Sobre virtudes, visões distorcidas e O Mercador de Veneza nisso tudo…

Bitch, I’m soooo back!

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    Ah, vocês não fazem ideia do quanto eu senti falta de escrever sobre os livros que andei lendo nesses últimos anos. Sei que com o sumiço parece que eu me esqueci completamente desse mundo alternativo dentro do meu chapéu, mas a verdade é que sempre pensava em voltar a escrever aqui e acabava desistindo por alguma intervenção da vida adulta. Well, comecei esse blog aos 18 aninhos e agora, nesse momento que eu escrevo, estou beirando aos 24 (Ó céus, ó vida). Ok, ok, ok… Sei que está se perguntando o que isso tem a ver com o título ou com O Mercador de Veneza de William Shakespeare e a verdade é que não tem nada a ver, apenas senti uma vontade gigantesca de me justificar (talvez isso não seja das maiores honrarias, but who cares?). Está bem, não precisa me apressar. Agora vamos ao que interessa, shall we?

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    O Mercador de Veneza é uma peça escrita por William Shakespeare por volta de 1596/1598 (não se sabe ao certo). Conta a história de Bassanio que, certo dia, resolve pedir uma ajuda financeira ao seu melhor amigo, Antonio, para poder fazer uma viagem à fim de conquistar uma moça rica e solteira chamada Portia. Seu amigo diz que o faria de bom grado, mas no momento não possui o dinheiro, já que todos os seus navios ainda estão no mar com suas mercadorias; contudo, ele diz à Bassanio que caso ele consiga um fiador, poderá deixar a dívida em seu nome.

    É assim que o rapaz vai atrás de Shylock, um judeu carrancudo e rico. De início, ele fica relutante em ajudar Bassanio e só muda de ideia ao descobrir no nome de quem a dívida será deixada. Descobrimos então que há uma rixa antiga entre Antonio e Shylock e que ambos se detestam mutualmente (sendo que Antonio se refere à ele como um “misbeliever, cut-throat, dog”). Com isso, o judeu decide que não quer dinheiro como pagamento, mas sim um punhado da carne de seu arqui-inimigo. O problema é que depois ficamos sabendo que os navios de Antonio desapareceram no mar, ou seja, ele terá que pagar essa dívida.

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Shylock representado em uma pintura; artista desconhecido.

    Antes de ir para as reflexões, é necessário falar também de alguns outros personagens. Portia é uma moça rica recém-orfã cujo pai acabou deixando o seu destino à sorte. Ela não poderá casar com quem bem entender, de fato, a chance de casar com ela se esconde em um dos três baús deixados por ele. Um de ouro, um de prata e um de estanho e o cavalheiro que escolher o correto poderá então, se tornar marido da jovem donzela. Dois homens já passaram pelo seu castelo e ambos escolheram o errado. Ao desabafar com sua noviça, Nerissa, ela se recorda de Bassanio e torce para que o rapaz apareça logo e escolha o baú correto, libertando-a de seu infortúnio.

“I hold the world but as the world, Gratiano, A stage where every man must play a part, And mine a sad one.” – Antonio

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Portia e Bassanio representados em um quadro pelo pintor Henry Peters Gray (1819-1877)

   Ao iniciar a leitura, confesso que levei um susto tremendo ao ver a forma que Shylock estava sendo representado e todo o antissemitismo por trás da sua figura que engloba todos os estereótipos judeus em um só personagem. Isso acabou me causando um pouco de desconforto e um olhar torto para o Shakespeare (e olha que essa foi a sétima peça dele que eu li). Acabei então pesquisando mais sobre a época em que a peça foi escrita e descobri que durante o renascimento houve um crescimento do ódio contra os judeus na Inglaterra devido ao fato de que um médico judeu, chamado Roderigo Lopez, fora acusado de conspirar com os espanhóis para envenenar a rainha Elizabeth I em 1594. A própria rainha tinha dúvidas da culpabilidade do médico e tentou adiar o julgamento, mas no fim, ele foi declarado culpado (durante o julgamento, disse amar a rainha e que tinha se convertido ao cristianismo, mas isso foi recebido com risos) e acabou enforcado e esquartejado em julho do mesmo ano. Com toda essa história estando fresca na mente do povo, historiadores defendem que Shylock foi criado inspirado em Roderigo.

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Rainha Elizabeth I – pintor desconhecido

   De início, podemos acreditar que é uma história falando sobre os valores cristãos acima dos demais, já que algo que é muito criticado em Shylock é o fato dele ter o dinheiro e seus bens acima de tudo e não conseguir perdoar Antonio – querendo o punhado de carne de qualquer forma, mesmo quando o dobro da quantia que ele emprestou lhe é oferecido. Como disse, se não lermos com atenção, podemos pensar que o texto inteiro é um ataque aos judeus, contudo, temos a seguinte fala de Shylock que faz com que a teoria falhe:

“SALARINO — Ora, tenho certeza de que se ele não a resgatar no prazo certo, não haverás de tirar-lhe a carne, pois não? Para que te serviria ela?

