“Cuz there’s nothing else to do. Every me and every you”

Hey

O título desse post veio da música da banda Placebo chamada Every Me Every You que também inspirou o título do livro do qual eu vou falar hoje. Ano passado eu li o livro Every Day do David Levithan e me surpreendi muito. Recentemente pude ler mais um de seus livros e aos poucos, Levithan está entrando na minha lista de autores de young adult favoritos. Bem, vamos para a resenha:

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Evan está se sentindo solitário desde que perdeu a sua amiga, Ariel – não ficamos sabendo o que aconteceu com ela até o final do livro, tudo que percebemos é que, de alguma forma, ele se sente culpado por isso. Um dia, enquanto está voltando para casa, Evan encontra um envelope no chão e ao abrir, encontra uma estranha fotografia mostrando o exato lugar onde ele se encontra; achando estranho, mas considerando apenas uma coincidência bizarra, ele ignora – porém, guarda a foto mesmo assim. Tudo se torna assustador quando, no dia seguinte, ele encontra uma segunda foto no mesmo lugar, só que dessa vez, é uma foto dele olhando o envelope do dia anterior e é a partir daí que inúmeras outras fotografias começam a aparecer, sempre em lugares inusitados e com uma estranha ligação com sua amiga, Ariel. Enquanto tenta desvendar o mistério, mais alguém é envolvido na história; Jack, o ex-namorado de Ariel, por quem Evan nutre um sentimento ambíguo de “quase amizade” e “quase raiva” (ok, talvez raiva não seja a palavra certa, está um pouco mais para ciúmes).

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A história é contada em primeira pessoa sobre o ponto de vista de Evan e há várias frases ou até mesmo parágrafos inteiros riscados que servem para mostrar o que ele realmente pensa sobre algo, ou o que queria realmente dizer, ou até mesmo, curtos flashbacks de seus momentos com Ariel e é inclusive nesses curtos momentos em que podemos recolher pistas sobre o que realmente aconteceu com a garota.

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O livro é curto, apenas 242 páginas, porém consegue nos trazer um misto de emoções além da áurea de mistério que faz com que fique impossível largá-lo. Pode ser considerado também um “romance fotográfico”, pois não temos uma descrição da foto e sim a própria foto, tornando tudo ainda mais crível – palpável – para o leitor. Os capítulos são curtos e frenéticos então é difícil se entediar.

Esse é o segundo livro do Levithan que eu leio e posso dizer que gostei muito. Sua escrita é simples, mas bem colocada e desenvolvida, deliciosa de ser lida. Vez ou outra o drama me irritou um pouquinho, mas conforme os motivos vão sendo explicados, você passa a entender o porquê. Apesar do suspense e tudo o mais, o foco principal da história é falar sobre as escolhas e sobre escolher a certa, mesmo que isso acabe tendo consequências. O paralelo entre Evan e Jack também é muito interessante, pois temos duas visões sobre o mesmo assunto e cada um está lidando com ele de uma forma.

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Apesar de eu estar satisfeito com o final, eu esperava ver algo mais – não vou entrar em detalhe para não dar spoilers. Gostei quando entrou uma nova visão sobre o acontecido e fiquei satisfeito com a descoberta do que aconteceu com Ariel. Porém, repetindo, gostei muito do relacionamento entre o Evan e o Jack e sobre como cada pessoa tem uma visão particular sobre tudo. No final, às vezes, certas ou não, algumas decisões trazem consequências e sim, podemos nos sentir culpado, mas como o próprio Jack diz, não podemos deixar de viver por conta disto.

Enfim, tenho outros dois livros do Levithan aqui em casa e mal vejo a hora de lê-los.

É isso aí e por hoje é só, pessoal!

Beijos do Mágico e voltem sempre!

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

6 comentários em ““Cuz there’s nothing else to do. Every me and every you””

  1. Cada vez mais curiosa pra ler algo do David Levithan! E a culpa é tua!!! hauhahuh’*carteira chorando no canto do quarto*
    Pelas sinopses e resenhas que leio dos livros dele, parecem ser o tipo que vou gostar por se assemelhar aos livros da minha Rainbow Rowell no quesito originalidade. Adoro essa gente criativa, argh. ❤
    Ótima resenha, as usual, Bruh. *amei o gif do Sid ali*
    Bjs da gorda. ❤

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    1. HAUSUHASUHAUHA Bem, você também me deixa curioso para ler Veronica Roth xD
      Ah sim, esse quesito originalidade os dois se equiparam, o Levithan só é um pouquinho mais dramático do que a Rowell xD
      Obrigado Dressa, sua linda!
      Sid divando no blog…
      bjO’s da formiga ❤

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