta e risco!

É isso aí, um beijo do mágico e volte sempre!

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É, obviamente, não fez a escolha certa… já que abandonou tudo e todos por um carinha idiota!