SHYLOCK — Para isca de peixe. Se não servir para alimentar coisa alguma, servirá para alimentar minha vingança. Ele me humilhou, impediu-me de ganhar meio milhão, riu de meus prejuízos, zombou de meus lucros, escarneceu de minha nação, atravessou-se-me nos negócios, fez que meus amigos se arrefecessem, encorajou meus inimigos. E tudo, por quê? Por eu ser judeu. Os judeus não têm olhos? Os judeus não têm mãos, órgãos, dimensões, sentidos, inclinações, paixões? Não ingerem os mesmos alimentos, não se ferem com as armas, não estão sujeitos às mesmas doenças, não se curam com os mesmos remédios, não se aquecem e refrescam com o mesmo verão e o mesmo inverno que aquecem e refrescam os cristãos? Se nos espetardes, não sangramos? Se nos fizerdes cócegas, não rimos? Se nos derdes veneno, não morremos? E se nos ofenderdes, não devemos vingar-nos? Se em tudo o mais somos iguais a vós, teremos de ser iguais também a esse respeito. Se um judeu ofende a um cristão, qual é a humildade deste? Vingança. Se um cristão ofender a um judeu, qual deve ser a paciência deste, de acordo com o exemplo do cristão? Ora, vingança. Hei de por em prática a maldade que me ensinastes, sendo de censurar se eu não fizer melhor do que a encomenda.”

   Sabemos que a vingança não é uma virtude e, na verdade, é extremamente prejudicial em sua capacidade de cegar os nossos olhos e nos colocar em situações destrutivas. Contudo, em nossa condição humana, estamos sempre entregues aos nossos sentimentos, sejam eles bons ou ruins. E com toda humilhação sofrida por Shylock, não podemos compreender sua raiva? tumblr_m0ljr6kRwY1qhwgkao1_250 Antonio nunca escondeu o desprezo que tinha por ele (“misbeliever, cut-throat, dog” é como ele se refere ao judeu). Não digo que o personagem de Shylock não tenha defeitos, até porque ele se permite cegar pela vingança e a vontade de destruir, mas compreendendo os seus motivos, é possível simpatizar mais com a sua figura. Aliás, por muitos anos ele foi interpretado como um tipo de demônio ou palhaço e só a partir de uma montagem feita no século XIX que ganhou mais profundidade onde foi interpretado por um ator chamado Edmund Keen.

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Pintura retratando a cena do julgamento

   Se a peça de Shakespeare fosse apenas uma forma dele enaltecer os valores cristãos, ele também não teria feito os outros personagens com tantos defeitos. Bassanio só se interessa por Portia por causa de sua fortuna, a moça por sua vez, julga o príncipe de Marrocos pela cor de sua pele. Antonio que talvez seria o herói completo, por fazer tudo isso por seu amigo, também não escapa, já que abraça a condição de mártir e, na primeira oportunidade de castigar Shylock, decide como ele gastará o seu dinheiro, a quem deixará quando morrer e o obriga a se converter ao cristianismo.

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   Apesar da peça estar classificada como comédia, há inúmeros pontos que podem ser usados para reflexões, o que o torna um texto muito rico (estamos falando de Willie Shakes, né amore?). A lei está do lado de Shylock, mas é esperado que ele perdoe, mas o perdão é dito como uma virtude cristã e aí recomeça o ciclo. O Mercador de Veneza entrou para o meu hall de livros favoritos juntos com outras peças Shakespearianas como Rei LearHamletMacbeth e etc. É uma leitura que vale muito a pena. Obrigado aula de literatura por me apresentar mais um livro espetacular. Fica a dica!

   Essa foi a primeira vez que li uma peça de Shakespeare no original e tive ajuda de um site muito útil chamado SparkNotes que tem o texto no original e o adaptado para o inglês moderno; o que foi muito útil em passagens que eu tive dificuldade de compreender. Também está recheado de artigos e interpretações sobre as peças e isso me ajudou no aprofundamento.

   Uma rápida curiosidade: uma das primeiras resenhas que publiquei aqui no blog foi também sobre uma peça de Shakespeare (Romeu e Julieta) e que ironia ter sido o autor que escolhi para retornar ao blog! Hahaha!

   É muito bom estar de volta e logo tem mais.

   Um beijo do mágico e volte sempre!

