Sumário de tudo que foi postado em 2013!

Hey!

Provavelmente só vou postar aqui de novo no ano que vem, então, se estiver alguém novo lendo o blog (o que é difícil, mas a esperança é sempre a última que morre {e a primeira que mata, segundo o meu pai, mas enfim…}), esse sumário que eu estou propondo nesse post vai ajudar a se organizar.

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LIVROS RESENHADOS EM 2013:

O Retrato de Dorian Gray

Romeu e Julieta

O Cemitério

Trilogia: Jogos Vorazes

A Guerra dos Tronos

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

O Túnel

A Revolução dos Bichos

O Jardim Secreto

Every Day

Saga Crepúsculo

Um Dia

Menino de Ouro

Extraordinário

Clube da Luta

Um Conto de Natal

Deixa Ela Entrar

MÁGICO NO CINEMA:

Psicose

Meus 12 Filmes Favoritos

Diário de um Adolescente

MÁGICO EM QUADRINHOS:

Persépolis

MÁGICO NA TV:

Bates Motel

ARTISTAS/ÁLBUNS DA SEMANA:

Damien Rice

Fiona Apple

Carice Van Houten

Within Temptation

Daughter

Regina Spektor

Lana Del Rey

Kyo

OUTROS:

Livros Lidos em 2013

É isso, feliz ano novo à todos e eu volto no ano que vem!

Beijo do Mágico e voltem sempre!

Livros lidos em 2013…

Hey!

Como o ano já está acabando e o livro que eu estou lendo no momento é grande, não tem chance de eu acabá-lo ainda esse ano, por isso já resolvi vir até aqui para compartilhar as minhas leituras de 2013 e ficaria feliz se vocês compartilhassem comigo as de vocês! Então, valor lá:

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– Comecei o ano terminando o último livro da saga Crepúsculo e se quiser saber a minha opinião sobre a saga, clique aqui!

– Ainda em janeiro, li o 5º livro da série do Diário de um Banana, que considero os livros mais divertidos que já li na vida; sou fã e não tenho vergonha nenhuma disso. Muitas das coisas que o Greg fez, eu também já fiz quando tinha a mesma idade… 😛

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– Continuando o mês de janeiro (que rendeu muito), li o A Fúria dos Reis, que é o segundo livro d’As Crônicas de Gelo e Fogo do George R. R. Martin e não tenho o que falar, sou apaixonado pelos livros! (Aqui no blog tem a resenha do 1º livro, clique aqui)

– Li também o primeiro livro da trilogia Jogos Vorazes. Se quiser conferir a resenha que eu fiz sobre os três livros é só clicar aqui!

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– Li também As Vantagens de Ser Invisível que se tornou o meu xodó! Reli três vezes ao longo do ano…

– Terminei Janeiro lendo o incrível Sob a Redoma, sou fã do King e esse se tornou um dos meus livros favoritos do mestre!

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– Comecei fevereiro lendo o Terra de Histórias do Chris Colfer… Foi uma história divertida que usa personagens de contos de fada, não é surpreendente, mas mantém o leitor entretido.

Persépolis foi um quadrinho que me emocionou muito. Confira a resenha aqui!

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– Li também o Grego e Romano (escrito pelo meu professor de Sociologia). Boas críticas, mas os personagens criados não acrescentaram muita coisa a texto.

– o ácido A Arte de Escrever foi uma leitura muito interessante, concordei em alguns pontos, discordei de outros, mas super indico o livro… E antes que pensem: não é um livro ensinando como escrever um livro e sim comentando sobre o mundo literário.

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– Terminei o mês de fevereiro lendo O Cemitério do Stephen King e sem palavras, o mestre sempre mantém a qualidade e este livro me apavorou em vários momentos. Confira a resenha aqui!

– Comecei março lendo o 6º livro da série Diário de um Banana e não tem o que dizer, Jeff Kinney mantém a qualidade e os livros são muito divertidos e rápidos (você consegue terminar ele em uma hora e meia!)

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– Li o heartbreaking A Lista Negra… Uma leitura recomendadíssima para os jovens que ainda estão na escola; uma história sobre como o bullying pode trazer resultados terríveis.

O Morro dos Ventos Uivantes se tornou o meu clássico favorito! Ainda não sei se amo ou odeio o Heathcliff xD… E não leia O Morro esperando uma historinha de amor cheia de fru-frus, esse livro é tragédia pura!

