“Que dia excelente para um exorcismo!”

Hey!

Cá estou eu novamente com uma nova resenha e dessa vez de um livro que eu devorei na velocidade da luz. Não devoro um livro com tanta rapidez desde que li O Senhor das Moscas em julho. Fui pego desde o primeiro capítulo e quando me dei conta já tinha lido mais da metade sem ver a hora passar. Além disso, esse livro gerou um dos filmes que mais me causou pesadelos quando eu era criança. Enfim, estou falando do INCRÍVEL O Exorcista de William Peter Blatty (aliás, o autor de O Senhor das Moscas também se chama William xD).

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Chris MacNeil é uma famosa atriz de cinema que alugou uma casa em Georgetown, Washington DC, para ficar mais próxima do local de filmagem de seu mais novo filme. Vive na casa com dois empregados – Willy e Karl -, sua secretária Sharon e sua única filha, Regan, de apenas onze anos. Apesar de estar ocupada com o trabalho, seu relacionamento com a filha é muito bom; a garota possui uma personalidade doce e serena (uma das características da menina era o fato de deixar uma flor sobre o prato da mãe todas as manhãs).

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As coisas começam a ocorrer ao poucos. No começo, Chris começa a ouvir batidas que parecem vir do quarto de sua filha, além da mobília que parece se deslocar do lugar. Vez ou outra, a garota se queixa de que sua cama treme. Tudo começa a mudar de forma mais drástica, quando Chris descobre sua filha no porão usando um tabuleiro ouija para conversar com um amigo imaginário chamado Capitão Howdy. A personalidade da garota começa a mudar. Antes serena, Regan se torna irritadiça, começa a falar palavrões e conversar cada vez mais com o seu amigo imaginário.

Chris explicou […] ela notara uma mudança repentina e drástica no comportamento e no humor da filha. Insônia. Irritabilidade. Acessos de raiva. Regan chutava objetos. Jogava coisas. Gritava. Recusava-se a comer. Além disso, sua força parecia anormal. Estava sempre em movimento, pegando e virando objetos, tamborilando, correndo e saltando. […] Regan “perdia” coisas no quarto: um vestido, a escova de dente, livros, sapatos. Reclamava que “alguém estava arrastando os móveis”. Pág. 53

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Chris resolve procurar um psicólogo para tratar de sua filha. Eles lhe receitam remédios e fazem inúmeros exames, mas a garota continua piorando – como no dia em que sua mãe dá uma festa e a garota aparece na sala, urinando no tapete e dizendo a um dos convidados que ele vai morrer.

Chris se virou. E se assustou ao ver Regan, de camisola, urinando no tapete enquanto, olhando fixamente para o astronauta, dizia com os olhos fixos e a voz sem vida:

– Você vai morrer lá em cima.” Pág 79

E, bem, a partir daí a garota só piora!

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Sinto que é sempre mais fácil falar de um livro que não gostei do que de um que eu gostei. Comprei O Exorcista no ano passado e ele ficou perdido na prateleira, só esperando o momento de ter uma chance. Foi então que aproveitando que nesse mês se comemora do halloween, decidi pegá-lo para ler e foi a melhor surpresa da minha vida. Não se trata apenas de uma boa história de terror, mas de um livro muito bem escrito e com personagens muito bem desenvolvidos.

O modo como ele conta desde os primeiros sintomas até o momento que Regan é completamente devorada por essa nova entidade, é feita aos poucos. Fazendo com que a gente se sinta como alguém próximo da garota, alguém que conheceu ela sendo uma menina doce e de repente se deparou com uma mudança abrupta no comportamento.

Um dos primeiros momentos em que entramos em contato com essa “entidade” ou “demônio” dentro de Regan é durante uma sessão de hipnose, quando o psiquiatra pede para que a menina o deixe conversar com o que ela acredita estar dentro dela:

[…] Silêncio. Então, algo curioso aconteceu. O hálito de Regan tornou-se fétido, de repente. E denso. O psiquiatra conseguiu sentir o odor a meio metro. Virou a lanterna para o rosto de Regan e, chocada e com os olhos arregalados, Chris cobriu a boca com a mão para abafar um grito, ao observar o rosto de Regan se contorcer numa máscara de ira, os lábios repuxados em direções opostas, e a língua túmida serpenteando para fora da boca.

[…]

– Quando eu fizer perguntas a partir de agora, você responderá mexendo a cabeça […]

– Você é alguém que Regan conheceu? — Não.

– É alguém que ela inventou? — Não.