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.::. #1 Beleza em forma de animação: Steven Universe .::.

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         “We are the crystal gems, we always save the day”. A primeira vez entrei em contato com Steven Universe foi através do Cartoon Network, mas confesso que não prestei muita atenção, pois ainda andava saturado da nova leva de desenhos que traziam personagens extremamente irritantes e enredos sem nexo (como Titio Avô e a heresia que fizeram com os jovens titãs na sua nova versão colorida e sem neurônios). Em uma tarde ociosa de sábado, onde o tédio falava mais alto, decidi dar uma chance e com uma ajudinha do universo, acabei assistindo o episódio certo. Durou apenas 11 minutos, mas quando subiu os créditos eu estava com lágrimas nos olhos. A delicadeza do roteiro, combinado com um humor bem dosado que não força a barra em nenhum momento, a trilha sonora deliciosa e a palheta de cores dos cenários. Pronto. O pequeno Steven e as crystal gems conseguiram conquistar o meu coração.

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         A história acompanha o pequeno Steven Universo e suas aventuras com três crystal gems que cuidam dele (Pérola, Garnet e Ametista), seres que vieram de um outro planeta. Cada uma possui uma pedra em seu corpo, algo que é carregado por todas as gems e por serem diferentes, dá a cada uma um poder variado e habilidade distintas. Apesar de também ter uma pedra consigo, Steven ainda não sabe como fazê-la funcionar para adquirir os seus poderes – talvez isso seja pelo fato de também ser meio-humano por parte de pai.

         Além disso, podemos também acompanhar os personagens secundários de Beach City (a cidade fictícia onde a história se passa) e todos eles tem suas participações e suas histórias contadas ao longo da série, dando profundidade a todos. Com tudo isso ainda somos recheados com flashbacks de Rose – mãe do Steven – e de tudo que aconteceu antes dele nascer e também do próprio passado de cada uma das gems.

            E também não podemos nos esquecer das músicas maravilhosas que acompanham a série. Para quem quiser ouvir, fiz uma pequena playlist no youtube e você pode acessar clicando aqui.

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         Ao criar essa história, Rebecca Sugar sabia exatamente o que estava fazendo. De forma singela, vários assuntos são abordados tão delicadamente, que acredito ser por isso que os pais das crianças que assistem não peguem tanto no pé. Apesar das gems serem assexuadas, todas são apresentadas na forma feminina, desse jeito temos uma forma de apresentar, por exemplo, o amor entre pessoas do mesmo sexo. Isso é bem retratado através da Pérola, que nutria sentimentos muito profundos pela mãe de Steven (isso fica bem claro no episódio “Mr. Greg” da terceira temporada). Temos momentos que falam sobre relacionamento abusivo, preconceito, quebra de padrões de gênero, encarar os medos, fazer a diferença, ter compaixão, aceitar os próprios defeitos e muito mais. Tudo isso enriquece, fazendo com que Steven Universo não seja apenas mais um desenho. Além disso tudo, vemos uma diversidade maravilhosa através de personagens de todas as cores e tamanhos e sem reforçar esteriótipos.

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         Poderia passar horas falando sobre os inúmeros pontos positivos do desenho, mas apenas recomendo que assistam. A primeira temporada é um tanto mais clean e leve, mas já começa a aparecer alguns momentos bem sombrios e que vão se tornando mais recorrentes nas temporadas seguintes, é claro que, sempre há os momentos cômicos para dar uma suavizada, mas não são feitos de uma forma que estraga a história.

         Enfim, Steven Universo está ao lado daqueles desenhos repletos de momentos inteligentíssimos e sacadas geniais (como O Incrível Mundo de GumballHora de Aventura) tudo combinado com uma trilha sonora excelente e uma arte muito atrativa. Espero que deem uma chance e se apaixonem tanto quanto eu.

         Um beijo do Mágico e voltem sempre! ❤

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2 Filmes: Magic Mike & The Amazing Spider Man 2

Hey!

Durante o meu período de viagem, acabei passando cinco dias no sítio de meus avós que ficava em um lugar bem afastado, na área rural do Pernambuco, onde não havia internet. Precavido – graças a dica dada por minha mãe -, acabei levando um número grande filmes no notebook (alguns que ainda nem foram assistidos mesmo após quatro meses desde o meu retorno). Dessa forma, após os passeios com meus avós para visitar parentes dos quais nunca ouvir falar e outros que não via há muito tempo; restava ainda algumas horas livres e isso me permitiu começar a ver alguns filmes. Não vou comentar comparando ambos os filmes, porque são de gêneros bem diferentes entre si. Usarei a ordem cronológica na qual foram vistos. Começando pelos dois primeiros que vi na minha primeira noite por lá:

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Eis que surge um filme sobre strippers (pode até haver outros, mas não via um filme diretamente ligado com a temática desde striptease com a Demi Moore em meados dos anos 90 – também um dos filmes que assistia escondido dos meus pais) e dessa vez focado em strippers masculinos o que, pelo menos para mim, prometia ser um deleite aos olhos.