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– Terminei março lendo O Espetáculo Carnívoro do Desventuras em Série, eu adoro os livros, mas estou lendo-os devagar porque não quero acabar tão cedo :3

– Comecei abril lendo o lindo Extraordinário… Confira a resenha aqui!

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Cartas a um Jovem Escritor foi um livro incrível e esclarecedor e indico para todos aqueles que sonham em se tornar escritores um dia.

O Mágico de Oz é o meu filme favorito e eu sou apaixonado pela Judy Garland, porém, o livro me decepcionou, não gostei tanto quanto imaginei que gostaria e achei a história apressada nos momentos que deveria ir mais devagar e arrastada nos momentos que poderia correr.

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Sonho de uma Noite de Verão é divertidíssimo e ainda acho que o Shakespeare provou alguma substância que não deveria antes de escrever esse livro! 😛

– Terminei abril lendo o A Culpa é das Estrelas, confesso que peguei birra no livro depois de toda essa modinha e do povo que fala dele como se fosse o único livro existente no mundo; entretanto, não posso tirar os méritos do João Verde, a escrita dele é ótima e o livro é envolvente e tocante.

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– Comecei maio lendo o Romeu e Julieta. Confira a resenha aqui!

– Não aguentei esperar o lançamento do 7º livro de Diário de um Banana e acabei comprando em inglês mesmo! xD

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– Achei que era difícil me deixar chocado, mas mudei de ideia após ler Noite na Taverna… Se tornou o meu clássico brasileiro favorito e Álvares de Azevedo ganhou toda a minha admiração!

Um Conto de Natal livro incrível do Dickens, confira a resenha aqui!

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O Retrato de Dorian Gray entrou na minha lista de favoritos, nem tenho mais o que dizer! E ainda foi a primeira resenha que eu fiz aqui no blog. Confira aqui!

– Digo o mesmo de O Túnel de Ernesto Sabato, um livro arrepiante, denso e com uma escrita incrível. Confira a resenha aqui!

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– Junho começou com O Herói Perdido, livro 1 da saga Heróis do Olimpo escrita por Rick Riordan (o mesmo autor de Percy Jackson). Não tenho muito o que dizer, gosto do Riordan e ele sempre mantém padrão… Livros divertidos e uma leitura leve :]

– Li Clarice Lispector pela primeira vez e me apaixonei! A Hora da Estrela também entrou para a minha lista de favoritos.

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– Sempre fui apaixonado pela história da Alice, mas só tive oportunidade de ler os livros esse ano. Depois de lê-los, o amor só cresceu.

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– Terminei junho com um livro que se espremer sai sangue! O melhor livro da saga, foram mais de 800 páginas que eu devorei muito rápido. Agora, como sei que o tio Martin vai demorar pra publicar o 6º livro da saga, resolvi que vou ler o 4º e o 5º bem devagar, assim dura mais! xD

– Iniciei julho com o Em Chamas e foi o meu favorito da trilogia!

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– Li o Desejos Obscuros e bem… achei um livro bem fraquinho! Teve seus momentos legais, mas no geral foi muito fraco e um tanto decepcionante.

– Terminei julho (li bem pouco nesse mês) com o 2º livro da saga dos Heróis do Olimpo (li ele em uma noite que faltou luz aqui em casa, ler à luz de velas é muito legal :3)

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– Terminei a trilogia Jogos Vorazes em agosto e ao contrário de muitos, eu gostei do final! xD

O Orfanato da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares foi uma surpresa, apesar de ter me decepcionado achando que era uma história de terror, o mundo dos Peculiares me conquistou e já estou na espera do 2º livro!

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– Continuei minhas aventuras ao lado de Violer, Klaus e Sunny no livro O Escorregador de Gelo, só faltam 3 livro pra acabar 😦

– Sou apaixonado por Nárnia, acompanho os filmes desde que o primeiro saiu (junto com o meu pai que adora também). O livro foi bem agridoce, não gostei tanto quanto esperava… :/

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– Terminei agosto com o sensacional Extremamente Alto & Incrivelmente Perto que se tornou o livro da minha vida! O meu favorito, simplesmente! Confira a resenha aqui!

