#Mágico no Cinema: 7 Dias, 7 Filmes

Hey!

Resolvi fazer um post diferente hoje. Dessa vez, vou indicar sete filmes para vocês assistirem ao longo da semana. Eu sou um grande fã de cinema e a cada dia eu aprendo um pouco mais sobre essa arte incrível; sou bem eclético quanto aos gêneros também, por isso mesmo criei uma lista variada. Espero que gostem!

SEGUNDA-FEIRA:

SOME LIKE IT HOT (QUANTO MAIS QUENTE MELHOR) – 1959

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Bem, como a maioria das pessoas detestam as segundas-feiras, é sempre uma boa opção escolher algo mais leve, então, indico uma das minhas comédias favoritas. Quanto Mais Quente Melhor conta a história de dois músicos que após presenciarem um assassinato, acabam se travestindo de mulher e entrando em uma banda só de mulheres. O filme é delicioso e é também um dos melhores da Marilyn.

TERÇA-FEIRA:

ACROSS THE UNIVERSE (2007)

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Across the Universe é um musical e se passa nos anos 60, durante os protestos feitos nos EUA contra a guerra do vietnã. O musical utiliza apenas músicas dos Beatles. A época é transmitida de forma magistral, o repertório escolhido é fantástico e os atores são ótimos. Fica a dica pra vocês!

QUARTA-FEIRA:

ONE FLEW OVER THE CUCKOO’S NEST (UM ESTRANHO NO NINHO) – 1975

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Poucos filmes conseguem misturar o drama e a comédia de uma forma que um não cubra o outro e Um Estranho no Ninho é um perfeito exemplo. O filme conta a história de um malandro que após ser preso, resolve se fingir de louco para ser mandado para um hospital psiquiátrico, lá dentro ele acaba influenciando os outros pacientes e causando uma reviravolta, desafiando a sádica e cruel enfermeira; isso acaba gerando grandes consequências… (Está na minha lista de filmes INCRÍVEIS e já faz parte dos meus filmes favoritos de todos os tempos).

QUINTA-FEIRA:

REQUIEM FOR A DREAM (REQUIEM POR UM SONHO) – 2000

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Aquele filme onde tudo está em harmonia: a trilha sonora, a fotografia, os atores, tudo! Requiem For a Dream é um filme sobre vícios. Harry sonha em ser rico e sua namorada sonha em ter a sua própria grife, porém, ambos estão presos às drogas e esse é o maior obstáculo no caminho deles. Sara – mãe de Harry – está completamente solitária e sua única companhia acaba sendo a televisão, certo dia ela recebe um convite para participar de seu programa favorito; querendo usar o mesmo vestido vermelho que usou na formatura do filho, Sara acaba viciado em pílulas para emagrecer. Enfim, o filme é incrível, as atuações tiram o fôlego, mas é um filme denso e pesado!

SEXTA-FEIRA:

THE CONJURING (INVOCAÇÃO DO MAL) – 2013

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Sexta-feira pede terror! Vou indicar um filme mais recente: Invocação do Mal. Foi o meu filme favorito no ano passado. O filme narra um dos casos mais famosos do casal paranormal Warren, quando eles foram ajudar uma família assombrada na nova casa que compraram. Filme muito bem feito, repleto de sustos e tem a coisa linda da Vera Farmiga (meu xodó).

SÁBADO:

LE FABULEUX DESTIN D’AMÉLIE POULAIN (O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN) – 2001

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Simplesmente o meu filme favorito! Devo ter assistido umas 20 vezes! O filme narra a história de Amélie Poulain uma jovem tímida e solitária, amante dos pequenos prazeres, que um dia encontra uma caixa repleta de brinquedos pertencentes a uma criança que viveu no mesmo apartamento em que ela vive agora, só que nos anos de 1950. Assim, Amélie decide reencontrar o dono daquela caixa e dependendo da sua reação, ela pretende mudar completamente o seu jeito de viver.