O filme tem como foco principal a vida de Magic Mike interpretado por Channing Tatum e seu mais novo discípulo, The Kid – interpretado por Alex Pettyfer (talvez você se lembre dele pelo patético filme A Fera e o inexpressivo Eu Sou o Número Quatro). A trama basicamente se resume nisso. Alguns descrevem o filme como uma comédia dramática, mas não há humor ou drama. Atores como Matt Bomer e Joe Manganiello surgem no filme apenas como enfeites que vão tirar a roupa nos momentos de striptease e então, serão postos de lado.

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A história principal não convence, o drama é ralo – assim como os personagens. É um filme com grande apelo sexual, mas sem enredo. Teria sido mais produtivo colocarem todos em um curta fazendo strip do que perderem 110 minutos em um roteiro feito nas coxas.

E sinceramente? Sim, os homens são lindos e donos de belos corpos, mas depois de algumas cenas, tudo isso cansa! Porém, sexo vende bem e logo mais teremos uma continuação. Só espero que deem mais falas para o Matt Bomer (que me conquistou após o filme The Normal Heart).


Agora caminhando na direção contrário – isso em relação ao tipo de filme. Cresci completamente apaixonado pelo Homem-Aranha, meus cadernos da segunda até à sexta série tinham ele estampado; tinha uma coleção imensa de bonecos, adesivos, os filmes, dois jogos no meu antigo playstation 1 além de assistir a versão animada (aquela feita nos anos 90 e que passou por um bom tempo na tv globinho) quase religiosamente. Assisti a trilogia com o Toby Maguire várias vezes e até gosto do terceiro filme (sim, aquele que todo mundo mete o pau). Dessa forma, torci o nariz quando anunciaram que haveria um novo Homem-Aranha, pois já não conseguia imaginá-lo como outro ator. Porém, assisti O Espetacular Homem-Aranha e acabei gostando do resultado, o Andrew incorporou bem o aranha e o seu humor me lembrou bastante a versão das HQs.

Tudo bem, falei demais!

Agora vamos ao filme!

No segundo filme d’O Espetacular Homem-Aranha, temos a presença de um novo vilão, Electro. A história do filme segue de forma divertida, mas sem grandes novidades. A mesma coisa que me incomodou no primeiro filme, me incomodou nesse: o fato deles repetirem storylines, ao invés de aproveitarem a gama gigantesca presente nas HQs.

O Espetacular Homem-Aranha 2 não chega a ser um filme ruim, na verdade é bem divertido, mas como um fã do aracnídeo eu esperava muito mais. Minha única surpresa no filme foi o final, gostei de como foi colocado.

Como vocês já devem saber, teremos mais um reboot e um novo Homem-Aranha. Espero que me surpreendam!


É isso por hoje, pessoal!

Fico feliz por estar de volta e esse post só não saiu alguns dias antes porque estava tendo problemas com o wordpress xD

Um beijo do Mágico.

E voltem sempre!

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Os irmãos Baudelaire e suas Desventuras em Série…

Hey!

Zapeando os canais há alguns anos atrás encontrei um filme de nome peculiar e uma narração bem diferenciada daqueles que eu costumava assistir na época. Em 2011, descobri que o filme tinha se baseado em uma série de livros e na primeira oportunidade, comprei o box. E foi assim que mergulhei nas desaventuradas aventuras dos irmãos Baudelaire em Desventuras em Série.

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A história já começa com a maior desventura de todas: os três irmãos Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny – estavam aproveitando um passeio à praia quando o Sr. Poe (o contador da família) aparece para informá-los que houve um incêndio na mansão onde viviam e seus pais morreram. Agora, sendo órfãos e não tendo parentes próximos, serão obrigados a viver com um primo distante: o conde Olaf. Porém, ao chegarem em sua casa, percebem que o conde é um homem pérfido interessado apenas na fortuna deixada para as crianças.

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A série contém 13 livros e há inúmeros cenários e personagens excêntricos, muitas reviravoltas e tudo narrado pela escrita deliciosa do Lemony Snicket (que é, de certa forma, também um personagem na história).

