“If a body meet a body comin thro’ the rye…”

Hey!

Mais uma vez peço desculpas pelo sumiço repentino. Hoje eu vou falar de um grande clássico da literatura americana (inclusive leitura obrigatória nas escolas por lá). Já mencionei em um outro post que pretendia ler mais clássicos esse ano e então, resolvi incluir de última hora mais um livro na minha lista (a promoção estava irresistível). Assim, hoje vou falar do livro O Apanhador no Campo de Centeio de J. D. Salinger.

O título do post é um trecho da canção infantil “Comin’ Thro’ The Rye” (só clicar para ouvi-la na voz da linda Ava Gardner) que inspirou o título do livro.

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O livro acompanha a história de Holden Caulfield um garoto de dezessete anos que acabou de ser expulso de mais um colégio. Decidido a não esperar até os seus pais receberem as notícias e irem buscá-lo; Holden faz as malas e decide passar o fim de semana sozinho, até a poeira abaixar – pois sabe que seus pais ficarão furiosos e decepcionados.

Bem, Holden é um garoto revoltado com o mundo e a primeira impressão que temos é que se trata apenas de um moleque que só sabe reclamar da vida – por isso é necessário uma leitura cuidadosa. O que temos na verdade é um garoto que provavelmente está entrando em depressão e está tendo um colapso nervoso.

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Bem como qualquer pessoa depressiva, ele tem a tendência a afastar os outros (e isso acontece com nós leitores também). Entretanto, fica claro em várias atitudes dele ao logo da história, que ele quer companhia – ele não quer ficar sozinho. Isso se mostra em vários convites que ele faz à pessoas aleatórias no bar, ao taxista, a prostituta ou ao ligar tarde da noite para alguns colegas de escola. A medida que vão recusando, Holden vai ficando mais irritado e deprimido. Ele expressa uma enorme decepção com o mundo a sua volta, a única coisa boa que ele enxerga nisso tudo são as crianças e a pureza que elas representam; notamos esse apego com os pequenos pela forma que ele fala sobre a irmã.

Então, à medida que caminhamos ao lado dele pela cidade de Nova York em meio as prostitutas e os cafetões, os bares repletos de pessoas embriagadas e um ou outro conhecido que cruza o seu caminho, vamos tendo mais detalhes sobre a vida dele e coisas que podem ser a raiz de todo o problema.

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[SPOILER]

Como o fato de seu irmão ter morrido durante a infância dele ou quando presenciou um colega de escola se jogar da janela. E há aqueles que defendem que Holden pode ter sido abusado na infância, devido a reação dele quando o seu antigo professor faz uma carícia em sua cabeça (eu tenho minhas suspeitas quanto a isso, mas não tenho certeza). Há também a metáfora do Apanhador no Campo de Centeio, que Holden interpreta da seguinte forma: ele enxerga um campo de centeio repleto de crianças brincando e ao lado, um abismo; ele seria o apanhador porque ficaria perto do abismo, impedindo que as crianças caíssem. Bem, é óbvio que seria o modo dele de impedir a morte do irmãozinho, não é? Livro lindo!

[/SPOILER]

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O livro traz uma história incrível e repleta de metáforas, escrita de uma forma bem jovial – já que é narrada por um adolescente. É lindo e a última cena me deixou com os olhos marejados. Então, é um livro que eu recomendo muuuito para todos!

Se já leu ou pretende ler, compartilhe sua opinião aí nos comentários!

Um beijo do mágico e volte sempre!

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Publicado por

Bruno M. Foster

Leitor assíduo. Pianista em formação. Aspirante a escritor. Compositor. Apaixonado pelas artes. Fã incondicional de Damien Rice, Amy Lee, Fiona Apple, Lana Del Rey, Gerard Way e Regina Spektor. Idolatra Edgar Allan Poe, George R. R. Martin, Stephen King, William Shakespeare, Arthur Rimbauld, J.K Rowling, Charles Dickens, Jonathan Safran Foer, Álvares de Azevedo, Clarice Lispector, Ernesto Sabato, George Orwell e etc... Comum. Um tanto tímido, mas tentando quebrar alguns muros. Está sempre procurando inspiração nos mais improváveis lugares, desde alguém interessante na rua à uma árvore que parece solitária em uma praça. Superando o negativismo. Aprendendo a não se concentrar no lado ruim do ser humano e passar a observar as coisas boas. Cinéfilo iniciante. Sonha em ser escritor, cantor e dividir os mundos existentes em sua cabeça com as pessoas. Usa o blog para tentar encontrar pessoas com os gostos parecidos ao dele.

2 comentários em ““If a body meet a body comin thro’ the rye…””

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