DOMINGO:

SEVEN (SETE PECADOS CAPITAIS) – 1995

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Até o momento, é o meu thriller policial favorito! O filme conta a história de dois investigadores que caçam um serial killer que mata suas vítimas de acordo com os pecados capitais. Bem, o filme é incrível e conta com um dos finais mais inesperados que eu já vi. Boa pedida para o domingão!

 

Bem, é isso pessoal e espero que gostem das indicações!

Beijo do Mágico e Volte Sempre!

:*

 

“Você é um bruxo, Harry!”

Hey!

Bem, fiz algumas metas de leitura para o ano de 2014 e uma delas foi reler todos os livros da série Harry Potter e resenhá-los. Então, cumprindo a minha meta, estou aqui hoje para falar de Harry Potter e a Pedra Filosofal da britânica (e super conhecida) J. K. Rowling.

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Assim como uma boa parte dos fãs, entrei em contato com esse mundo mágico através dos filmes. Em meados de 2003, enquanto passeava pela locadora com o meu pai (nessa época eu tinha 8 anos), encontrei o VHS de Harry Potter e a Câmara Secreta; logo de cara a capa já me chamou a atenção e eu resolvi alugar. Foi amor a primeira vista, mesmo não sabendo – até aquele momento – que eu tinha alugado o 2º filme da série. Assisti três vezes seguidas no dia em que aluguei e mais duas no dia seguinte antes de devolver. Passei dias só pensando na história e brincando no quintal fingindo ser o Harry e levando bronca da minha mãe por destruir algumas plantas pra usar o caule como varinha. Pouco tempo depois, acabei assistindo o 1º e assim, seguindo a história de forma linear. Antes de começar a resenha, posso dizer que essa história me acompanhou durante grande parte da minha vida e nada era melhor do que a ansiedade pelo próximo filme. Agora, sobre os livros, eu também comecei a lê-los fora da ordem. Desde criança eu sempre lia uma coisa ou outra, mas o primeiro livro grande que eu li do começo ao fim foi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (até hoje eu tenho a minha edição super velhinha!). Anos mais tarde – em 2010 – comecei a ganhar os livros dos meus pais e finalmente li tudo na sua devida ordem. Pronto, esclarecido o meu relacionamento com a série, vamos a resenha:

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Harry Potter foi deixado na porta de seus tios quando bebê. Desde então foi obrigado a viver com Valter e Petunia Dursley e seu filho mimado, Duda. Os três são detestáveis, sendo assim, o jovem Harry cresceu desprezado, sendo obrigado a dormir em um armário sob a escada, a usar as roupas velhas de Duda – também é perseguido pelo primo e seus amiguinhos – e sendo sempre tratado como uma pedra no sapato da família. Desde pequeno, Harry conseguia realizar alguns feitos inexplicáveis (como aparecer no telhado da escola enquanto fugia do primo ou fazer o cabelo crescer após sua tia fazer um corte grotesco) que só faziam com que os Dursley ficassem mais hostis. Certo dia, ele recebe uma carta e isso faz Valter e Petunia enlouquecer; a carta é rasgada, mas outras continuam a chegar até o dia em que a casa é inundada por milhares e milhares de cartas – deixando Valter irritado ao ponto de fugir com a família para uma casinha velha no meio do nada. Porém, é impossível fugir! Na primeira noite, a porta da casa é derrubada e quem aparece é Rúbeo Hagrid, um homem enorme. E é assim, que Harry Potter descobre que é um bruxo e que irá frequentar a maior escola de bruxaria existente: Hogwarts. Lá, ele descobre que é famoso pelo fato de ser a única pessoa a ter sobrevivido ao Lorde das Trevas – Voldemort – além de o ter debilitado, salvando o mundo da magia do seu tiranismo.