– Comecei setembro lendo os 2 volumes de Solanin, um mangá incrível e com uma história muito bonita :´)

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– Li pela primeira vez Martha Medeiros e me apaixonei! Noite em Claro é um livro curtinho, mas que conseguiu me tocar muito.

– Terminei o mês de setembro (sim, foi um mês de ressaca literária, então eu li muito pouco) lendo O Diabo do Tolstoi… Não gostei do livro e detestei os dois finais oferecidos pelo autor.

 

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– Comecei outubro (o mês que eu mais li no ano) lendo o SENSACIONAL A Revolução dos Bichos do George Orwell. Confira a resenha aqui!

– Li o livro infantil Where the Wild Things Are que é tão curto que não me permitiu formar opinião xD, mas o filme é belíssimo!

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O Oceano no Fim do Caminho do Neil Gaiman me arrebatou… Simplesmente amei… Além de toda a fantasia presente, o livro serviu como uma metáfora da infância e me fez sentir uma saudade absurda de ser criança.

Perdão, Leonard Peacock foi um livro que me destruiu por dentro, história densa, o tema escolhido é pesado e o desespero de Leonard consegue nos dominar durante a leitura. Mais um pra minha lista de favoritos!

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– Como um grande fã do mestre King, não pude deixar de ler a sua biografia… Passei a admirá-lo muito mais após a leitura!

O Jardim Secreto é um caso de amor antigo, cresci assistindo o filme e esse ano li o livro… Consegui me apaixonar ainda mais e quer ler novamente em breve e gente, queria o Dickon como o meu amigo 😦 … Confira a resenha aqui!

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A Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista, li também esse livro de título gigante. História divertida e gostei das reflexões sobre como a separação dos pais podem afetar os filhos.

Every Day foi, primeiro, o maior livro em inglês que eu já consegui ler e isso já foi pra mim uma grande conquista; segundo, eu adorei a história! Confira a resenha aqui!

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– Para comemorar o halloween e encerrar o mês produtivo de outubro, li o assustador Horror em Amytiville e gostei bastante. Uma ótima história pra quem curte casas mal assombradas.

– Comecei novembro lendo Psicose que é um livro de suspense muito bom, além de ter aquela incrível adaptação feita pelo Hitchcock.

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– Não costumo ser fã de histórias de amor, mas Um Dia me arrebatou do começo ao fim e também entrou para a minha lista de favoritos. Nicholls fez eu me envolver com os personagens de uma forma que eu jamais esperei me envolver antes… Confira a resenha aqui!

– Ler Menino de Ouro, após ler Um Dia foi muita covardia com o meu pobre coração. Sofri muito com a história de Max e esse livro também entrou para a minha lista de favoritos… Senti tanta vontade de abraçá-lo e consolá-lo que chegou a doer xD… Confira a resenha aqui!

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– Nunca pensei que ia apanhar tanto de um livro. Clube da Luta foi uma leitura incrível, viciante e frenética, quase tóxico. Chuck me conquistou e fez com que mais um livro entrasse para a minha lista de favoritos. Confira a resenha aqui!

Quem é você, Alasca? foi mais um livro do João Verde que eu resolvi ler e gostei muito mais do que o A Culpa é das Estrelas, fui arrebatado pelos personagens e também me apaixonei pela Alasca! Esse foi o primeiro livro que li em dezembro.

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– Encerrei o ano da melhor forma possível, lendo um dos melhores suspenses/terror/policial que já li na vida! Deixa Ela Entrar é simplesmente uma das melhores histórias de vampiro já escrita! Confira a resenha aqui!

2013 foi um ano de excelentes leituras, que tal compartilhar as suas?

Um beijo do Mágico e volte sempre!

Deixa ela entrar…

Hey!

Após uma onda de livros com vampiros incorporando adolescentes e suas manias, a confusão da vida amorosa e tendo toda a sua essência sugada para transformar uma criatura monstruosa em um quadro deturpado de príncipe encantado; acabei deixando de lado as histórias sobre esses seres da noite (gosto apenas dos vampiros da Anne Rice e não li Drácula ainda D:). Foi então que esse ano, eu resolvi dar mais uma chance e foi assim que li um dos melhores livros de suspense/policial/terror da minha vida. Estou falando do incrível Deixa Ela Entrar do escritor sueco John Ajvide Lindqvist.

