A ostentação da Era do Jazz…

Hey!

Continuando minha maratona (e postando as resenhas atrasado por causa da minha internet)…

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No começo desse ano resolvi prometer a mim mesmo que a principal meta em relação à leitura seria ler mais clássicos (principalmente os que estão parados na minha estante há um tempo). Por enquanto, em relação aos clássicos, li O Senhor das Moscas, Macbeth e Morte e Vida Severina. Um clássico que me chamou a atenção por causa do filme (cof…cof… por causa do Dicaprio… cof… cof… sou tiete dele… cof… cof…) foi O Grande Gatsby, porém, antes de assistir ao filme peguei o livro que estava parado na minha estante desde o ano passado e é dele que eu vou falar hoje; escrito pelo autor que melhor conseguiu captar o clima da Era do Jazz: F. Scott Fitzgerald.

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O ano é 1920 e em plena Era do Jazz.

Nick Carraway (que é o narrador da história) retornou da guerra recentemente e está ainda decidindo o que fazer da vida, por enquanto arrumou um emprego temporário e apesar de ter se mudado para um lugar repleto de mansões, sua casa é pequena e irrisória e comparada com aquelas colossais ao seu redor, apenas aparenta ser menor e mais desajeitada. A mansão que fica diante de sua casa estava sempre bem iluminada, brilhante, repleta de música e pessoas e todos conhecem as lendárias festas do Sr. Gatsby – apesar de Nick nunca tê-lo conhecido de fato.

Certo dia, um carro vai até a sua porta e Nick recebe um convite oficial de Jay Gatsby, convidando-o para uma de suas festas. Lá, ele tem oportunidade de conhecer o lendário homem por trás das festanças. Os dois começam a se aproximar cada vez mais, até que Nick descobre o real motivo por causa disso: há alguns anos, Gatsby fora apaixonado pela prima de Nick, Nancy; porém acabaram se separando, ela casou e teve filhos, enquanto ele nunca a esqueceu. Então fica a cargo do altruísta Sr. Carraway, aproximar os dois.

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Então, no começo eu não sabia exatamente para onde a história estava me direcionando. Apesar de estar no título, Gatsby não aparece logo de cara. Apenas ouvimos menções à ele o tempo todo, além das fofocas e rumores à respeito de sua índole e de como conseguiu sua fortuna. Conhecemos Nancy e seu marido logo no início e já sabemos que o casamento não está indo muito bem e que Tom – marido de Nancy – tem uma amante (uma mulher que se casou com um mecânico, mas não suporta a vida simples que leva; tendo com John a oportunidade de viver uma vida de luxo durante seus encontros).

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Nick Carraway interpretado por Tobey Maguire e Jay Gatsby interpretado por Leonardo Dicaprio

O Grande Gatsby é uma história sobre amor, adultério, ostentação (depois daquele funk ostentação, eu sinto um leve incômodo ao usar a palavra) e consequências – muuuuitas consequências. Há alguns momentos em que a história fica um pouco mais lenta, mas o livro não perde o brilho por isso. Os personagens são incríveis e bem desenvolvidos. Gatsby é um personagem cercado por mistérios, pois também não sabemos sobre como conseguiu sua fortuna ou com o quê trabalha – fazendo com que o leitor também fique à mercê de rumores. A amizade de Gatsby e Nick começa com esse interesse por parte de Gatsby de se aproximar de Nancy. Porém, acaba se desenvolvendo e os dois criam uma amizade muito bonita.

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Nancy Buchanan interpretada por Carey Mulligan

Devo comentar que Nancy e Gatsby são bem legais juntos e a cena do primeiro encontro deles e todo o nervosismo que ele demonstra é uma graça. De início parece um clichê o romance dos dois, porém me surpreendeu a forma que Fitzgerald desenvolve a história e tem um final surpreendente do qual eu não esperaria NUNCA!.

Enfim, O Grande Gatsby é um clássico e vale a pena ser lido.

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Logo mais eu volto com a resenha de Doze Anos de Escravidão.

Por hoje é só pessoal.

Um beijo do mágico e voltem sempre!

#fui

aaaaa

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

2 comentários em “A ostentação da Era do Jazz…”

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