“Mostrando ar sereno e são, o rosto esconde o falso coração” – Macbeth

Hey!

Bem, estou cada vez ampliando mais a minha experiência com Shakespeare e posso dizer que estou me apaixonando. Hoje vou falar da peça que se tornou a minha favorita até o momento (ainda não li Hamlet, então pode ser que perca esse posto): Macbeth – escrito em 1606 e mesmo assim, continua foda! (por falta de um palavreado melhor).

Imagem

Macbeth é o general do exército do rei, ao lado de Banquo e é reconhecido por sua lealdade que fica ainda mais em voga ao matar um traidor (“[…] Que, sem saudar e sem dizer adeus, descoseu do umbigo até a goela e fincou-lhe a cabeça nas ameias.“). Um dia andando ao lado de Banquo, os dois encontram três bruxas e estas profetizam três coisas para Macbeth – entre elas, de que um dia ele será rei (“Salve Macbeth, que um dia há de ser rei”). Quando duas das profecias se concretizam, Macbeth começa a considerar a promessa de reinado feita pelas três bruxas e ainda recebe o apoio de sua esposa, Lady Macbeth. É então, que eles resolvem aproveitar a deixa da visita do rei ao seu castelo, para matá-lo. Lady Macbeth embebeda os guardas enquanto Macbeth mata o rei. Os guardas são culpados pelo crime e antes de poderem se defender, são mortos e assim Macbeth se torna rei e inicia um banho de sangue além da imersão na loucura.

Imagem

“Muita vez, pra levar-nos para o mal, as armas do negror dizem verdades; ganham-nos com tolices, pra trair-nos em questões mais profundas” – Banquo

Meu primeiro contato com Shakespeare foi através de Romeu e Julieta (na verdade, graças à adaptação de 1965 que me fez ficar curioso para ler a peça – há uma resenha aqui no blog!) e apesar da peça não ser a minha favorita, foi o bastante para fazer com que eu me aventurasse na literatura shakespeariana. Enquanto R&J é um pouco mais lento, Macbeth tem um ritmo frenético e várias cenas repletas de tensão. A forma que o personagem se corrompe à medida que a ganância cresce, é incrível. A partir do momento que ele se entregou a isso, toda a fileira de dominós começou a desmoronar e ele começou a ficar paranoico – matando várias outras pessoas no percurso, temendo perder o posto que usurpou.

Imagem

Uma das coisas que eu mais gostei foram as consequências psicológicas (Macbeth vendo fantasmas e Lady Macbeth tentando limpar o sangue das mãos quando está sonâmbula) e toda a paranoia e os atos cometidos deixam a peça ainda melhor. Muitas pessoas culpam Lady Macbeth pelo assassinato, afirmando que ela foi a principal influência para que Macbeth cometesse o ato; entretanto, assim que as duas profecias se cumprem, ele já começa a ter pensamentos gananciosos e malignos em relação ao rei Duncan. Marido e esposa tem sua parcela de culpa, mas jogá-la toda sobre Lady é estupidez.

Talvez a única coisa que tenha me incomodado nessa peça seja o ato final, que eu achei o desenrolar um tanto apressado – talvez Shakespeare tivesse um prazo para terminá-la. Mesmo assim, Macbeth continua sendo uma peça excelente, repleta de reviravoltas e que me fez desejar estar no séc XVII só para assisti-la em primeira mão.

Imagem

Meu conselho para todos os amiguinhos é: Leia Shakespeare! xD

Então, isso é tudo pessoal.

Um Beijo do Mágico e volte sempre!

Imagem

Anúncios

Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

2 comentários em ““Mostrando ar sereno e são, o rosto esconde o falso coração” – Macbeth”

Comente e deixe o Mágico feliz!!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s