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Bem, é muito difícil escrever sobre uma história da qual gostou muito. Harry Potter é mais do que uma história sobre uma aventura, J. K. Rowling tem o poder de nos absorver completamente para o mundo em que criou. Confesso que mesmo os momentos mais simples – os jantares no Grande Salão, as aulas, os deveres de casa – me divertiram e me fizeram imaginar como é estar naquele lugar, cercado por todas aquelas coisas incríveis, viver em um castelo antigo e etc. Com a sua escrita, ela criou personagens críveis. Quem não queria ser amigo de Harry, Rony e Hermione? Ou visitar Hagrid em sua cabana? Ou ter uma boa conversa com o sábio Alvo Dumbledore? Todo esse mundo da magia foi bem criado, tem uma estrutura que o deixa ainda mais palpável para o leitor. E não para por aí, mesmo com toda a magia, J. K. Rowling traz excelentes mensagens sobre amizade, família, amor, perseguir os seus ideais e que estar sozinho não é a resposta, todos nós precisamos de alguém. A personalidade de cada personagem também pode trazer grandes reflexões sobre as pessoas e suas diferenças. A autora traz outros assuntos bons para debates, mas que aparecem nos livros seguintes e como eu pretendo resenhar toda a série, hoje eu vou focar apenas no livro A Pedra Filosofal.

“Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte.”

Alvo Dumbledore

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O que eu mais gosto em Harry Potter é o fato de que há bom humor. J. K Rowling tem o poder de fazer o leitor gargalhar com tiradas engraçadíssimas – seja de Fred e Jorge, de Rony, Hagrid e até de Dumbledore; isso deixa a história ainda mais dinâmica. Além do humor, Rowling tem o poder de escrever cenas emocionantes de forma simples e sem forçar ou tornar muito dramático; são momentos de simplicidade, mas que fazem o leitor sentir a água nos olhos. Eu particularmente tenho um carinho especial pela cena de Harry diante do espelho de Ojesed, onde ele enxerga toda a sua família ao redor dele – o modo como isso é descrito é sem apelo e direto, tornando-o mais real e até mais cruel. Há outros momentos que me emocionaram, adoro a parte onde Harry percebe que ganhou presente de natal pela primeira vez na vida e a própria amizade entre Rony, Harry e Hermione é incrível e sincera (sério, quem não queria ser amigo deles?). A interação entre eles sempre traz bons momentos, sejam engraçados ou mais sérios. Também é legal ver como essa amizade vai se formando aos poucos; por exemplo, os garotos não vão muito com a cara de Hermione no início, já que ela é a sabichona e mandona, porém, após enfrentarem o trasgo eles se tornam bons amigos.

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.”

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Enfim, não importa quantos anos passem, eu sempre vou querer voltar para Hogwarts. Revisitar aquele mundo que ainda é a minha casa mesmo depois de tanto tempo. É a série de livros que eu sempre vou indicar, para todas as idades; pois é muito mais do que uma simples aventura, é um mundo que nos acolhe e nos ensina.

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Então é isso, pessoal. Em breve eu volto com a resenha de A Câmara Secreta.

Beijo do Mágico e Voltem Sempre!

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Ah, o amor nerd!

Hey!

Não costumo ler muitas histórias de amor, mas vez ou outra acabo arriscando. Entre livros quase diabéticos, é sempre bom ter uma surpresa positiva e mais realista. Apesar de odiar o termo, não consegui escolher outra palavra para definir o relacionamento dos personagens do que fofo; sério, tentei outras palavras, mas só essa se encaixou. Bem, estou falando do livro Eleanor & Park da escritora Rainbow Rowell (sério, o nome dela é muito legal!).

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Primeiro, obrigado Rainbow Rowell por criar personagens principais com uma aparência normal; nada daqueles super modelos que só encontramos nas capas de revistas. A história é narrada sob dois pontos de vista, o de Eleanor e o de Park.

Eleanor voltou recentemente para casa, após ter tido uma briga com o padrasto e ficar afastada; agora, finalmente, pode ficar ao lado da mãe e dos irmãos, mesmo sendo obrigada a conviver diariamente com o homem abusivo e explosivo que detesta. Eles não tem muito dinheiro e mal podem se sustentar, assim, a comida não é farta e Eleanor e os irmãos precisam usar roupas usadas. Voltando ao convívio familiar, morando em uma nova cidade com eles, a garota precisa recomeçar e assim vai para um escola nova. Logo no ônibus, ela já enfrenta os olhares agressivos dos outros e as piadinhas, já que ela é bem fora dos padrões. Além de usar roupas esquisitas, está acima do peso e possui uma imensa cabeleira ruiva e encaracolada; sendo impossível passar despercebida. Acaba sentando-se ao lado de Park, que não muito contente, acabou cedendo o lugar ao seu lado para a novata – mesmo não gostando nada disso.

