Encerrando 2014 (3 de 3): Sumário final de tudo que foi postado durante o ano!

Sobre Livros:

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  1. Ensaio Sobre a Cegueira
  2. O Lado Bom da Vida
  3. Laranja Mecânica
  4. Marilyn
  5. Eleanor & Park
  6. Harry Potter e a Pedra Filosofal
  7. Três
  8. Juliette Society
  9. Contos de Fadas
  10. Every You Every Me
  11. Macbeth
  12. Coraline
  13. Misery
  14. O Senhor das Moscas
  15. O Grande Gatsby
  16. A Profecia
  17. O Apanhador no Campo de Centeio
  18. O Exorcista
  19. Todos os Livros Lidos em 2014

Sobre Quadrinhos:

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  1. Azul é a Cor Mais Quente
  2. Guerra Civil (MARVEL)

Sobre Música:

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  1. Álbum da Semana: Lorde – Pure Heroine
  2. Sessão Nostalgia
  3. Artista da Semana: Evanescence
  4. Artista da Semana: Björk
  5. Playlist da Semana
  6. Artista da Semana: Amanda Jenssen
  7. A Música Brasuca
  8. Os Álbuns Mais Escutados em 2014

Sobre Séries:

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  1. F.R.I.E.N.D.S
  2. Veronica Mars
  3. Chosen
  4. Penny Dreadful

Sobre Filmes:

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  1. Mágico no Cinema: Toda Forma de Amor
  2. Mágico no Cinema: 7 Dias, 7 Filmes
  3. A Magia das Animações
  4. O Século XX Definido em Filmes [Parte 1]
  5. O Século XX Definido em Filmes [Parte 2]
  6. O Século XX Definido em Filmes [Parte 3]
  7. Os 28 Melhores Filmes Assistidos em 2014!

Outros:

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  1. Mágico Responde: Os Sete Anões [TAG]



E que em 2015 haja ainda mais conteúdo aqui no blog!

Um Beijo do Mágico e Voltem Sempre!

:*

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#Mágico nos Quadrinhos: Guerra Civil (Marvel)

Hey!

Já faz muito tempo que eu não falo de quadrinhos e isso se deve ao fato de que ainda não conheço muitos. Porém, estou trabalhando para mudar essa situação.

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Apesar de adorar o Batman, os heróis da Marvel sempre foram os meus favoritos. Começando pelo Homem-Aranha (que estampou meus cadernos da 1º à 6º série, além da coleção de bonecos dele que eu tinha) e pelos X-Men. Entretanto, essa paixão se devia exclusivamente por causa dos desenhos e dos filmes, pois meu contato com quadrinhos durante a infância foi quase nulo (com exceção de A Turma da Mônica e os primeiros volumes dos Cavaleiros do Zodíaco).

Anos mais tarde tentei começar a ler os quadrinhos de heróis pela internet, mas sempre ficava confuso com os inúmeros arcos e não fazia ideia por onde começar. Foi então que em uma página do facebook, descobri sobre o arco da Guerra Civil que envolvia TODOS os heróis da Marvel em um evento único e que mesmo sendo leigo nos quadrinhos, poderia acompanhar sem me perder e aí, nasceu uma paixão! xD

(Ah, no final do post vou compartilhar com vocês o link do site onde eu baixei as HQs)

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Então, vamos para a história:

O governo americano discute uma nova reforma onde pede que os heróis se registrem, revelando suas identidades e recebendo treinamento adequado, trabalhando da mesma forma que qualquer agente do governo. No começo é apenas uma ideia sem grande destaque. As coisas complicam quando um grupo de heróis filmando um reality show, resolvem caçar um grupo de vilões; nessa briga há uma grande explosão perto de uma escola, matando mais de 600 pessoas.

Com a tragédia, a população acaba se voltando contra os heróis e a lei a favor do registro é aprovada. Isso divide os heróis naqueles pró-registro (liderados por Tony Stark, o Homem de Ferro) e os contra (liderados pelo Capitão América). Dessa forma, se inicia uma grande caçada por todos os heróis que se recusam a registrar-se e isso culmina em uma grande guerra civil onde pessoas que antes lutavam lado a lado, se tornam inimigos mortais.

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Queria definir em uma palavra que não fosse tão suja, mas não tem como: A HISTÓRIA É FODA!

