Norma Jean a.k.a Marilyn Monroe

Hey!

Antes de qualquer outra coisa, devo me desculpar pelo sumiço repentino. Fevereiro foi um mês maluco para mim e terrível em leituras – não terminei nenhum livro que comecei, com exceção do que farei resenha hoje -, mas como já estamos em março, tudo voltará ao normal. Here we go!

Da década de 1930 até a de 1960, confesso que tudo me fascina. A música, os filmes (Casablanca, Singin in the Rain, Top Hat, Juventude Transviada, O Mágico de Oz, Tempos Modernos, Dr. Fantástico, Psicose e etc, etc e mais etc. porque são muitos!) os carros, as vestes e é claro, as celebridades. Charles Chaplin, Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Elvis Presley, Humphrey Bogart, Judy Garland (aliás, sua filha, Liza Minelli, também é uma figura que me cativa!), Ella Fitzgerald, James Dean, Audrey Hepburn e é claro Marilyn Monroe. Sempre tive um fascínio pela sua imagem e seus filmes Quanto Mais Quente Melhor e Os Homens Preferem as Loiras sempre estiveram na minha listinha de clássicos favoritos, entretanto, pouco sabia sobre a vida dela e justamente por isso, resolvi comprar a sua biografia e é sobre este livro que falarei hoje!

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Marilyn Monroe nasceu Norma Jean em 1º de junho de 1926. É inegável que por trás de cada figura icônica e talentosa (principalmente antigamente) havia um histórico de tristeza, miséria, abandono e com Marilyn não foi diferente. Sua mãe trabalhava em uma produtora de filmes e passava a maior parte do tempo fora, às vezes, meses; foi criada pelos vizinhos da frente. Seu avô morreu em um hospital psiquiátrico e esse destino atingira mais tarde sua avó que após uma crise de fúria e de quase destruir a porta da frente da casa da família que criava Marilyn, foi internada e morreu pouco tempo depois. Há também uma história contada pela própria Marilyn – mas que é considerada um factoide para atrair os tabloides – de uma tentativa de sufocá-la quando criança.

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Marilyn ainda Norma Jean em um de seus primeiros trabalhos como modela fotográfica, ainda na metade dos anos 40.

Após alguns anos vivendo com esses vizinhos, sua mãe resolveu levá-la para morar com ela de vez. Comprara um apartamento grande e o dividiam com um casal. Entretanto, passou pouco tempo com a mãe, pois ela também teve um colapso e acabou internada em uma clínica psiquiátrica e lá foi Norma Jean, ainda criança, mandada para um orfanato. Dessa época não há muitos relatos, sempre fora tímida e passava praticamente despercebida; foi mandada há alguns lares adotivos, mas sempre por pouco tempo. Enfim, acabou casando-se com James Dougherty e se tornou uma dona de casa prestativa e dedicada, mas entediou-se; arrumou um emprego em uma fábrica e foi lá que foi reconhecida pela sua beleza pela primeira vez, graças a uma fotógrafa que procurava operárias com um je ne se qua. E esta foi a primeira mordida na maçã do estrelato, um pequena prova!

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Marilyn na icônica cena em que canta “Diamonds are a Girl’s Best Friend” no filme Os Homens Preferem as Loiras.

Depois disso fez inúmeros trabalhos fotográficos, até decidir que queria ser atriz (tentara entrar em uma escola de teatro uma vez, mas não foi aceita). Fez participações em alguns filmes e sempre chamou a atenção, mesmo nas cenas pequenas; também se divorciou de James. Foi nessa época em que pintou os cabelos de loiro e assumiu a identidade de Marilyn Monroe. Foram muitos filmes com críticas negativas, só que menos para sua atuação e o modo como atraia as câmeras para si. Seu primeiro sucesso, foi Os Homens Preferem as Loiras de 1953 e com ele ganhou o Globo de Ouro. Após isso sua carreira apenas cresceu. Casou-se com Joe Dimaggio em 1954 (que continuou sendo o seu melhor amigo e confidente até o fim de sua vida), divorciou-se no mesmo ano e após isso teve vários affairs (um, inclusive, com Frank Sinatra). Em 1956 casou-se com Arthur Miller e ficaram juntos até 1961.