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Park é um garoto quieto e que prefere ficar no seu espaço, apesar de ser diferente dos outros, conquistou respeito o bastante para que o deixem em paz. Fã alucinado de quadrinhos e rock n’ roll; ele é uma mistura de coreano com irlandês – o que o deixa com uma aparência bem diferenciada, além de ser baixinho. Vive numa família um tanto mais tranquila, não é rico, mas vive uma vida estável e sem grandes dificuldades. No começo, também fica incomodado com Eleanor e deixá-la sentar-se ao seu lado foi uma decisão que ele não gostou muito, pois demorara a conseguir um lugar só para ele.

E é quase sem dizer uma palavra que eles começam a se aproximar. Lentamente. Park percebe que Eleanor sempre acaba lendo o que ele está lendo – esticando o pescoço disfarçadamente. Após isso, ele começa a trazer quadrinhos para ela e os entrega sem dizer uma palavra e é com o relacionamento silencioso, quase estranho, que ambos se aproximam cada vez mais. Primeiro quadrinhos, depois músicas, algumas poucas palavras e de repente, já não conseguem mais se desgrudar.

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Apesar de todas as doses de fofura, ainda classifico o livro como uma história triste; apaixonante, mas triste. Os problemas na escola e em casa aumentam e, além do romance, Rainbow fala bastante sobre os ambientes familiares e suas influências sobre os filhos; como isso traz angústia para todos os envolvidos. Eleanor é uma garota insegura e que se sente rejeitada e acaba encontrando em Park uma escapatória dos problemas. O ritmo em que a autora conta a história, é ágil e flui muito bem. O que eu mais gostei é que ela desenvolve o romance dos dois de uma forma realista, quase dolorosa, como é na vida real. Não há contos de fadas. Ambos tem os seus defeitos. Ele não é um príncipe, nem ela uma princesa, porém, ambos se completam.

Agora, caminhando para o lado geek do livro: UAU! Senti uma conexão quase imediata com o livro. Há inúmeras – inúmeras – referências a cultura pop. Adoro os momentos quando estão discutindo sobre quadrinhos ou música, isso deixa o clima ainda mais jovial. É simplesmente delicioso! (Além do mais, o leitor termina o livro com uma listinha de coisas que ficou curioso para escutar/ler).

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Ah sim, preciso comentar: há uma cena em que o Park resolve aderir a uma aparência mais rockstar, com direito até a delineador e a reação do pai dele foi quase igual a do meu na minha fase “quero ser igual ao Gerard Way”. Ha ha ha.

Enfim, é uma história recomendadíssima! Um livro jovem adulto de qualidade, que fala de amor sem soar piegas e que traz uma profundidade muito maior. É sobre família, aceitação e a eterna busca pela nossa identidade na adolescência. Rainbow nos traz todas as vertentes, todos os lados da moeda e faz com que isso flua deliciosamente, com uma escrita leve e bem-humorada e apesar do que eu disse sobre ser também triste, a autora não recorre ao drama excessivo!

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Então é isso!

Um beijo do Mágico e Volte Sempre!

Azul é a cor mais quente…

Hey!

Estou aqui para falar sobre uma HQ que nos últimos meses me chamou atenção, aguçou a minha curiosidade, mas só agora eu pude ler. Estou falando do quadrinho Azul é a Cor mais Quente da autora Julie Maroh.