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Estamos em Blackeberg no subúrbio de Estocolmo, na Suécia no ano de 1982. Oskar é um garoto de 12 anos, tímido, um tanto gorducho e com problemas de incontinência urinária  e que é perturbado regularmente por um grupo de meninos da escola (apanhando e sendo humilhado e ainda é obrigado a imitar um porco para que a punição não seja ainda mais severa – sério, aqueles moleques demônios são sádicos!); vive em um apartamento apenas com a mãe e o seu hobby favorito é colecionar recortes de jornal sobre serial killers, além de ter algumas fantasias bizarras sobre se tornar um.

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Oskar interpretado por Kåre Hedebrant na adaptação de 2008 “Låt den rätte komma in”

É em uma noite muito fria, enquanto está sozinho no parque do condomínio que ele avista uma garota, mesmo com a temperatura muito baixa, ela veste apenas uma camiseta e os pés estão descalços. A garota se chama Eli e é uma vampira de 200 anos. Ela vive no apartamento ao lado do de Oskar junto com Håkan, um pedófilo que a ajuda a conseguir sangue em troca de umas carícias de vez em quando; Eli não aparenta ter mais do que 11 anos. Além desses três, há inúmeros outros personagens que de um modo ou de outro vão cruzar os seus caminhos com o de Eli.

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Oskar e Eli interpretada por Lina Leandersson

O livro tem 500 páginas, mas quando termina você deseja mais; você quer continuar acompanhando e saber o que aconteceu em seguida. É difícil falar de um livro que me conquistou do começo ao fim e nem uma cena sequer que eu achei desnecessária. As cenas de suspense me fez perder as unhas, as de bullying me causaram um incomodo imenso, os diálogos bem construídos.

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Toda a história traz aquela questão de “quem é o monstro?”, pois o que mais assusta no livro são as pessoas, suas falhas de caráter e a capacidade de fazer algo ruim; mesmo Oskar não é um garoto tão bonzinho assim, pois algumas coisas que ele faz no decorrer da história e os seus pensamentos, são assustadores. E em alguns capítulos quando temos acesso à Johnny – um dos valentões – podemos ver as suas influências dentro de casa.

Apesar de ter inúmeros personagens, não ficamos confusos.

“- Eu… não mato gente.

– Não. Mas gostaria. Se pudesse. E você realmente faria se precisasse.

– Porque eu odeio todos eles. É uma grande…

– Diferença. É mesmo?

– É…

– Se você não fosse punido. Se apenas acontecesse. Se você pudesse desejar a morte deles e eles morressem. Então você não ia desejar?

– … sim.

– Isso. E só seria para o seu bel-prazer. Vingança. Eu faço isso porque preciso. Não há outro jeito.

– Mas é porque eles… porque eles judiam de mim, implicam comigo, porque eu…

– Porque você quer viver. Exatamente como eu.”

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Outra coisa que eu achei muito legal é o relacionamento construído por Oskar e Eli. O modo como os dois se comunicam por código morse através das batidas na parede e os diálogos entre eles que começa de forma minimalista e vai se tornando mais complexo. Os outros personagens também são fantásticos, adoro o núcleo da Virgínia, Lacke e dos outros amigos, que são todos de meia-idade e ninguém deu sorte na vida e acabaram se tornando beberrões. Até o próprio Håkan é interessante, quando entramos em sua cabeça e vemos a paixão louca que ele sente por Eli, em alguns momentos temos até dó e isso é uma sensação estranha quando consideramos que apesar dela ter 200 anos, sua aparência ainda é de uma criança; ainda assim, quando ele relembra algumas coisas que fez, relembramos o porquê Hakan não é boa coisa. xD

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Mais um ponto que me surpreendeu, foi o fato de não termos certeza sobre o sexo de Eli, pois Oskar a vê como uma menina, mas Håkan, por exemplo, a chama de senhor. E isso é revelado apenas no final. Tommy também é um grande personagem, um menino revoltado e que está sempre metido com roubos, começa com um papel pequeno e então cresce na trama, tendo um dos momentos mais FODA do livro. Aliás, há muitas cenas para deixar o leitor boquiaberto, como a cena no câmara frigorífica do hospital, ou a cena dos gatos no apartamento de Gösta, Håkan no armário da piscina pública e a própria cena final do livro.