Confesso que a primeira coisa que me vem à cabeça quando penso nesses livros é: quanta criatividade! O mundo em que se passa a história de desventuras é quase um mundo alternativo, com influências steampunk e com algumas coisas mais modernas. Depois disso temos os personagens principais, Violet, Klaus e Sunny que são crianças muito inteligentes e cada uma dotada de um talento em especial que acaba ajudando em inúmeras situações. Violet é uma grande inventora, Klaus é um devorador de livros e Sunny – que ainda é um bebê – possui três dentes bem afiados, além de uma inteligência incomum, mas não tão absurda o que mantém até certo ponto a verosimilhança.

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O próprio Conde Olaf é um personagem bem peculiar, um vilão teatral e que apesar de ser bem pérfido, mantém certa comicidade (não tão exagerada como Jim Carrey interpretou na adaptação). E todos os personagens que vão surgindo depois tanto os bons quanto os maus são simplesmente únicos e isso retorna ao pensamento de: UAU, QUE IMAGINAÇÃO!

O livro pode ter certos ares de ser infantil quando você o vê repleto de ilustrações e a narração do primeiro livro, mas a história segue quase a mesma linha de Harry Potter, por exemplo, ao ir amadurecendo a cada livro; tanto os personagens quanto a escrita. A história também é cheia de tiradas excelentes que nos faz rir, mas também momentos em que sentimos tristeza e revolta pelos desafortunados irmãos. Não podemos reclamar, já que na sinopse de cada livro o autor já avisa que não se trata de uma história feliz e que seria melhor largar e ir ler outra coisa e é justamente essa “anti-propaganda” que faz com que o leitor sinta ainda mais vontade de ler.

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Os primeiros livros se iniciam como aventuras isoladas; os irmãos Baudelaire indo para uma nova casa e sendo perseguidos por Olaf. Entretanto, vários mistérios vão surgindo (mistérios que são respondidos com novos mistérios) e isso permeia toda a história, fazendo com que seja impossível abandonar os livros. E bem, quanto ao final (fiquem tranquilos, pois o Mágico não gosta de dar spoilers :P), eu vi que algumas pessoas não gostaram. Quanto a mim, digo que fiquei muito satisfeito e achei um bom final – agridoce como o próprio autor propôs.

Ah, quanto a adaptação de 2004. O filme cobre apenas os eventos dos três primeiros livros e com exceção de algumas mudanças, é bem fiel. E as crianças escolhidas para interpretar os Baudelaire são extremamente fofas e talentosas. Minha única reclamação é o fato do excesso de comicidade de Olaf dada por Jim Carrey – mas nada que atrapalhe tanto assim. Uma pena não terem continuado com os filmes. Li boatos que a Netflix comprou os direitos e irá transformar em série, então, oremos!

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Enfim: personagens ultra carismáticos, escrita deliciosa, excelentes cenários, combinação perfeita de humor e drama = minha série literária favorita ao lado de Harry Potter.

Espero que tenham gostado.

E por hoje é só, pessoal!

Um beijo do Mágico e voltem sempre!

:*

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O Diário de Anne Frank, A Juventude em Tempos de Guerra e o Holocausto…

Hey!

Vocês viram que estou tentando postar com mais frequência por aqui, não é? Essa foi uma das metas que fiz para o blog esse ano e espero conseguir cumprir. Bem, sempre gostei de estudar história e um dos assuntos que sempre me chamou atenção foi a Segunda Guerra Mundial, esse interesse surgiu quando, aos 14 anos (o momento onde decidi voltar a ler), ganhei o livro A Menina Que Roubava Livros que falava nesse evento catastrófico no qual eu ouvira falar tão pouco (já que só começara a estudar as respectivas guerras no terceiro ano do colegial). Minha curiosidade foi aguçada por questões como: Quem foi Hitler? Por que ele fez tudo aquilo? Por que a segunda guerra mundial começou? e etc. Bem, tive oportunidade de ler vários arquivos sobre o assunto na internet e assistir inúmeros documentários. Não sendo o bastante, resolvi, ao longo dos anos, reunir livros sobre o assunto que só leria em um época específica – quando estivesse um pouco mais maduro. E então esse ano como meta de leitura, há vários livros relacionados ao assunto (entre eles o tão polêmico Mein Kampf escrito pelo próprio Hitler). Preparem-se para um ano de 2015 onde o Mágico irá navegar pelo assunto. Enfim, o primeiro livro do ano por onde decidi começar foi um que emocionou várias pessoas desde que foi publicado em 1947 e traz a guerra através dos olhos de uma menina de 13 anos. Hoje eu vou falar de O Diário de Anne Frank.

