“It’s Coraline. Not Caroline!”

Hey!

Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas estou atolado de livros para ler e resolvi simplesmente ‘get crazy’ e tentar ler quatro ao mesmo tempo. Isso fez com que eu não terminasse nenhum. Resolvi deixar essa loucura de lado e pegar um por um e terminá-los logo de uma vez. Enfim, esse sou eu falando demais. Um dos livros que eu terminei recentemente, me agradou demais. Eu já era apaixonado pela animação e no ano passado, descobri que existia o livro; tratei de comprá-lo, mas só o li agora. Estou falando do excelente Coraline escrito pelo incrível Neil Gaiman (eu sei, adjetivos demais, mas não consigo evitar, o cara é realmente muito bom!).

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Essa minha edição do livro é a britânica e pode ser facilmente encontrada no Book Depository. Aqui no Brasil o livro foi publicado pela Rocco!

Coraline (e não CAroline) acabou de se mudar para uma casa antiga e enorme que foi dividida e transformada em vários flats. O lugar é velho e fica em uma cidadezinha onde o céu estava sempre cinzento. Seus pais trabalham em casa – fazendo sabe-se lá o quê – e apesar de estarem com ela a maior parte do tempo, não dão atenção suficiente para a menina. Isso faz com que Coraline tenha que, sozinha, arrumar meios de passar o tempo enquanto as aulas não começam. Acaba dividindo os seus dias entre explorar as redondezas, sua própria casa e visitar suas duas vizinhas, Miss Spinky e Miss Forcible, duas atrizes aposentadas que criam vários cachorros; além de conversar uma vez ou outra com seu vizinho esquisito que diz treinar ratos para montar um circo (o que ela não acredita muito). Um dia ela descobre uma porta em uma sala usada apenas para guardar os móveis que sua avó deixou de herança após morrer, quando consegue a chave com a mãe descobre que além da porta há apenas uma parede de tijolos… pelo menos é o que parece inicialmente. Em uma noite, após seguir um barulho estranho que ressoa pela casa, Coraline acaba novamente diante da porta misteriosa e quando a abre, encontra um corredor escuro; guiada pela curiosidade, ela resolve entrar e acaba chegando em uma casa muito parecida com a sua e é lá que ela conhece a sua outra mãe, uma mulher muito parecida com a sua mãe, só que com dedos longos e finos e olhos de botão.

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‘What’s your name?’ Coraline asked the cat. ‘Look, I’m Coraline. Okay?’
‘Cats don’t have names,’ it said.
‘No?’ said Coraline.
‘No,’  said the cat. ‘Now you people have names. That’s because you don’t know who you are. We know who we are, so we don’t need names.’

 

[tradução livre]: ‘Qual o seu nome?’ Coraline perguntou ao gato. ‘Veja, eu sou a Coraline. Okay?’

‘Gatos não tem nome,’ disse.

‘Não?’

‘Não,’ disse o gato. ‘Agora o seu povo tem nome. Isso porque eles não sabem quem são. Nós sabemos quem somos, então não precisamos de nomes’

Coraline não é o primeiro livro do Neil Gaiman que leio, ano passado tive uma experiência incrível ao ler O Oceano no Fim do Caminho. Aliás, Gaiman é um autor do qual eu desejo me aprofundar cada vez mais em sua obra (quero muito ler O Livro do Cemitério, Deuses Americanos e a HQ Sandman, além de seus outros trabalhos).

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Um momento para homenagear o gato, que é o meu personagem favorito do livro além de o mais sarcástico e rei das “patadas”

Como eu assisti o filme primeiro, fiquei surpreso ao notar que o livro é bem mais sombrio e obscuro em relação ao filme (e o filme tem um personagem que não existe no livro) – mesmo assim ambos são ótimos. A história é bem fluida e a escrita do Neil Gaiman é incrível, além de seu talento para nos colocar lá no meio da história. E em vários momentos consegui me ver quando criança através da Coraline. E o mais legal, apesar do público alvo ser o juvenil, Gaiman não subestima o leitor em momento algum, isso faz com que a história sirva para todas as idades.

“There are those who have suggested that the tendency of a cat to play with it’s prey is a merciful one – after all, it permits the occasional funny little running snack to escape, from time to time. How often does your dinner get to scape?”

 

[tradução livre]: “Há aqueles que sugerem que a tendência de os gatos brincarem com suas presas é um ato misericordioso – permite que o “lanche” escape. Quantas chances o seu jantar tem de escapar?”

Gosto de como a “outra mãe” usa a carência que as crianças sentem pela falta de atenção por parte dos pais para atraí-los, construindo um mundo “perfeito”, onde a criança pode ter todo o amor que desejar – e é usando essa tática covarde que ela consegue suas presas. Enfim, o livro traz uma ótima história de aventura, terror e mistério, além de várias lições para todos.

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‘Small world’, said Coraline

‘It’s big enough for her,’ said the cat. ‘Spiders’ webs only have to be large enough to catch flies’

 

[tradução livre]: ‘Mundo pequeno’, disse Coraline.

‘É grande o bastante para ela’ disse o gato. ‘Teias de aranha são apenas grandes o suficiente para pegar as moscas’

Então, fica aí a minha recomendação de um livro muito bom, creepy e delicioso de ser lido!

Por hoje é só pessoal.

Um beijo do Mágico e voltem sempre!

:*

#fui

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

6 comentários em ““It’s Coraline. Not Caroline!””

  1. Eu comecei a ver o filme e achei bem sombrio para ser um filme juvenil, mas depois que fiquei sabendo que tinha livro fiquei com vontade de ler pra depois concluir o filme. Já ouvir falar mto do Gaiman mas nunca li nada dele, espero poder ler em breve. Adorei a resenha!

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    1. O filme tem um clima bem sombrio mesmo, me lembra O Estranho Mundo de Jack do Tim Burton (meu favorito!)… O Gaiman é um excelente autor e tem uma criatividade sem limites, como disse no post, indico O Oceano no Fim do Caminho que é um excelente livro!
      Obrigado ^^

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  2. Olha só o livro que alguém me deu xD hauehueauea’
    Já assisti ao filme há alguns anos atrás e gostei bastante, soube das diferenças, mas acredito que ainda assim vou gostar dos dois. *-*
    Adorei a resenha, Bruh. Lerei na maratona pra gente fuxicar sobre. ❤
    Bjs da Gorda. ;*

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