Personalidades bem definidas, enredo surpreendente e sem pontas soltas, diálogos incríveis, muitas cenas marcantes que eu nunca vou esquecer e personagens únicos. Indicado não só para quem curte uma história de vampiro, como também para aqueles que curtem algo voltado pro policial – já que temos inúmeros momentos de investigação. O final deixou um pouco a desejar, mas não fez o livro perder os seus pontos. As adaptações são muito boas também, tanto a sueca quanto a americana, o único problema é que não temos dúvidas do sexo de Eli, mas o restante é muito bom também. Um livro adulto, com vários núcleos de personagens, suspense e terror de qualidade e uma história que flui facilmente.

É isso aí!

Beijo do Mágico e volte sempre!

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#Mágico no Cinema: Diário de um Adolescente – Scott Kalvert

Hey!

Estou aqui hoje para indicar um dos meus filmes favoritos, estrelados por um ator que eu gosto muito. Falo do filme Diário de um Adolescente do diretor Scott Kalvert.

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  • Título: Diário de um Adolescente (ENG: The Basketball Diaries)
  • Duração: 102 min.
  • Ano: 1995

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Jim Carrol é um garoto de 15 anos que sonha em ser escritor, jogador de basquete e estuda em um colégio católico bem rígido. Não é o garoto mais comportado do mundo, logo jovem está sempre aprontando com os amigos e cheirando cola. As coisas realmente desandam quando Jim perde o melhor amigo Bob, vítima de câncer. Ele experimenta cocaína pela primeira vez e esse é o primeiro passo para um garoto que tinha todo o potencial, se lançar em um mundo obscuro. Ele é expulso da escola, do time e de casa. Começa a usar drogas mais pesadas e ao lado dos amigos começa a cometer pequenos crimes e outras atitudes mais radicais por causa da necessidade de saciar o vício.

“Esta cidade transforma as pessoas em sombras. Sem vida em seus olhos. Assim, escrevo essas palavras.Para escapar dessas ruas sem esperança…Vou aprender a voar!”

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  • Leonardo DiCaprio…. Jim Carroll
  • Lorraine Bracco…. Mãe de Jim
  • James Madio…. Pedro
  • Patrick McGaw…. Neutron
  • Mark Wahlberg…. Mickey
  • Roy Cooper…. Padre McNulty
  • Bruno Kirby…. Swifty
  • Jimmy Papiris…. Iggy
  • Ben Jorgensen…. Tommy
  • Juliette Lewis…. Diane Moody
  • Michael Imperioli…. Bobby
  • Ernie Hudson…. Reggie

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Por ser baseado no livro autobiográfico de Jim Carrol, o filme assume um ar bem íntimo, pessoal, visceral e em alguns momentos, excruciantes. A atuação do Di Caprio está impecável, tendo em vista que ele era bem novinho quando fez esse filme. A forma que o diretor abordou esse mundo obscuro das drogas é incrível e nos faz mergulhar na vida fantasmagórica daquele grupo que infelizmente está crescendo ainda mais, a nossa era das trevas são as drogas e a juventude que está se afogando em maior quantidade à cada ano que passa. A narração delicada retirada do livro, nos mostra uma visão sensível e faz com que aqueles que não fazem ideia do porquê muitas pessoas se envolvem com esses demônios tragáveis/injetáveis enxerguem do ponto de vista deles.

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Em tradução livre: “Há sempre uma voz na sua cabeça dizendo ‘só mais uma vez e então paramos'”

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Em tradução livre: “Eu era um bom garoto, certo? Com tanto potencial, não era isso?”

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Uma das cenas mais intensas do filme. Em tradução livre: “Eu farei qualquer coisa. Eu vou ser um bom menino. Eu vou ser um bom menino, mãe, se você me deixar entrar”

Um filme incrível, com um roteiro fantástico e atuações impecáveis. Fica a dica pra vocês!

Beijo do Mágico e volte sempre!

“Eu sou o fantasma dos natais passados”

Hey!

Aproveitando que o natal está chegando, resolvi fazer a resenha de um livro com essa temática. Ao contrário de muitas pessoas, eu adoro o natal e sempre tenho algumas tradições natalinas que sigo religiosamente; sou do tipo que enfeita a casa, que adora ajudar na preparação da ceia e que sempre assiste os filmes natalinos. Hoje resolvi falar do livro “Um Conto de Natal” do excelentíssimo Charles Dickens!

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Alastair Scrooge é um homem detestável!