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Sou um grande fã do cinema francês, creio que eles estão entre os melhores para criar histórias delicadas e cheias de poesia. Então, a primeira coisa que me chamou atenção em Azul é a Cor mais Quente foi o filme – que se tornou bem badalado na internet e até onde eu sei, foi um sucesso e recebeu inúmeras críticas positivas. Como o leitor cri-cri que sou, assim que descobri a existência do quadrinho, decidi que iria lê-lo primeiro e só depois ver o filme (já li o quadrinho, mas ainda não vi o filme). Comprei-o e terminei no mesmo dia! Tive algumas experiências com filmes LGBTs, os que eu assisti foram: Nordzee Texas (filme holandês lançado em 2011), o The Man Who Loved Yngve (filme norueguês lançado em 2008), o My Own Private Idaho (estrelado pelo Keanu Reeves e o River Phoenix, lançado em 1991) e o Suicide Room (filme polonês, mas cujo o foco é a depressão, bullying e o isolamento social); além do curta brasileiro Eu Não Quero Voltar Sozinho e um longa, também brasileiro, chamado O Beijo do Asfalto (lançado em 1988 e estrelado por Ney Latorraca e Tarcísio Meira); no restante, vi esse universo aparecer em séries como Skins, Glee, Modern Family e etc. Porém, percebi que só havia visto filmes sobre amor entre homens e nunca entre mulheres, e isso também me levou a ficar com mais curiosidade de assistir/ler Azul é a Cor mais Quente. Ok, agora vamos a história!

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Cleméntine – que se chama Adèle no filme – interpretada por Adèle Exarchopoulos e Emma interpretada por Léa Seydoux.

Inicialmente a premissa parece um tanto simples: Cleméntine, aos dezesseis anos, é apenas uma adolescente como tantas outras, estuda, tem seus amigos e está começando a se envolver com um rapaz do último ano. É em um dos seus encontros com ele, que ela acaba vendo na rua uma menina de cabelos azuis que chama muito a sua atenção. A partir dessa breve troca de olhares, todos os seus pensamentos são rodeados por ela, assim como seus sonhos. Um dia, após aceitar o convite de seu amigo, Valentin, para ir a um bar gay, Claméntine reencontra a garota de cabelos azuis e a a partir desse momento que toda a sua vida é virada de cabeça para baixo e que ela começa a questionar as coisas.

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Os pontos positivos da história foi o fato de trabalhar a auto aceitação da personagem sobre quem ela é e o que realmente sente. Apesar de ser confrontada diariamente pelos sentimentos e desejos inebriantes, mais fortes do que o controle que ela pode exercer sobre si mesma, Cleméntine continua negando sua sexualidade, dessa forma criando um conflito interno. Quando nos aprofundamos melhor no assunto, sabemos o quão difícil pode ser quando a pessoa percebe que se sente atraída pelo mesmo sexo, indo contra todos os dogmas da sociedade. E é aí que entra a segunda parte, que é o preconceito dos outros! Muito antes de Cleméntine sequer iniciar sua relação com Emma, ela já perde alguns “amigos”, pois estes suspeitando de sua homossexualidade, acham “nojento”, “pecaminoso” e “abominável” (há essa suspeita porque eles descobrem que ela foi à um bar gay e no outro dia, ao verem Emma esperando por ela na porta da escola, eles tiram essa conclusão). Há outros momentos como esse ao decorrer da história. Além disso, há o preconceito que Cleméntine sente por si mesma, pois continua escondendo a relação de todos – com exceção de Valentin – e vez ou outra nega de pé junto ser lésbica.

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A história pode trazer várias reflexões do tipo e essa é a parte interessante. Uma coisa que me incomodou foi a repetição dos clichês de filmes e histórias GLS; a insistência de adicionarem tragédias desnecessárias, ao invés de mostrar aos leitores que se identificarem com as personagens que é possível ter um final feliz mesmo não se encaixando no conto de fadas padronizado (a tragédia não é bem um spoiler já que você descobre na primeira página da HQ, óbvio que não vou mencionar que tragédia é essa, porque aí sim, seria um spoiler). Isso me incomodou e acabou me esfriando no fim da história.

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PT-BR: “Queria te ver de novo”

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Talvez o fato de eu ter ido com muita sede ao pote e com as expectativas lá no alto, tenha colaborado com a minha decepção ao terminar a HQ. Entretanto, ainda indico a história e vale a pena sim ser lida pelas reflexões que traz. Ainda pretendo ver o filme e talvez faça algum comentário aqui sobre.

