O Diário de Anne Frank, A Juventude em Tempos de Guerra e o Holocausto…

Hey!

Vocês viram que estou tentando postar com mais frequência por aqui, não é? Essa foi uma das metas que fiz para o blog esse ano e espero conseguir cumprir. Bem, sempre gostei de estudar história e um dos assuntos que sempre me chamou atenção foi a Segunda Guerra Mundial, esse interesse surgiu quando, aos 14 anos (o momento onde decidi voltar a ler), ganhei o livro A Menina Que Roubava Livros que falava nesse evento catastrófico no qual eu ouvira falar tão pouco (já que só começara a estudar as respectivas guerras no terceiro ano do colegial). Minha curiosidade foi aguçada por questões como: Quem foi Hitler? Por que ele fez tudo aquilo? Por que a segunda guerra mundial começou? e etc. Bem, tive oportunidade de ler vários arquivos sobre o assunto na internet e assistir inúmeros documentários. Não sendo o bastante, resolvi, ao longo dos anos, reunir livros sobre o assunto que só leria em um época específica – quando estivesse um pouco mais maduro. E então esse ano como meta de leitura, há vários livros relacionados ao assunto (entre eles o tão polêmico Mein Kampf escrito pelo próprio Hitler). Preparem-se para um ano de 2015 onde o Mágico irá navegar pelo assunto. Enfim, o primeiro livro do ano por onde decidi começar foi um que emocionou várias pessoas desde que foi publicado em 1947 e traz a guerra através dos olhos de uma menina de 13 anos. Hoje eu vou falar de O Diário de Anne Frank.

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Ao ganhar o diário no seu aniversário de 13 anos em 12 de junho de 1942, Anne Frank jamais deve ter imaginado que se tornaria um símbolo mundial e um dos relatos mais honestos sobre o holocausto. Anne Frank usou o diário para escrever sobre o dia a dia, sua família e pensamentos íntimos. Quando os nazistas invadiram a Holanda, ela e sua família (todos judeus) começaram a planejar um esconderijo onde pudessem ficar protegidos, a fuga acabou acontecendo antes do planejado quando a irmã mais velha de Anne, Margot, recebeu uma carta de aviso prévio ordenando que ela fosse para um dos campos de concentração nazista. E foi nesse anexo secreto, compartilhado com a família van Pels e um dentista chamado Fritz Pfeffer, que a família viveu durante três anos e onde Anne escreveu a maior parte de seu diário.

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Anne Frank

Algumas horas após o término da leitura, eu ainda me pegava pensando em Anne Frank e sua família e não só neles, mas em todos os que morreram em campos de concentração; pessoas que tinham família, sonhos, anos de vida pela frente e tiveram tudo isso interrompido por causa de um louco sádico e seus fiéis seguidores.

Quando ouvimos falar de Anne Frank temos uma visão diferente de quando pegamos o livro para ler. É ao ler que lembramos que se trata de uma menina jovem; uma garota cheia de sonhos, desejos, além do comportamento típico para a idade. Temos acesso aos pensamentos mais íntimos de uma menina de 13 anos. Ali ela fala da escola, dos amigos, garotos, da família e de repente, algo muda. Toda sua vida comum é interrompida e ela se vê obrigada a deixar sua vida pacata para trás.

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A família Frank (da esquerda para a direita): Margot, Otto, Anne e Edith Frank.

Em vários momentos me senti constrangido, pois era como se eu estivesse espionando a intimidade de alguém e fazendo algo errado ao ler o diário dessa menina. Através do seu relato podemos sentir como é viver dentro daquele anexo minúsculo e participar das intrigas que acontecem ali dentro; vemos todas aquelas pessoas que eram acostumadas a terem sua própria vida e liberdade, sendo obrigadas a viver em confinamento, com a comida cada vez mais escassa e o único contato com o mundo exterior sendo através das pessoas que os ajudaram (esses também podem ser considerados grandes heróis).

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Uma reprodução de como seria o anexo secreto na época em que Anne Frank viveu.

Apesar de já sabermos como termina a jornada de Anne, nos vemos tão envolvidos com a vida dela e com sua família, que esquecemos o que aconteceu. São três anos retratados no diário e isso faz com que nós sintamos apego por eles. Por isso quando vemos Anne falar sobre seus sonhos e o que deseja fazer quando a guerra terminar, nós acreditamos nessa possibilidade e torcemos por ele – isso até a realidade nos atingir e percebermos que não se trata de um livro de ficção e a vida real é mais dura.

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Miep Gies – uma das pessoas que ajudou a família Frank na época do esconderijo… Ela é citada várias vezes no diário de Anne. Miep faleceu em 2010 aos 100 anos de idade.

Um livro emocionante, singelo e honesto. Otto Frank foi o único sobrevivente da família e lutou até o fim para que a morte deles não tenha sido em vão, decidindo assim publicar o diário e transformar o anexo secreto em um museu.

Ano passado a editora Record lançou uma edição especial do livro com conteúdo extra, trechos que foram cortados pelo pai de Anne (por conter, na sua opinião, pensamentos impróprios para uma jovem e não manchar o nome da própria) e algumas outras anotações feitas pela menina; além de várias fotos e a capa que imita a do diário original.

Enfim, fica aí a dica de um livro incrível!

Tendo lido ou não, seja bem vindo para comentar!

Um beijo do Mágico e Voltem Sempre!

:*

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