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Ao ganhar o diário no seu aniversário de 13 anos em 12 de junho de 1942, Anne Frank jamais deve ter imaginado que se tornaria um símbolo mundial e um dos relatos mais honestos sobre o holocausto. Anne Frank usou o diário para escrever sobre o dia a dia, sua família e pensamentos íntimos. Quando os nazistas invadiram a Holanda, ela e sua família (todos judeus) começaram a planejar um esconderijo onde pudessem ficar protegidos, a fuga acabou acontecendo antes do planejado quando a irmã mais velha de Anne, Margot, recebeu uma carta de aviso prévio ordenando que ela fosse para um dos campos de concentração nazista. E foi nesse anexo secreto, compartilhado com a família van Pels e um dentista chamado Fritz Pfeffer, que a família viveu durante três anos e onde Anne escreveu a maior parte de seu diário.

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Anne Frank

Algumas horas após o término da leitura, eu ainda me pegava pensando em Anne Frank e sua família e não só neles, mas em todos os que morreram em campos de concentração; pessoas que tinham família, sonhos, anos de vida pela frente e tiveram tudo isso interrompido por causa de um louco sádico e seus fiéis seguidores.

Quando ouvimos falar de Anne Frank temos uma visão diferente de quando pegamos o livro para ler. É ao ler que lembramos que se trata de uma menina jovem; uma garota cheia de sonhos, desejos, além do comportamento típico para a idade. Temos acesso aos pensamentos mais íntimos de uma menina de 13 anos. Ali ela fala da escola, dos amigos, garotos, da família e de repente, algo muda. Toda sua vida comum é interrompida e ela se vê obrigada a deixar sua vida pacata para trás.

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A família Frank (da esquerda para a direita): Margot, Otto, Anne e Edith Frank.

Em vários momentos me senti constrangido, pois era como se eu estivesse espionando a intimidade de alguém e fazendo algo errado ao ler o diário dessa menina. Através do seu relato podemos sentir como é viver dentro daquele anexo minúsculo e participar das intrigas que acontecem ali dentro; vemos todas aquelas pessoas que eram acostumadas a terem sua própria vida e liberdade, sendo obrigadas a viver em confinamento, com a comida cada vez mais escassa e o único contato com o mundo exterior sendo através das pessoas que os ajudaram (esses também podem ser considerados grandes heróis).

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Uma reprodução de como seria o anexo secreto na época em que Anne Frank viveu.

Apesar de já sabermos como termina a jornada de Anne, nos vemos tão envolvidos com a vida dela e com sua família, que esquecemos o que aconteceu. São três anos retratados no diário e isso faz com que nós sintamos apego por eles. Por isso quando vemos Anne falar sobre seus sonhos e o que deseja fazer quando a guerra terminar, nós acreditamos nessa possibilidade e torcemos por ele – isso até a realidade nos atingir e percebermos que não se trata de um livro de ficção e a vida real é mais dura.

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Miep Gies – uma das pessoas que ajudou a família Frank na época do esconderijo… Ela é citada várias vezes no diário de Anne. Miep faleceu em 2010 aos 100 anos de idade.

Um livro emocionante, singelo e honesto. Otto Frank foi o único sobrevivente da família e lutou até o fim para que a morte deles não tenha sido em vão, decidindo assim publicar o diário e transformar o anexo secreto em um museu.

Ano passado a editora Record lançou uma edição especial do livro com conteúdo extra, trechos que foram cortados pelo pai de Anne (por conter, na sua opinião, pensamentos impróprios para uma jovem e não manchar o nome da própria) e algumas outras anotações feitas pela menina; além de várias fotos e a capa que imita a do diário original.

Enfim, fica aí a dica de um livro incrível!

Tendo lido ou não, seja bem vindo para comentar!

Um beijo do Mágico e Voltem Sempre!

:*

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Homens, Mulheres & Filhos

Hey!

Sabe aqueles livros que você compra de forma aleatória sem realmente saber o assunto? Eu faço isso algumas vezes apenas pelo desejo de ser surpreendido por algo novo (é uma faca de dois gumes, pois pode ser algo bom ou algo ruim). Recentemente eu fiz isso e acabei sendo surpreendido! Hoje vou falar do livro Homens, Mulheres & Filhos de Chad Kultgen!

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O livro acompanha a vida de alguns adolescentes e seus pais na nossa problemática era moderna. Temos pessoas viciadas em pornografia na internet (Don por causa de seu casamento em ruínas e o seu filho Chris, mas no caso do filho ele é viciado em um tipo particular de pornografia envolvendo várias bizarrices). Temos Tim, um garoto que tinha tudo para se tornar um grande jogador de futebol americano em sua escola, mas após a separação dos pais se tornou deprimido e encontrou refúgio no jogo online World Of Warcraft. Temos Patrícia, uma mãe paranoica que vigia cada passo da sua filha – Brandy – tanto online quanto na vida real (exigindo todas as suas senhas, fazendo vistorias surpresas no computador e até um gps no celular da menina para saber onde ela está). Além disso temos o própria dependência tecnológica da nossa geração e outros assuntos como anorexia, descoberta do sexo, adultério e etc.