É horrível para com os funcionários, muquirana e trata a própria família de forma amarga. Vive sozinho em uma grande mansão, odeia o contato com as pessoas e se importa muito com os lucros. Um dia, na véspera de natal, ao retornar para a casa tem uma visão horrível; pensa ter visto a aldrava da porta transformar-se em um rosto horripilante. Scrooge, apesar de estar assustado ignora a visão.

Durante a noite, enquanto está jantando à luz da lareira, começa a ouvir um barulho de correntes se arrastando pela casa. Alastair corre para a cama e se esconde e é então que visualiza o fantasma de seu antigo sócio, que o alerta que por ter passado a vida inteira preocupado com o dinheiro e apenas consigo mesmo, foi condenado à viver arrastando aquelas correntes; diz que Scrooge vai ser o próximo e naquela noite irá receber a visita de três fantasma: O fantasma dos natais passados, o fantasma dos natais presentes e o fantasma dos natais futuros.

E é assim que começa a história!

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Conheci a história de Scrooge graças à adaptação feita pelos Muppets (que até hoje é a minha adaptação favorita). A história escrita por Dickens foi publicada pela primeira vez em 19 de dezembro de 1843 e se tornou sucesso imediato. É provavelmente uma das histórias mais conhecidas do mundo e teve inúmeras adaptações. A mais recente foi lançada em 2009 no formato de animação e contou com Jim Carrey dublando Scrooge. Como disse anteriormente a minha favorita é a adaptação musical estrelada pelos Muppets (esse filme faz parte da minha tradição natalina, pois assisto toda véspera de natal!).

“Em resumo, eu teria gostado muito de ter a espontaneidade de uma criança e ao mesmo tempo ser adulto para apreciar o valor daquilo tudo” Página 61

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Uma história linda sobre generosidade escrita por um autor magnífico!

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Beijo do Mágico e volte sempre!

“A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta”

Hey!

Hoje eu vou falar de um livro que explodiu a minha mente, socou-me o estômago e me fez ficar boquiaberto durante a leitura (o que é algo estranho quando você está lendo em um local público). O livro se tornou um dos meus favoritos assim como o autor – que agora me fez querer ler tudo que já escreveu. Estou falando de Clube da Luta do autor Chuck Palahniuk. Ah, vou comentar sobre o filme também lá no final do post!

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Um rapaz infeliz com a sua vida e com o emprego de coordenador de campanha de recall, acaba com sérios problemas de insônia que o deixa sem dormir durante semanas. Porém após uma resposta mal-educada de seu médico, ele resolve frequentar alguns grupos de pessoas com doenças graves e/ou próximas da morte e percebe que estar em contato com toda aquela tristeza, faz com que ele durma melhor à noite; em suas próprias palavras afirma: “perder todas as esperanças era libertador”. 

As coisas complicam quando ele começa a perceber a presença de uma mulher em todas as mesmas reuniões que ele frequenta e a partir do momento que ele percebe a presença dela, a insônia retorna, tornando-o incapaz de dormir novamente, pois ele sabia que a mulher, Marla Singer, era uma farsante (nota isso ao encontrar ela em uma reunião para pessoas com câncer de testículo) e a farsa dela, acabava espelhando a sua própria.

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“A  filosofia da vida de Marla, ela me disse, é que ela poderia morrer a qualquer momento. A tragédia na vida dela é que ela não morre” página 134

E isso não é tudo. Após um acidente em seu apartamento, ele acaba indo morar com Tyler Durden, um rapaz desapegado dos bens materiais e que trabalha em múltiplos empregos, além de fabricar sabão caseiro. Durante o primeiro encontro deles, Tyler pede para o Rapaz (estou chamando de rapaz, pois ele não revela o nome) dar um soco nele com toda a força e os dois, no meio do estacionamento acabam brigando e em seguida, sentem a sensação de liberdade, de ‘tirar o peso dos ombros’ ao extravasar toda a violência presente neles.

A briga dos dois acaba atraindo certo público e é assim que eles resolvem fundar o Clube da Luta, um lugar que funciona no porão de um bar onde os homens podem liberar toda a violência presente neles, descontar todas as frustrações. E junto com o clube são criadas oito regras:

A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.

A segunda regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.

Terceira regra: se alguém gritar “para!”, fraquejar ou sinalizar, a luta está terminada.

Quarta regra: apenas dois caras numa luta.

Quinta regra: uma luta de cada vez.