Confesso que fiquei impressionado e indico a leitura também para todos aqueles que menosprezam as histórias em quadrinhos. Todo o arco foi criado de forma estruturada e inteligente e o psicológico dos personagens é extremamente bem explorado. Aliás temos a oportunidade de ver o ponto de vista de todo mundo. Heróis, mídia, vilões, população. A complexidade encontrada é de fazer cair o queixo.

Cada lado apresenta sua opinião de uma forma clara, deixando até o próprio leitor em dúvida. Temos contatos com heróis maduros e também, humanos. Pois todos podem errar. O que eu mais gostei foi a forma como tudo desmorona como uma fileira de dominós dividindo a todos. Há também aqueles civis que são contra o registro. Enfim, super indico!

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Segundo o que eu li na internet, esse arco vai se transformar em filme. Meu único receio é que eles não coloquem todos os heróis presentes nos quadrinhos. Para quem tiver interesse em ler, eu baixei as HQs nesse site. Lá vocês vão encontrar um arquivo em torrent com todas as HQs pertencentes ao arco da Guerra Civil e tudo na ordem certa de leitura.

Fica a dica pra quem quer começar a explorar os quadrinhos!

Por hoje é só, pessoal!

Um beijo do Mágico e voltem sempre!

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Azul é a cor mais quente…

Hey!

Estou aqui para falar sobre uma HQ que nos últimos meses me chamou atenção, aguçou a minha curiosidade, mas só agora eu pude ler. Estou falando do quadrinho Azul é a Cor mais Quente da autora Julie Maroh.

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Sou um grande fã do cinema francês, creio que eles estão entre os melhores para criar histórias delicadas e cheias de poesia. Então, a primeira coisa que me chamou atenção em Azul é a Cor mais Quente foi o filme – que se tornou bem badalado na internet e até onde eu sei, foi um sucesso e recebeu inúmeras críticas positivas. Como o leitor cri-cri que sou, assim que descobri a existência do quadrinho, decidi que iria lê-lo primeiro e só depois ver o filme (já li o quadrinho, mas ainda não vi o filme). Comprei-o e terminei no mesmo dia! Tive algumas experiências com filmes LGBTs, os que eu assisti foram: Nordzee Texas (filme holandês lançado em 2011), o The Man Who Loved Yngve (filme norueguês lançado em 2008), o My Own Private Idaho (estrelado pelo Keanu Reeves e o River Phoenix, lançado em 1991) e o Suicide Room (filme polonês, mas cujo o foco é a depressão, bullying e o isolamento social); além do curta brasileiro Eu Não Quero Voltar Sozinho e um longa, também brasileiro, chamado O Beijo do Asfalto (lançado em 1988 e estrelado por Ney Latorraca e Tarcísio Meira); no restante, vi esse universo aparecer em séries como Skins, Glee, Modern Family e etc. Porém, percebi que só havia visto filmes sobre amor entre homens e nunca entre mulheres, e isso também me levou a ficar com mais curiosidade de assistir/ler Azul é a Cor mais Quente. Ok, agora vamos a história!

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Cleméntine – que se chama Adèle no filme – interpretada por Adèle Exarchopoulos e Emma interpretada por Léa Seydoux.

Inicialmente a premissa parece um tanto simples: Cleméntine, aos dezesseis anos, é apenas uma adolescente como tantas outras, estuda, tem seus amigos e está começando a se envolver com um rapaz do último ano. É em um dos seus encontros com ele, que ela acaba vendo na rua uma menina de cabelos azuis que chama muito a sua atenção. A partir dessa breve troca de olhares, todos os seus pensamentos são rodeados por ela, assim como seus sonhos. Um dia, após aceitar o convite de seu amigo, Valentin, para ir a um bar gay, Claméntine reencontra a garota de cabelos azuis e a a partir desse momento que toda a sua vida é virada de cabeça para baixo e que ela começa a questionar as coisas.

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Os pontos positivos da história foi o fato de trabalhar a auto aceitação da personagem sobre quem ela é e o que realmente sente. Apesar de ser confrontada diariamente pelos sentimentos e desejos inebriantes, mais fortes do que o controle que ela pode exercer sobre si mesma, Cleméntine continua negando sua sexualidade, dessa forma criando um conflito interno. Quando nos aprofundamos melhor no assunto, sabemos o quão difícil pode ser quando a pessoa percebe que se sente atraída pelo mesmo sexo, indo contra todos os dogmas da sociedade. E é aí que entra a segunda parte, que é o preconceito dos outros! Muito antes de Cleméntine sequer iniciar sua relação com Emma, ela já perde alguns “amigos”, pois estes suspeitando de sua homossexualidade, acham “nojento”, “pecaminoso” e “abominável” (há essa suspeita porque eles descobrem que ela foi à um bar gay e no outro dia, ao verem Emma esperando por ela na porta da escola, eles tiram essa conclusão). Há outros momentos como esse ao decorrer da história. Além disso, há o preconceito que Cleméntine sente por si mesma, pois continua escondendo a relação de todos – com exceção de Valentin – e vez ou outra nega de pé junto ser lésbica.