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Por causa dos inúmeros temas e vários personagens, o livro é bem dinâmico e a leitura é muito fluida. Gosto como o livro explora o fato do quão pouco conhecemos as pessoas com as quais convivemos; há muito mais além do que vemos e o autor não tem medo de explorar os pensamentos dos personagens, mesmo os mais sórdidos. Gosto do fato de você poder conhecer cada um deles por inteiro – lado bom e lado ruim.

Talvez algumas pessoas se sintam incomodadas com as cenas de sexo (que são várias) que são descritas de forma quase pornográfica. Creio que foi a forma do autor deixar tudo ainda mais cru. Não há firulas ou romantização na história. Adorei a forma como a juventude foi retratada com todas as suas nuances e ao usar jovens de 13 anos, só mostra o quanto a geração atual está cada vez mais precoce e isso é extremamente prejudicial.

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Gostei do modo como o autor explorou a anorexia através da personagem Alisson (uma garota insegura que após ser caçoada por um rapaz por quem era apaixonada, começou a se esforçar cada vez mais para emagrecer; até cair em um buraco fundo demais para retornar). Também gostei de como mostraram pais projetando seus sonhos através dos filhos e até fazendo coisas questionáveis para vê-los alcançar o que desejam (isso é através de Joan e sua filha Hannah; a mãe cria um site pessoal para a filha de 13 anos recheado de fotos sugestivas, ganhando assim assinantes um tanto estranhos — tudo isso para realizar o desejo da menina de ser famosa, porém, isso traz consequências negativas).

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Quanto à adaptação cinematográfica, eu não posso comentar nada já que ainda não pude assisti-la (mas só pelas fotos já da pra perceber que os personagens mais jovens tiveram suas idades alteradas, o que de certa forma tira um pouco do que o livro quer passar).

Enfim, fica aí uma dica de leitura pra quem quiser conhecer um autor novo e uma história interessante. E se você já leu ou quer ler: comente!

Por hoje é só, pessoal!

Um beijo do Mágico e Voltem Sempre!

:*

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“Que dia excelente para um exorcismo!”

Hey!

Cá estou eu novamente com uma nova resenha e dessa vez de um livro que eu devorei na velocidade da luz. Não devoro um livro com tanta rapidez desde que li O Senhor das Moscas em julho. Fui pego desde o primeiro capítulo e quando me dei conta já tinha lido mais da metade sem ver a hora passar. Além disso, esse livro gerou um dos filmes que mais me causou pesadelos quando eu era criança. Enfim, estou falando do INCRÍVEL O Exorcista de William Peter Blatty (aliás, o autor de O Senhor das Moscas também se chama William xD).

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Chris MacNeil é uma famosa atriz de cinema que alugou uma casa em Georgetown, Washington DC, para ficar mais próxima do local de filmagem de seu mais novo filme. Vive na casa com dois empregados – Willy e Karl -, sua secretária Sharon e sua única filha, Regan, de apenas onze anos. Apesar de estar ocupada com o trabalho, seu relacionamento com a filha é muito bom; a garota possui uma personalidade doce e serena (uma das características da menina era o fato de deixar uma flor sobre o prato da mãe todas as manhãs).

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As coisas começam a ocorrer ao poucos. No começo, Chris começa a ouvir batidas que parecem vir do quarto de sua filha, além da mobília que parece se deslocar do lugar. Vez ou outra, a garota se queixa de que sua cama treme. Tudo começa a mudar de forma mais drástica, quando Chris descobre sua filha no porão usando um tabuleiro ouija para conversar com um amigo imaginário chamado Capitão Howdy. A personalidade da garota começa a mudar. Antes serena, Regan se torna irritadiça, começa a falar palavrões e conversar cada vez mais com o seu amigo imaginário.

Chris explicou […] ela notara uma mudança repentina e drástica no comportamento e no humor da filha. Insônia. Irritabilidade. Acessos de raiva. Regan chutava objetos. Jogava coisas. Gritava. Recusava-se a comer. Além disso, sua força parecia anormal. Estava sempre em movimento, pegando e virando objetos, tamborilando, correndo e saltando. […] Regan “perdia” coisas no quarto: um vestido, a escova de dente, livros, sapatos. Reclamava que “alguém estava arrastando os móveis”. Pág. 53

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Chris resolve procurar um psicólogo para tratar de sua filha. Eles lhe receitam remédios e fazem inúmeros exames, mas a garota continua piorando – como no dia em que sua mãe dá uma festa e a garota aparece na sala, urinando no tapete e dizendo a um dos convidados que ele vai morrer.

