“Você é um bruxo, Harry!”

Hey!

Bem, fiz algumas metas de leitura para o ano de 2014 e uma delas foi reler todos os livros da série Harry Potter e resenhá-los. Então, cumprindo a minha meta, estou aqui hoje para falar de Harry Potter e a Pedra Filosofal da britânica (e super conhecida) J. K. Rowling.

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Assim como uma boa parte dos fãs, entrei em contato com esse mundo mágico através dos filmes. Em meados de 2003, enquanto passeava pela locadora com o meu pai (nessa época eu tinha 8 anos), encontrei o VHS de Harry Potter e a Câmara Secreta; logo de cara a capa já me chamou a atenção e eu resolvi alugar. Foi amor a primeira vista, mesmo não sabendo – até aquele momento – que eu tinha alugado o 2º filme da série. Assisti três vezes seguidas no dia em que aluguei e mais duas no dia seguinte antes de devolver. Passei dias só pensando na história e brincando no quintal fingindo ser o Harry e levando bronca da minha mãe por destruir algumas plantas pra usar o caule como varinha. Pouco tempo depois, acabei assistindo o 1º e assim, seguindo a história de forma linear. Antes de começar a resenha, posso dizer que essa história me acompanhou durante grande parte da minha vida e nada era melhor do que a ansiedade pelo próximo filme. Agora, sobre os livros, eu também comecei a lê-los fora da ordem. Desde criança eu sempre lia uma coisa ou outra, mas o primeiro livro grande que eu li do começo ao fim foi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (até hoje eu tenho a minha edição super velhinha!). Anos mais tarde – em 2010 – comecei a ganhar os livros dos meus pais e finalmente li tudo na sua devida ordem. Pronto, esclarecido o meu relacionamento com a série, vamos a resenha:

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Harry Potter foi deixado na porta de seus tios quando bebê. Desde então foi obrigado a viver com Valter e Petunia Dursley e seu filho mimado, Duda. Os três são detestáveis, sendo assim, o jovem Harry cresceu desprezado, sendo obrigado a dormir em um armário sob a escada, a usar as roupas velhas de Duda – também é perseguido pelo primo e seus amiguinhos – e sendo sempre tratado como uma pedra no sapato da família. Desde pequeno, Harry conseguia realizar alguns feitos inexplicáveis (como aparecer no telhado da escola enquanto fugia do primo ou fazer o cabelo crescer após sua tia fazer um corte grotesco) que só faziam com que os Dursley ficassem mais hostis. Certo dia, ele recebe uma carta e isso faz Valter e Petunia enlouquecer; a carta é rasgada, mas outras continuam a chegar até o dia em que a casa é inundada por milhares e milhares de cartas – deixando Valter irritado ao ponto de fugir com a família para uma casinha velha no meio do nada. Porém, é impossível fugir! Na primeira noite, a porta da casa é derrubada e quem aparece é Rúbeo Hagrid, um homem enorme. E é assim, que Harry Potter descobre que é um bruxo e que irá frequentar a maior escola de bruxaria existente: Hogwarts. Lá, ele descobre que é famoso pelo fato de ser a única pessoa a ter sobrevivido ao Lorde das Trevas – Voldemort – além de o ter debilitado, salvando o mundo da magia do seu tiranismo.

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Bem, é muito difícil escrever sobre uma história da qual gostou muito. Harry Potter é mais do que uma história sobre uma aventura, J. K. Rowling tem o poder de nos absorver completamente para o mundo em que criou. Confesso que mesmo os momentos mais simples – os jantares no Grande Salão, as aulas, os deveres de casa – me divertiram e me fizeram imaginar como é estar naquele lugar, cercado por todas aquelas coisas incríveis, viver em um castelo antigo e etc. Com a sua escrita, ela criou personagens críveis. Quem não queria ser amigo de Harry, Rony e Hermione? Ou visitar Hagrid em sua cabana? Ou ter uma boa conversa com o sábio Alvo Dumbledore? Todo esse mundo da magia foi bem criado, tem uma estrutura que o deixa ainda mais palpável para o leitor. E não para por aí, mesmo com toda a magia, J. K. Rowling traz excelentes mensagens sobre amizade, família, amor, perseguir os seus ideais e que estar sozinho não é a resposta, todos nós precisamos de alguém. A personalidade de cada personagem também pode trazer grandes reflexões sobre as pessoas e suas diferenças. A autora traz outros assuntos bons para debates, mas que aparecem nos livros seguintes e como eu pretendo resenhar toda a série, hoje eu vou focar apenas no livro A Pedra Filosofal.

“Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte.”

Alvo Dumbledore

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O que eu mais gosto em Harry Potter é o fato de que há bom humor. J. K Rowling tem o poder de fazer o leitor gargalhar com tiradas engraçadíssimas – seja de Fred e Jorge, de Rony, Hagrid e até de Dumbledore; isso deixa a história ainda mais dinâmica. Além do humor, Rowling tem o poder de escrever cenas emocionantes de forma simples e sem forçar ou tornar muito dramático; são momentos de simplicidade, mas que fazem o leitor sentir a água nos olhos. Eu particularmente tenho um carinho especial pela cena de Harry diante do espelho de Ojesed, onde ele enxerga toda a sua família ao redor dele – o modo como isso é descrito é sem apelo e direto, tornando-o mais real e até mais cruel. Há outros momentos que me emocionaram, adoro a parte onde Harry percebe que ganhou presente de natal pela primeira vez na vida e a própria amizade entre Rony, Harry e Hermione é incrível e sincera (sério, quem não queria ser amigo deles?). A interação entre eles sempre traz bons momentos, sejam engraçados ou mais sérios. Também é legal ver como essa amizade vai se formando aos poucos; por exemplo, os garotos não vão muito com a cara de Hermione no início, já que ela é a sabichona e mandona, porém, após enfrentarem o trasgo eles se tornam bons amigos.

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.”

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Enfim, não importa quantos anos passem, eu sempre vou querer voltar para Hogwarts. Revisitar aquele mundo que ainda é a minha casa mesmo depois de tanto tempo. É a série de livros que eu sempre vou indicar, para todas as idades; pois é muito mais do que uma simples aventura, é um mundo que nos acolhe e nos ensina.

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Então é isso, pessoal. Em breve eu volto com a resenha de A Câmara Secreta.

Beijo do Mágico e Voltem Sempre!

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

2 comentários em ““Você é um bruxo, Harry!””

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