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A história pode trazer várias reflexões do tipo e essa é a parte interessante. Uma coisa que me incomodou foi a repetição dos clichês de filmes e histórias GLS; a insistência de adicionarem tragédias desnecessárias, ao invés de mostrar aos leitores que se identificarem com as personagens que é possível ter um final feliz mesmo não se encaixando no conto de fadas padronizado (a tragédia não é bem um spoiler já que você descobre na primeira página da HQ, óbvio que não vou mencionar que tragédia é essa, porque aí sim, seria um spoiler). Isso me incomodou e acabou me esfriando no fim da história.

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PT-BR: “Queria te ver de novo”

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Talvez o fato de eu ter ido com muita sede ao pote e com as expectativas lá no alto, tenha colaborado com a minha decepção ao terminar a HQ. Entretanto, ainda indico a história e vale a pena sim ser lida pelas reflexões que traz. Ainda pretendo ver o filme e talvez faça algum comentário aqui sobre.

Então, é isso!

Um beijo do Mágico e Volte Sempre!

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#Mágico em Quadrinhos: “Persépolis” – Marjane Satrapi

Vou começar uma nova seção aqui no blog onde vou falar de quadrinhos e mangás, pois, após tanto tempo, voltei a lê-los e a apreciá-los. Nada melhor do que começar pelo melhor quadrinho que li esse ano: Persépolis da escritora e quadrinista Marjane Satrapi.

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Não há forma melhor de conhecer o Irã do que através dos olhos de alguém de lá e, nesse quadrinho autobiográfico, Marjane Satrapi mostra as dificuldades daqueles que vivem por lá.

Os quadrinhos foram publicados de 2000 à 2003 na França (país onde Marjane reside até hoje). Agora vamos falar da história:

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Cena da animação produzida em 2007

A história acompanha Marjane da infância até a adolescência. Aos dez anos, viu o início das mudanças ao ver as meninas serem separadas dos meninos na sala de aula e a obrigatoriedade do véu islâmico. E assim, o Irã foi coberto pelas trevas do governo Xiita e as suas leis absurdas. Foi criado em uma família politizada, que participava de protestos e não abaixava a cabeça para o governo. Desde criança já tinha ideias políticas e o seu sonho era ser uma revolucionária.

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Presenciou a morte de inúmeras pessoas, conhecidas ou não; amigos e familiares. Sentiu o medo na pele e sofreu com as rígidas regras. A rua estava sempre repleta pelas “Guardiãs da Revolução”, mulheres que desempenhavam o papel de corrigir todas as outras mulheres que não se vestissem de forma adequada; e também de policiais que prendiam todos aqueles que agiam contra as “regras morais da sociedade”.

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Aos 14 anos, as coisas só pioravam no país e, para protegê-la, os seus pais a mandaram para o exílio na Áustria. Onde pôde viver inúmeras experiências (das quais não vou mencionar aqui para não dar nenhum spoiler), retornando alguns anos mais tarde.

Um livro incrível para todos aqueles que tem curiosidade de saber como é o regime xiita no Irã e perceber que não há tantas diferenças entre a sociedade oriental e a ocidental; um exemplo disso é quando Marjane cita as músicas que ouvia (precisava comprar as fitas escondidas de pessoas que praticamente, as “traficavam”) e descreve a sua fase Punk.

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Enfim, recomendo tremendamente essa leitura. Uma forma de percebemos o quanto o ser humano pode se tornar cruel baseado em uma fé fanática e em uma doutrina machista e extremista. Também nos mostra aqueles corajosos que não se rendem jamais a opressão e que, mesmo no meio de tanta dor e sofrimento, buscam esperança e lutam para transformar o seu país em um lugar melhor – mesmo este sofrimento estendendo-se até hoje. Através de gestos simples como o uso de maquiagem, ouvirem a música que gostam ou as festas escondidas, eles mantém o espirito e o anseio pela liberdade vivos.

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Só digo uma coisa: Leiam e se emocionem!

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Uma curiosidade: Obviamente, o quadrinho é proibido no Irã até hoje!