[…]

– Faz parte da Regan? — Não.

– Você gosta dela? — Não.

– Você a odeia? — Sim.

– Por algo que ela fez? — Sim.

– Você é a culpa pelo divórcio dos pais? — Não.

– Tem algo a ver com os pais dela? — Não.

– Com um amigo? — Não.

– Mas você a odeia. — Sim.

– Deseja feri-la? — Sim.

– Matá-la? — Sim.

– Se ela morresse, você também morreria? — Não.” Pág. 124

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A coisa mais legal do livro é que o autor deixa no ar se realmente se trata de um demônio ou se é apenas uma menina com graves transtornos mentais. Em um momento ele coloca algo que nos faz acreditar ser uma possessão, mas em seguida, traz um outro detalhe que nos deixa em dúvida. E isso acontece por toda a história. Então, fica a critério do leitor! E isso é muito legal. Além disso temos histórias com outros personagens, como por exemplo, o Padre Karras, o detetive Kinderman e até o empregado da casa, Karl. Todas de certa forma interligadas com a Regan. Isso torna a narrativa mais dinâmica.

O grito ameaçador, as palavras, vinham de Regan, com a voz rouca, gutural e cheia de veneno, e de repente sua expressão e seus traços se transformaram, de modo aterrorizante, nos da personalidade demoníaca que havia aparecido ao longo da hipnose, e Chris observou, assustada, os dois rostos e vozes se intercalando rapidamente:

– Não!

– Você vai me obedecer!

– Não! Por favor, não!

– Você vai, sua putinha, ou vou matá-la!

E Regan retorna, com olhos arregalados e o medo estampado no rosto, como se um fim terrível se aproximasse, gritando com a boca aberta até a personalidade demoníaca possuí-la, preenchê-la mais uma vez, tomando o quarto com um odor fétido, com um frio gélido que parecia vir das paredes; então as batidas cessam e o grito aterrorizado e estridente de Regan se funde a uma risada gutural de triunfo malevolente, enquanto ela enfia o crucifixo em sua vagina, várias vezes seguidas, masturbando-se de modo feroz, urrando com a voz profunda, rouca, ensurdecedora.

– Agora você é minha, sua vagabunda, sua puta nojenta. Isso, deixe Jesus foder você, foder você, foder você!”  Pág. 186

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É uma leitura hipnótica e eu pelo menos, não consegui largar até terminar. O clima é horripilante e o William foi um mestre nos momentos de tensão. Super recomendo o livro! E o filme também! Ambos incríveis! (uau, quanta exclamação! xD).

Espero que tenham gostado da resenha.

Por hoje é só, pessoal!

Um beijo do mágico e voltem sempre!

gfhfghfghfgh

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“Greetings to you the lucky finder of this Golden Ticket, from Mr. Willy Wonka!”

Hey!

Eu sei que faz um tempo que eu não apareço. Bem, tem uma resenha que rendeu uma discussão sobre um certo assunto e eu ainda não sei se vou postá-la – mas só para vocês não pensarem que eu abandonei o blog, passei semanas reescrevendo e vendo se ficaria boa o bastante. Enfim… Nesse meio tempo tive o prazer de ler um livro adorável que se transformou em um dos filmes mais queridos da minha infância. Estou falando do Charlie and the Chocolate Factory ou como todos conhecem: A Fantástica Fábrica de Chocolate, livro escrito por Road Dahl

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Ignorem essa barra preta na foto – o instagram resolveu fazer isso com todas as minhas fotos ¬¬

A história é bem conhecida, mas aqui vai um resumo para aqueles que não conhecem:

O livro acompanha a história de Charlie um garotinho que mora com os seus pais e os quatro avós (que passaram os últimos vinte anos na cama). A casa onde moram é pequena e pouco cômoda, a única cama fica para os quatro idosos e Charlie e seus pais dormem em um colchão no chão. Além do conforto, a comida é outro problema. Sua mãe precisa ficar em casa para cuidar dos mais velhos e o seu pai trabalha em uma fábrica de pasta de dente, porém o seu salário mal dá para sustentar a família. Uma das poucas felicidades de Charlie Bucket é o fato de que todo ano em seu aniversário, ele ganha uma barra de chocolate Wonka de presente (e a mantém guardada em uma caixa; permitindo-se apenas uma pequena mordida todos os dias para durar mais.)

