Mais polêmico que mamilos, só uma resenha sobre Crepúsculo…

Hey!

Estou aqui novamente e dessa vez vou falar de um livro amado e odiado na mesma medida, não existe meio-termo ou você vai encontrar fãs alucinados que dizem que esse é o melhor livro do mundo ou aqueles que gritam para Deus e o mundo que essa é a pior história já criada. Refiro-me à saga Crepúsculo da autora Stephanie Meyer.

Let’s go!

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Há 2 anos a saga ainda era uma febre e como disse no começo do post, havia aqueles que amavam e os que odiavam com todas as suas forças. Por um tempo, entrei no grupo dos haters e fiquei lá – era confortável, seguro e tinha biscoitos -, porém, ao parar para pensar, notei que estava falando de algo que nunca li ou assisti e que a única coisa que eu sabia sobre a história era o fato de ter vampiros que brilhavam ao sol. Sentindo-me uma criança que reclama dos legumes sem nunca ter sequer provado, tomei uma decisão: “Vou ler os livros e formar a minha própria opinião”. Aproveitando uma promoção de final de ano, achei um box à preço de banana e o comprei.

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Bella Swan interpretada por Kristen Stewart

O livro conta a história de Bella Swan uma garota que vai viver com o pai na cidadezinha chuvosa de Forks. Ela é a típica garota introvertida, inteligente e que faz parte daquele grupo de meninas que acham mil e um defeitos em si mesma. Por ser uma cidade pequena, todos já aguardavam a sua chegada e logo no primeiro dia de aula já faz alguns amigos (personagens legais, mas que são deixados de lado na maior parte da saga).

É durante aquela chata rotina de cidade pequena que ela conhece Edward Cullen (Cedrico não morreu; chupa Voldemort!), o garoto que senta ao seu lado nas aulas de Biologia (aliás, preciso reclamar de um coisa, há outra aula nessa escola que não seja de Biologia ou Inglês?). Edward é um príncipe encantado, a batata frita mais crocante, o pãozinho de mel, etc. O rapaz, no entanto, demonstra certa repugnância pela garota (ui, ui, ui, que desbunde! – Tibico feelings) tentando até mudar de sala; deixando a pobre menina chateada e se perguntando o que havia de errado com ela.

Um dia, enquanto ela estava distraída, um carro derrapa na estrada e está prestes a atingi-la quando de repente, Edward para o carro com uma mão. E é assim que se inicia as suspeitas sobre a verdadeira natureza do rapaz que leva até a revelação de que este é um vampiro e que só ignorava a garota pelo fato de seu sangue ser tentador demais.

Apenas um adendo: ela passa metade do livro se questionando “quem é o verdadeiro Edward Cullen” e logo na parte de trás do livro, já vem escrito que este é um vampiro… ‘-‘ … Tudo bem, não culpo a autora por isso, vai ver foi problema da editora, sei lá!

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Bella Swan e Edward Cullen (interpretado por Robert Pattinson)

Resumindo o restante da saga: os quatro livros além de acompanhar o relacionamento entre Bella e Edward – com o choque de dois mundos totalmente diferentes – ainda conta com a adição de um terceiro personagem, Jacob Black, um garoto que vive em uma reserva indígena perto de Forks e cujo pai é grande amigo do pai de Bella. No segundo livro (Lua Nova) Edward preocupado com a segurança da garota, resolve ir embora e durante o looooooongo período de depressão pós pé na bunda (loooooongo mesmo, gente, nunca li algo tão arrastado e irritante quanto as quase 150 páginas de buá-buá) Bella acaba se aproximando de Jacob e os dois acabam contracenando as partes mais legais do livro, aliás, ele é um dos personagens mais legais da saga.

Outro problema que a azarada Srta. Swan enfrenta (além de ser atrapalhada demais, magra demais, pálida demais e todos os adjetivos negativos impostos por ela mesma) é que há uma vampira que a quer morta, além dos Volturi – vampiros ancestrais que comandam tudo – e que também desejam a pobre moça.