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Marilyn no filme “Os Desajustados” de 1960

Marilyn teve vários filmes de sucesso entre eles o Quanto Mais Quente Melhor e O Pecado Mora ao Lado (aquele em que tem a famosa cena do vestido). Os problemas começaram de forma silenciosa; primeiro as insônias, os atrasos para as gravações, o vício em pílulas para dormir, começou a ter problemas de concentração e dar trabalho no set ao não recordar das falas. Após causar tantos problemas e dar prejuízo ao estúdio, acabou sendo demitida e o filme em que trabalhava, foi cancelado; após isso, ela teve um colapso e foi internada, ficou em uma clínica por duas semanas e saiu. Estava aparentemente revigorada, mais bela do que nunca. E nessa época, 1962, aceitou posar para a playboy. Pouco tempo depois disso, surpreendeu a todos ao ser encontrada morta em sua casa devido a uma overdose de barbitúricos. Encontraram-na nua em sua cama, com o telefone em mãos como sempre fazia ao sentir que ingerira remédios demais, só que dessa vez não houve uma resposta, nem ajuda.

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E em 1962, Marilyn Monroe morre e se torna uma das maiores lendas do cinema. Há inúmeras teorias sobre sua morte, inclusive a de assassinato; uns dizem que ela foi morta por causa de seu envolvimento com a família Kennedy, cuja qual ela nutria uma relação pessoal com a família (aliás, há uma filmagem dela cantando Happy Birthday para o presidente Kennedy). Enfim, ninguém sabe. O que sabemos é que uma mulher muito talentosa sucumbiu e foi sufocada pelos fantasmas do passado; tornou-se uma figura que será lembrada para sempre e que sempre conquista novos fãs (tipo eu) que são arrebatados pelo seu encanto e são hipnotizados pela sua aura de estrela.

“[…] Marilyn partiu. Escapou de nós por sobre o horizonte do último comprimido. Nenhuma força externa, nenhuma dor, se provou mais forte que seu poder de oprimir a si mesma. Se possivelmente foi estrangulada uma vez (PS: isso em relação ao possível estrangulamento por parte da avó), sufocada novamente pela vida no orfanato, reprimida pelo estúdio e engasgada com as fúrias do casamento, como reação manteve total controle sobre sua vida, o que talvez signifique dizer que escolheu estar no controle de sua morte e, lá fora, em algum lugar entre as atrações daquela eternidade que ouvira cantar em seus ouvidos na infância, salta para trocar a dor de uma alma entorpecida pela esperança de vida em outra. Diz adeus ao mundo que conquistou, mas não podia aproveitar. Nunca saberemos se foi assim que partiu. Poderia, do mesmo modo, ter tropeçado para além da última fronteira, choramingado no último canto de seu coração e não ter ouvido nenhuma voz conhecida em resposta. Ela veio até nós em toda a dúvida de sua mãe, e partiu em mistério.”

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A famosa cena do vestido pertencente ao filme “O Pecado Mora ao Lado”

O livro escrito por Norman Mailer foi publicado dez anos depois da morte de Monroe e é uma biografia incrível, a escrita de Mailer é linda e mesmo não escondendo sua admiração por Marilyn, prefere não esconder os seus defeitos; trazendo-nos a Marilyn Monroe humana e palpável, além da glamourosa mulher que atraia todas as câmeras e hipnotizava os telespectadores aos surgir em cena. Já a admirava, mas me tornei um admirador maior ainda, um fã dessa mulher talentosa, mas infelizmente, ferida. O que eu escrevi aqui foi muito, muito pouco; no livro há inúmeros detalhes. Recomendo-o totalmente!

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E é isso!

Por hoje é só pessoal e beijo do Mágico e volte sempre!

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

2 comentários em “Norma Jean a.k.a Marilyn Monroe”

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