“I am in misery. There ain’t nobody who can comfort me (oh yeah)”

Hey!

Desde que eu comprei esse livro, a música Misery do Maroon 5 fica tocando na minha cabeça freneticamente e não é que, de certa forma, o clipe da música combina com o livro?

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Enfim, Stephen King é o meu autor favorito desde que eu li pela primeira vez Carrie, A Estranha e O Iluminado. A forma que ele escreve é única e nos faz entrar na cabeça dos personagens. Foi lendo-o também, que eu descobri que queria realmente ser escritor e assim, mudou o meu foco da vida. Desde então, li outros livros dele como O Cemitério Sob a Redoma, além do primeiro livro da série A Torre Negra (cuja qual pretendo resenhar aqui apenas quando terminar todos os sete livros) e pretendo ler mais e mais (assim que o dinheiro permitir, já que os livros do King não são os mais baratos). Na quarta-feira dessa semana (02/07) comecei uma maratona de leitura com a minha amiga Andressa e nada melhor do que começar por um livro do grande mestre. Hoje vou falar do INCRÍVEL Misery.

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Paul Sheldon é um autor de sucesso, e com uma legião de fãs graças a sua série de livros que traz sua personagem mais amada: Misery; a história é repleta de romances, aventuras e desventuras durante a era vitoriana em uma Londres do século XIX. Entretanto, Paul não está contente com o fato de ser marcado apenas por estes livros – tendo os seus outros trabalhos ignorados, assim, ele decide matar sua personagem mais marcante e encerrar a história; dedicando-se à outra intitulada Carros Velozes.

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Cena da adaptação de 1990 estrelada por James Caan e Kathy Bates (a atriz ganhou um oscar, um globo de ouro e um CFCA Award pelo papel)

O seu destino muda completamente, quando um dia, ele sofre um acidente de carro. Paul acorda no quarto de uma casa, com as duas pernas quebradas e muita dor. Ao seu lado, cuidando dele, está Annie Wilkes que continua murmurando que é sua fã número um. Annie é uma mulher corpulenta que vive sozinha em sua fazenda – o vizinho mais próximo fica à quilômetros de distância. Annie também tem um problema, ela é mentalmente instável e fica ainda mais perturbada ao descobrir que sua heroína – Misery – foi morta. E é assim, nas mãos de uma mulher descontrolada, instável e sádica, que Paul Sheldon precisa ressuscitar a personagem e escrever um romance inteiro para Annie… se quiser sobreviver.

Paul percebera que o temperamento de Annie era como a primavera no Meio-Oeste. Ela era uma mulher cheia de tornados em potencial, e se ele fosse um fazendeiro observando um céu parecido com o rosto de Annie, teria ido imediatamente reunir a família no porão para protegê-la da tempestade.

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Então houve um som. Não se repetiu, mas era um som bem distinto. Um tapa. E forte pra cacete. E já que ele estava ali, atrás de uma porta trancada e Annie estava do outro lado, não era preciso ser Sherlock Holmes para compreender que ela se estapeara. A julgar pelo som, um tapa muito bem dado. Ele se lembrou dela puxando o lábio, enfiando as unhas curtas na carne sensível e rosada.

[…] Paul se lembrou de um fato sobre doenças mentais […]: Quando uma personalidade maníaco-depressiva começa a entrar em um período de depressão profunda, um sintoma que pode surgir são atos de autopunição: tapas, socos, beliscões, queimaduras com cigarro etc.

Subitamente Paul teve bastante medo.

Um dos principais talentos do King é saber desenvolver o lado psicológico dos personagens de uma forma única. Esqueça os fantasmas e monstros no armário, nesse livro temos algo mais apavorante. Já se imaginou à mercê de uma pessoa insana? Annie foi, de longe, a personagem mais assustadora com a qual já tive contato. Nunca sabemos o que ela será capaz de fazer e nunca podemos adivinhar suas reações. Às vezes temos uma reação explosiva a algo simples e às vezes, uma reação calma há algo que, tecnicamente, deveria irritá-la. Paul também nota que ela tem um estoque muito grande de medicamentos, além de certa habilidade para cuidar de seus ferimentos. Ao longo do livro ele sente na pele o terror de estar nas mãos de sua fã número um e o leitor acaba sofrendo junto, passando pelas torturas físicas e psicológicas (que são assustadoras, sério!)

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Agora, há outro atrativo nesse livro que é para todos aqueles que tem interesse pela arte da escrita (querendo ser escritor ou não). Enquanto Paul escreve, temos acesso à várias reflexões sobre a arte da escrita, sobre o que é ser um escritor e as vantagens e desvantagens de se ter uma imaginação fértil.

[…] escritores se lembram de tudo, […]. Especialmente o que dói. Tire toda a roupa de um escritor, aponte para as cicatrizes e ele vai contar a história de todas, até as menores. As maiores rendem romances, não amnésia. É bom ter algum talento se você quer ser escritor, mas o único requerimento real é a habilidade de lembrar da história de cada cicatriz. Arte é a persistência da memória.

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É difícil ser imparcial quando eu falo do King, até porque estou falando sobre o meu autor favorito. Sempre que puder vou indicar os seus livros. Sua escrita é hipnótica e ele sabe criar um clímax como ninguém. Fica aí a dica para todos. Uma curiosidade interessante sobre o King é que ele faz referências as suas outras obras. Nesse temos uma referência sobre O Iluminado: “Era um hotel velho e famosos chamado Overlook. Queimou tem mais de dez anos. O zelador queimou tudo. Ele era louco”.

Então é isso pessoal!

Um beijo do Mágico e voltem sempre!

#fui

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

4 comentários em ““I am in misery. There ain’t nobody who can comfort me (oh yeah)””

  1. Stephen King é um escritor maravilhoso mesmo! Só li uma obra dele – O Iluminado – e gostei bastante, mas tenho curiosidade pra ler outros por tua causa. haha.
    E adorei os trechos desse livro e toda a premissa. Sinto que vai ser um que vou adorar também.
    Adorei a resenha, Bruh! Já entrou pra minha lista. Agora bora’ voltar pra maratona. Hahaha.
    Ps. Adoro ver meu nome nas resenhas. Me sinto tão amada.
    Ps2. Gif da Emma s2 s2 s2

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