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Bella Swan e Jacob Black (interpretado por Taylor Lautner)

Enfim…

Primeiramente, tenham em mente que é uma história escrita apenas para entretenimento e sem grandes mensagens ou questões desafiadoras. Acabei ficando um pouco em cima do muro, devido ao fato de que gostei da leitura de dois livros e odiei outros dois, isso me deixou divido na avaliação final. Não é nenhuma obra prima e está longe de se tornar um clássico, mas – em certo ponto – cumpriu a missão de entreter.

O problema da Stephanie Meyer foi ter criado personagens secundários muito bons enquanto os protagonistas eram irritantes. Bella é sem graça, submissa e se entrega ao Edward (a estátua de cera irritante e que apesar de ter mais de 100 anos, não possui maturidade alguma) de forma doentia, até tentando se matar quando ele resolve partir no segundo livro (aliás, esse é o pior da saga).

Agora, os personagens secundários me conquistaram, isso eu admito. Acabei querendo ler mais para saber o que aconteceria com eles. Carlisle tem uma história muito boa; Rose Cullen tem a história de vida mais legal e profunda (ela foi agredida pelo noivo bêbado e seus amigos e deixada na calçada para morrer, sendo salva depois); Alice é divertida e o Jacob (ele pode até ser considerado um dos principais, mas recebe tratamento de secundário, inclusive em relação ao final terrível que a autora deu para ele) que se tornou cativante e o mais ‘humano’ da história.

Outro ponto negativo, a autora passou quatro livros fazendo referência à Romeu e Julieta (tem resenha do livro aqui no blog, clique aqui!) e também ao Morro dos Ventos Uivantes que são dois livros trágicos; por isso com tantas referências, além do fato da tal natureza terrível de Edward, é de se esperar um final trágico ou algo pelo menos significativo e não um felizes para sempre digno da Disney.

Mais um adendo: que pai recebe a notícia que a filha sofreu um acidente (desculpa usada por bela para esconder do pai a gravidez demoníaca e o fato de ter se tornado uma vampira) e simplesmente aceita isso numa boa, sem se questionar? Sério, cadê o chute na porta e aquele “não mexe com a minha filha, motherfucker!”?

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Conclusão: não, esse livro não é o pior do mundo, mas também está longe de ser o melhor. Stephanie Meyer não escreve mal (inclusive ela usa aquele velho recurso de que a escrita se torna mais complexa à medida que os personagens amadurecem), o problema é a história em si e os protagonistas sem sal nem pimenta. Eu me diverti com Crepúsculo e com o Eclipse; odiei com todas as minhas forças o Lua Nova (sério, mais de cem páginas de um chororô irritante, além das crises no meio do livro) e quanto ao Amanhecer, gostei apenas das partes narradas pelo Jacob e da gravidez demoníaca digna de filme trash da Bella, porém aquela batalha-que-nunca-aconteceu e o final estúpido, fechou a saga em saldo negativo (além das cenas diabéticas de romance entre os dois, mas eu não sou fã de romance, então, atribuo isso apenas ao meu gosto pessoal). Leia por sua conta e risco!

É isso aí, um beijo do mágico e volte sempre!

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É, obviamente, não fez a escolha certa… já que abandonou tudo e todos por um carinha idiota!

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

4 comentários em “Mais polêmico que mamilos, só uma resenha sobre Crepúsculo…”

  1. Pois é, os livros que eu achei os mais interessantes também foram Crepúsculo e o Eclipse, mas os outros dois… Tem que ter um saco gigantesco. Pra mim, a saga tem suas wtfuckisses e suas doses colossais de diabetes. Só muita paciência pra aguentar a Bella em depressão no Lua Nova e gravida daquele demonho em Amanhecer. Eu nunca li um livro tão rápido na minha vida… assim eu acabava de uma vez com a tortura.
    Bom, sua resenha me representou ❤

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    1. Fora o momento Lolita do livro, com o Jacob gamando no bebê… HSHUASHUAS
      Com exceção do Lua Nova (que eu levei quase dois meses para acabar, pois NINGUÉM MERECE A FRESCURA DA BELLA) o restante eu li bem rápido também xD
      Muito obrigado, Verena!

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