Sexta regra: sem camisa e sem sapatos.

Sétima regra: as lutas duram o tempo que for necessário.

Oitava regra: se esta for a sua primeira noite no clube da luta, você tem que lutar!

Tudo fica bem, até o momento que que os planos de Tyler se ampliam para algo mais perigoso, uma guerra contra as grandes corporações e o início de atos terroristas.

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Já é complicado o bastante falar sobre livros e é mais ainda quando preciso comentar sobre um que me enlouqueceu, acertou o meu estômago inúmeras vezes e ainda me fez pedir mais. Dizer o quão incrível, denso e psicológico é a história criada por Chuck Palahniuk soa como mero eufemismo perto da magnitude da obra; mesmo assim vou tentar falar sobre o que eu percebi durante a leitura. A escrita é fluida e o começo apesar de confuso, é hipnótico e inúmeros fatos que no início soam “bagunçados”, vão sendo explicados ao decorrer da trama.

O livro tem uma critica forte ao capitalismo e como essa sociedade de consumistas se torna robótica e miserável, além de criticar as inúmeras regras impostas apenas depois que os homens já estragaram tanta coisa. Também mostra a violência presente em cada ser humano, necessitando apenas a faísca certa para criar uma explosão; o clube da luta tem um papel essencial nisso, nos mostrando pessoas que durante o dia parecem ‘normais’ ou ‘sem graça’, mas durante as reuniões do clube mostram o animal sedento por violência.

” – O desastre é uma parte natural da minha evolução […] rumo à tragédia e a dissolução. […] Estou rompendo meus vínculos com a força física e os bens materiais […] pois apenas ao me destruir posso descobrir o poder superior do meu espírito” Tyler Durden, página 136

Tyler representa tudo que o Rapaz deseja ser. Desinibido, corajoso e respeitado. Tyler o consome com os seus desejos de destruição e autodestruição; tornando o narrador cada vez mais dependente dele e submerso em seu mundo sombrio. Tyler possui alguns bons princípios, porém, os enxerga de forma deturpada e o modo como quer exercê-los é assustador, pois ele quer fazer isso ao espalhar o caos com o seu projeto chamado ‘Desordem e Destruição’. O Clube da Luta acaba se tornando uma seita, onde o grande e admirado líder é Tyler.

A forma como Tyler influencia o Narrador, fica ainda mais clara nesse trecho:

“O que Tyler fala sobre sermos o lixo e os escravos da história é como me sinto. Queria destruir todas as coisas bonitas que nunca tive. Queimar a floresta tropical amazônica. Bombear CFC direto para a camada de ozônio. Abrir as válvulas de descarga dos tanques dos superpetroleiros e destampar as plataformas de petróleo em alto-mar. Queria matar todos os peixes que não consigo comprar para comer e sujar as praias francesas que nunca verei.

[…] Enquanto batia naquele garoto, o que queria fazer mesmo era atirar entre os olhos de cada panda ameaçado de extinção que não trepava para salvar sua espécie e de cada baleia ou golfinho que desistiu e encalhou na praia.

Não pense nisso como extinção. Pense como diminuição de pessoal. Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo. Tenho que lavar e amassar minhas latas de sopa. E dar conta de cada gota de motor usado.

E tenho que pagar a conta do lixo nuclear, tanques de combustível enterrados e terra cheia de lixo tóxico jogado lá uma geração antes de eu nascer.

[…] Queria respirar fumaça.

Pássaros e veados são luxos bobos e todos os peixes deveriam flutuar.

Queria queimar o Louvre. Quebraria os mármores do Panteão com uma marreta e limparia a bunda com a Mona Lisa. Esse é o meu mundo agora.

Esse é o meu mundo, o meu mundo, e as pessoas antigas estão mortas”

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Enfim, leiam esse livro incrível e tirem as suas próprias conclusões. Os personagens são bem construidos, bem humanos, tendo suas fraquezas e seus pontos fortes bem expostos. A escrita de Chuck é frenética e fluida. E ainda tem o final que me perturbou muito!

Agora, falando sobre o filme, o texto é surpreendentemente fiel ao livro, a única coisa que me decepcionou foram os últimos 30 minutos que trocaram cenas excelentes. Mesmo assim, os atores estão incríveis e o filme não deixa a desejar.

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Beijo do Mágico e voltem sempre!