Então, é isso!

Um beijo do Mágico e Volte Sempre!

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Norma Jean a.k.a Marilyn Monroe

Hey!

Antes de qualquer outra coisa, devo me desculpar pelo sumiço repentino. Fevereiro foi um mês maluco para mim e terrível em leituras – não terminei nenhum livro que comecei, com exceção do que farei resenha hoje -, mas como já estamos em março, tudo voltará ao normal. Here we go!

Da década de 1930 até a de 1960, confesso que tudo me fascina. A música, os filmes (Casablanca, Singin in the Rain, Top Hat, Juventude Transviada, O Mágico de Oz, Tempos Modernos, Dr. Fantástico, Psicose e etc, etc e mais etc. porque são muitos!) os carros, as vestes e é claro, as celebridades. Charles Chaplin, Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Elvis Presley, Humphrey Bogart, Judy Garland (aliás, sua filha, Liza Minelli, também é uma figura que me cativa!), Ella Fitzgerald, James Dean, Audrey Hepburn e é claro Marilyn Monroe. Sempre tive um fascínio pela sua imagem e seus filmes Quanto Mais Quente Melhor e Os Homens Preferem as Loiras sempre estiveram na minha listinha de clássicos favoritos, entretanto, pouco sabia sobre a vida dela e justamente por isso, resolvi comprar a sua biografia e é sobre este livro que falarei hoje!

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Marilyn Monroe nasceu Norma Jean em 1º de junho de 1926. É inegável que por trás de cada figura icônica e talentosa (principalmente antigamente) havia um histórico de tristeza, miséria, abandono e com Marilyn não foi diferente. Sua mãe trabalhava em uma produtora de filmes e passava a maior parte do tempo fora, às vezes, meses; foi criada pelos vizinhos da frente. Seu avô morreu em um hospital psiquiátrico e esse destino atingira mais tarde sua avó que após uma crise de fúria e de quase destruir a porta da frente da casa da família que criava Marilyn, foi internada e morreu pouco tempo depois. Há também uma história contada pela própria Marilyn – mas que é considerada um factoide para atrair os tabloides – de uma tentativa de sufocá-la quando criança.

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Marilyn ainda Norma Jean em um de seus primeiros trabalhos como modela fotográfica, ainda na metade dos anos 40.

Após alguns anos vivendo com esses vizinhos, sua mãe resolveu levá-la para morar com ela de vez. Comprara um apartamento grande e o dividiam com um casal. Entretanto, passou pouco tempo com a mãe, pois ela também teve um colapso e acabou internada em uma clínica psiquiátrica e lá foi Norma Jean, ainda criança, mandada para um orfanato. Dessa época não há muitos relatos, sempre fora tímida e passava praticamente despercebida; foi mandada há alguns lares adotivos, mas sempre por pouco tempo. Enfim, acabou casando-se com James Dougherty e se tornou uma dona de casa prestativa e dedicada, mas entediou-se; arrumou um emprego em uma fábrica e foi lá que foi reconhecida pela sua beleza pela primeira vez, graças a uma fotógrafa que procurava operárias com um je ne se qua. E esta foi a primeira mordida na maçã do estrelato, um pequena prova!

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Marilyn na icônica cena em que canta “Diamonds are a Girl’s Best Friend” no filme Os Homens Preferem as Loiras.

Depois disso fez inúmeros trabalhos fotográficos, até decidir que queria ser atriz (tentara entrar em uma escola de teatro uma vez, mas não foi aceita). Fez participações em alguns filmes e sempre chamou a atenção, mesmo nas cenas pequenas; também se divorciou de James. Foi nessa época em que pintou os cabelos de loiro e assumiu a identidade de Marilyn Monroe. Foram muitos filmes com críticas negativas, só que menos para sua atuação e o modo como atraia as câmeras para si. Seu primeiro sucesso, foi Os Homens Preferem as Loiras de 1953 e com ele ganhou o Globo de Ouro. Após isso sua carreira apenas cresceu. Casou-se com Joe Dimaggio em 1954 (que continuou sendo o seu melhor amigo e confidente até o fim de sua vida), divorciou-se no mesmo ano e após isso teve vários affairs (um, inclusive, com Frank Sinatra). Em 1956 casou-se com Arthur Miller e ficaram juntos até 1961.