Chris se virou. E se assustou ao ver Regan, de camisola, urinando no tapete enquanto, olhando fixamente para o astronauta, dizia com os olhos fixos e a voz sem vida:

– Você vai morrer lá em cima.” Pág 79

E, bem, a partir daí a garota só piora!

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Sinto que é sempre mais fácil falar de um livro que não gostei do que de um que eu gostei. Comprei O Exorcista no ano passado e ele ficou perdido na prateleira, só esperando o momento de ter uma chance. Foi então que aproveitando que nesse mês se comemora do halloween, decidi pegá-lo para ler e foi a melhor surpresa da minha vida. Não se trata apenas de uma boa história de terror, mas de um livro muito bem escrito e com personagens muito bem desenvolvidos.

O modo como ele conta desde os primeiros sintomas até o momento que Regan é completamente devorada por essa nova entidade, é feita aos poucos. Fazendo com que a gente se sinta como alguém próximo da garota, alguém que conheceu ela sendo uma menina doce e de repente se deparou com uma mudança abrupta no comportamento.

Um dos primeiros momentos em que entramos em contato com essa “entidade” ou “demônio” dentro de Regan é durante uma sessão de hipnose, quando o psiquiatra pede para que a menina o deixe conversar com o que ela acredita estar dentro dela:

[…] Silêncio. Então, algo curioso aconteceu. O hálito de Regan tornou-se fétido, de repente. E denso. O psiquiatra conseguiu sentir o odor a meio metro. Virou a lanterna para o rosto de Regan e, chocada e com os olhos arregalados, Chris cobriu a boca com a mão para abafar um grito, ao observar o rosto de Regan se contorcer numa máscara de ira, os lábios repuxados em direções opostas, e a língua túmida serpenteando para fora da boca.

[…]

– Quando eu fizer perguntas a partir de agora, você responderá mexendo a cabeça […]

– Você é alguém que Regan conheceu? — Não.

– É alguém que ela inventou? — Não.

[…]

– Faz parte da Regan? — Não.

– Você gosta dela? — Não.

– Você a odeia? — Sim.

– Por algo que ela fez? — Sim.

– Você é a culpa pelo divórcio dos pais? — Não.

– Tem algo a ver com os pais dela? — Não.

– Com um amigo? — Não.

– Mas você a odeia. — Sim.

– Deseja feri-la? — Sim.

– Matá-la? — Sim.

– Se ela morresse, você também morreria? — Não.” Pág. 124

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A coisa mais legal do livro é que o autor deixa no ar se realmente se trata de um demônio ou se é apenas uma menina com graves transtornos mentais. Em um momento ele coloca algo que nos faz acreditar ser uma possessão, mas em seguida, traz um outro detalhe que nos deixa em dúvida. E isso acontece por toda a história. Então, fica a critério do leitor! E isso é muito legal. Além disso temos histórias com outros personagens, como por exemplo, o Padre Karras, o detetive Kinderman e até o empregado da casa, Karl. Todas de certa forma interligadas com a Regan. Isso torna a narrativa mais dinâmica.

O grito ameaçador, as palavras, vinham de Regan, com a voz rouca, gutural e cheia de veneno, e de repente sua expressão e seus traços se transformaram, de modo aterrorizante, nos da personalidade demoníaca que havia aparecido ao longo da hipnose, e Chris observou, assustada, os dois rostos e vozes se intercalando rapidamente:

– Não!

– Você vai me obedecer!

– Não! Por favor, não!

– Você vai, sua putinha, ou vou matá-la!

E Regan retorna, com olhos arregalados e o medo estampado no rosto, como se um fim terrível se aproximasse, gritando com a boca aberta até a personalidade demoníaca possuí-la, preenchê-la mais uma vez, tomando o quarto com um odor fétido, com um frio gélido que parecia vir das paredes; então as batidas cessam e o grito aterrorizado e estridente de Regan se funde a uma risada gutural de triunfo malevolente, enquanto ela enfia o crucifixo em sua vagina, várias vezes seguidas, masturbando-se de modo feroz, urrando com a voz profunda, rouca, ensurdecedora.

– Agora você é minha, sua vagabunda, sua puta nojenta. Isso, deixe Jesus foder você, foder você, foder você!”  Pág. 186

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É uma leitura hipnótica e eu pelo menos, não consegui largar até terminar. O clima é horripilante e o William foi um mestre nos momentos de tensão. Super recomendo o livro! E o filme também! Ambos incríveis! (uau, quanta exclamação! xD).

Espero que tenham gostado da resenha.

Por hoje é só, pessoal!

Um beijo do mágico e voltem sempre!

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