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A fábrica de chocolates Wonka fica na mesma cidade em que ele mora. Há mais de dez anos ninguém vê o proprietário Willy Wonka. Os portões estão sempre fechados e não há vestígios de funcionários entrando ou saindo. Tudo que as pessoas sabem é que todos os dias um caminhão dos correios busca o carregamento de chocolates e o distribui.

Porém algo incrível está prestes à acontecer: após anos confinado em sua fábrica, Willy Wonka resolveu surpreender escondendo cinco cupons dourados dentro de barras aleatórias de chocolate e as crianças que encontrá-las poderão visitar a fábrica tendo o próprio Wonka como guia, além de um estoque vitalício dos produtos Wonka e mais uma surpresa especial que não foi revelada.

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Que livro delicioso!

Charlie and the Chocolate Factory é um livro que apesar de infantil traz excelentes mensagens para todos os que leem, além de servir de tapa na cara de algumas pais que permitem que os filhos adquiram maus costumes. Com exceção de Charlie, cada uma das outras crianças possuem um defeito que surgiu pela forma com que foram educadas por seus pais. Veruca Salt é mimada, Mike Teevee é viciado em televisão (principalmente programas violentos, que fazem com que ele saia por aí com várias pistolas de brinquedo), Violet Beauregard que não aceita ordens além de ser viciada em goma de mascar e Augustus Gloop que é extremamente guloso.

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Por causa de seus problemas comportamentais cada uma dessas crianças se mete em confusão que resulta cenas engraçadíssimas, mas repletas de aprendizado. Além das músicas incríveis cantada pelos Oompa-Loompas cada vez que algo acontece com uma delas.

A fábrica em si é rica em detalhes e a imaginação de Road Dahl é incrível, os cenários que ele cria, os doces super estranhos (como os square candies that look round, ou o chiclete refeição, o quebra-queixo que dura eternamente e muda de cor, o doce que faz crescer cabelo, ou o que faz a pessoa flutuar e etc.) e o próprio Willy Wonka que entrou para a minha lista de personagens favoritos da vida. O sarcasmo dele é incrível e até estranho tendo em vista que se trata de um livro infantil. A personalidade excêntrica dele me garantiu ótimas risadas. E palmas para a adaptação do Tim Burton que ficou bem fiel ao livro (com exceção daquela história sobre o pai do Wonka que ele acrescentou) e ao Johnny Depp que capturou com maestria a personalidade de Willy.

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Fica aí a indicação de um livro infantil acima da média, uma leitura deliciosa e que nos deixa com a imaginação ainda mais aflorada. Afinal, que não gostaria de visitar a incrível fábrica de chocolate de Willy Wonka e conhecer os Oompa-Loompas e todas as maravilhas que existem lá dentro? Eu adoraria!

Também estou curioso para ler outros livros do Road Dahl. Para vocês terem uma ideia, foram dos livros dele que surgiram os filmes Matilda, A Convenção das Bruxas, James e o Pêssego Gigante e O Fantástico Sr. Raposo.

Por hoje é só pessoal!

Um beijo do mágico e voltem sempre!

:*

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#Artista da Semana: Amanda Jenssen

Hey!

Bem, primeiro quero explicar que o artista da semana ficou um pouco sumido porque eu estava sem ideias de quais artistas indicar (escuto tanta coisa e mesmo assim… xD). Porém, recentemente tive a oportunidade de conhecer uma cantora sueca que roubou o meu coração! Estou falando da excelente Amanda Jenssen.

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Amanda Jenssen nasceu na Suécia em setembro de 1988 e ficou conhecida em seu país após participar do Idols, apesar de não ter ganho, conquistou vários fãs e acabou gravando o seu primeiro álbum: Killing My Darlings. Hoje ela já está no seu terceiro álbum.

Aqui vai a lista de músicas que eu super indico:

  1. Happyland
  2. The Carnival
  3. Christmas Fool
  4. Ghost
  5. Illusionist
  6. Autopilot
  7. Volcano Swing
  8. Dry My Soul
  9. Thunderful Jolene
  10. Charlie
  11. Save Me For a Day
  12. Our Time

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Obviamente, faltaram várias outras músicas. Aliás, indico os álbuns Happyland e Hymns For The Haunted inteiros! O estilo musical da bela moça mescla inúmeros estilos que vai desde aquelas influências do rock clássico e passa pelo jazz e o soul. E além disso, Amanda tem uma voz incrível. Confesso que me apaixonei instantaneamente!

Então fica a super mega blaster dica!

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Por hoje é só, pessoal!

Um beijo do Mágico e voltem sempre!

:*