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Marilyn no filme “Os Desajustados” de 1960

Marilyn teve vários filmes de sucesso entre eles o Quanto Mais Quente Melhor e O Pecado Mora ao Lado (aquele em que tem a famosa cena do vestido). Os problemas começaram de forma silenciosa; primeiro as insônias, os atrasos para as gravações, o vício em pílulas para dormir, começou a ter problemas de concentração e dar trabalho no set ao não recordar das falas. Após causar tantos problemas e dar prejuízo ao estúdio, acabou sendo demitida e o filme em que trabalhava, foi cancelado; após isso, ela teve um colapso e foi internada, ficou em uma clínica por duas semanas e saiu. Estava aparentemente revigorada, mais bela do que nunca. E nessa época, 1962, aceitou posar para a playboy. Pouco tempo depois disso, surpreendeu a todos ao ser encontrada morta em sua casa devido a uma overdose de barbitúricos. Encontraram-na nua em sua cama, com o telefone em mãos como sempre fazia ao sentir que ingerira remédios demais, só que dessa vez não houve uma resposta, nem ajuda.

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E em 1962, Marilyn Monroe morre e se torna uma das maiores lendas do cinema. Há inúmeras teorias sobre sua morte, inclusive a de assassinato; uns dizem que ela foi morta por causa de seu envolvimento com a família Kennedy, cuja qual ela nutria uma relação pessoal com a família (aliás, há uma filmagem dela cantando Happy Birthday para o presidente Kennedy). Enfim, ninguém sabe. O que sabemos é que uma mulher muito talentosa sucumbiu e foi sufocada pelos fantasmas do passado; tornou-se uma figura que será lembrada para sempre e que sempre conquista novos fãs (tipo eu) que são arrebatados pelo seu encanto e são hipnotizados pela sua aura de estrela.

“[…] Marilyn partiu. Escapou de nós por sobre o horizonte do último comprimido. Nenhuma força externa, nenhuma dor, se provou mais forte que seu poder de oprimir a si mesma. Se possivelmente foi estrangulada uma vez (PS: isso em relação ao possível estrangulamento por parte da avó), sufocada novamente pela vida no orfanato, reprimida pelo estúdio e engasgada com as fúrias do casamento, como reação manteve total controle sobre sua vida, o que talvez signifique dizer que escolheu estar no controle de sua morte e, lá fora, em algum lugar entre as atrações daquela eternidade que ouvira cantar em seus ouvidos na infância, salta para trocar a dor de uma alma entorpecida pela esperança de vida em outra. Diz adeus ao mundo que conquistou, mas não podia aproveitar. Nunca saberemos se foi assim que partiu. Poderia, do mesmo modo, ter tropeçado para além da última fronteira, choramingado no último canto de seu coração e não ter ouvido nenhuma voz conhecida em resposta. Ela veio até nós em toda a dúvida de sua mãe, e partiu em mistério.”

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A famosa cena do vestido pertencente ao filme “O Pecado Mora ao Lado”

O livro escrito por Norman Mailer foi publicado dez anos depois da morte de Monroe e é uma biografia incrível, a escrita de Mailer é linda e mesmo não escondendo sua admiração por Marilyn, prefere não esconder os seus defeitos; trazendo-nos a Marilyn Monroe humana e palpável, além da glamourosa mulher que atraia todas as câmeras e hipnotizava os telespectadores aos surgir em cena. Já a admirava, mas me tornei um admirador maior ainda, um fã dessa mulher talentosa, mas infelizmente, ferida. O que eu escrevi aqui foi muito, muito pouco; no livro há inúmeros detalhes. Recomendo-o totalmente!

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E é isso!

Por hoje é só pessoal e beijo do Mágico e volte sempre!